Obras de vinte e cinco unidades serão iniciadas no primeiro bimestre de 2022.  

O Comitê Guandu-RJ em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado do Ambiente e o INEA, lançou na tarde desta quarta-feira, dia 15, em evento no Auditório do INEA no Centro do Rio de Janeiro, o programa Sanear Guandu. Trata-se de um conjunto de obras de esgotamento sanitário, previstas para iniciar no primeiro bimestre de 2022, que vão custar cerca de 56 milhões de reais e vão impedir que mais de quatrocentos mil litros de esgoto sejam despejados por hora – cerca de 9 milhões e meio de litros de esgoto por dia – em rios que drenam ou no próprio rio Guandu manancial que abastece cerca de nove milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

O programa Sanear Guandu surgiu após outro projeto do Comitê, voltado para as regiões periurbanas e rurais dos municípios, realizar o diagnóstico das necessidades de esgotamento sanitário dessas áreas dos quinze municípios pertencentes a bacia do Guandu, como a Ilha de Guaratiba no Rio de Janeiro; as comunidades do Marapicu, Jacetuba e Rio Douro em Nova Iguaçu; e Chapadão, Vila Americana, Fazendinha e Vista Alegre em Queimados, entre outros. Com o estudo, foram elaborados os projetos básicos e executivos para os municípios, com as melhores soluções ambientais e econômicas, que vão atender quase 20 mil domicílios. Trata-se de uma população que pode gerar cerca de doze milhões de litros de esgoto por dia. Foram projetadas 77 estações de tratamento de esgoto e mais de treze mil soluções individuais.  

“Após entendermos a necessidade dessas áreas e os impactos desse esgoto gerado na qualidade da água, resolvemos unir forças para avançar na solução. O Sanear Guandu é um marco para o Estado e para os Comitês Fluminenses. Com o esforço dos membros do Comitê Guandu-RJ, AGEVAP, e a união e suporte dos órgãos do Governo do Estado, através do próprio Governador Cláudio Castro, o Secretário Thiago Pampolha e toda a equipe da SEAS e INEA, incluindo a participação sempre importante do Ministério Público, vamos realizar obras simultâneas em onze municípios, tratando esgoto de uma boa faixa da população, visando a qualidade das águas dos rios. Essa é uma causa de todos nós, e por isso estamos juntos para lançar esse programa”, afirmou Paulo de Tarso Pimenta, Diretor Geral do Comitê Guandu-RJ. 

O programa Sanear Guandu, do Comitê Guandu-RJ, neste primeiro momento prevê investimentos na casa de 60 milhões de reais (construtoras + gerenciadora) em estruturas de esgotamento sanitário. Nesta primeira fase do programa serão construídas 25 Estações de Tratamento de Esgoto e quase sete mil soluções individuais em onze municípios, incluindo o Rio de Janeiro. As obras estão previstas para começar no primeiro bimestre de 2022. Nesta quarta-feira o Diretor-Geral do Colegiado Paulo de Tarso Pimenta, ao lado do Governador Cláudio Castro, do Secretário de Estado do Ambiente Thiago Pampolha e o presidente do INEA Phelipe Campello, apresentou os dois consórcios de empresas contratados com um valor total aproximado de 56 milhões de reais, que vão realizar as obras que foram estruturadas para áreas nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica, Japeri, Itaguaí, Paracambi, Mangaratiba, Piraí, Mendes e Rio Claro. O processo licitatório foi realizado pela AGEVAP – agência de águas delegatária do Comitê – em outubro e o contrato assinado neste mês. 

— Damos um importante passo na área de saneamento fluminense, demonstrando nosso otimismo durante o processo. Estaremos atuando em parceria com as prefeituras e empresas contratadas, dando atenção às famílias e pescadores da área do Guandu — afirmou o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha. 

Já os municípios de Miguel Pereira e Engenheiro Paulo de Frontin, que também fazem parte da bacia do Guandu, serão atendidos através de Acordo de Cooperação Técnica com a AGEVAP, com interveniência do Comitê Guandu, da SEAS/RJ e INEA, no qual receberão cerca de 22 milhões de reais para a execução direta das obras. Todo esse investimento é oriundo do recurso da cobrança da água bruta (FUNDRHI) e visa melhorar a qualidade e a disponibilidade hídrica da população abastecida pela ETA Guandu.