O decreto com a decisão votada na Casa (13 votos a 4) foi publicado após a sessão, que começou na quinta-feira a noite e durou toda a madrugada. O presidente da Câmara, Rubem Vieira de Souza, assume ainda hoje.

prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), e o seu vice Abeilard Goulart, o Abelardinho (PDT), tiveram seus mandatos cassados pela Câmara Municipal da cidade, na manhã desta sexta-feira. O decreto com a decisão votada na Casa (13 votos a 4) foi publicado após a sessão. O presidente da CâmaraRubem Vieira de Souza, assume ainda hoje. 
 
A Sessão Especial de Julgamento que votou o impeachment de Charlinho e Abelardinho pela acusação de nepotismo começou ainda na noite de quinta-feira e durou toda a madrugada de hoje. A denúncia, de mais de mil páginas, foi lida durante a sessão, o que levou cerca de nove horas. 
 
O prefeito Charlinho é acusado de nomear a esposa Andréia Busatto como secretária de Educação, enquanto o vice Abelardinho a filha Érika Goulart como secretária de Esportes.
 
Segundo a Câmara Municipal, a denúncia recebida pela comissão apontou que os custos aos cofres públicos dos vencimentos dos familiares nomeados chegam a mais de meio milhão de reais ao mês, totalizando quase R$ 7 milhões ao ano. De acordo com a Casa, obras públicas paradas poderiam ser concluídas com o montante gasto para o pagamento de vencimentos de parentes dos denunciados.

 
Decreto com as cassações do prefeito de Itaguaí Charlinho e seu vice, Abelardinho, após votação na Câmara Municipal – Divulgação
O prefeito apresentou sua defesa às 5h da manhã negando as acusações, enquanto o vice foi representado pelo procurador-geral do município de Itaguaí, Alexandre Oberg. Esta tinha sido a quarta sessão para cassar prefeito e vice, mas nas outras três o pedido foi negado.

A sessão que votou o impeachment tem como base o parecer final da Comissão Especial Processante (CEP 004/2019) que investigou os casos de nepotismo na Prefeitura de Itaguaí. A investigação durou 90 dias e gerou um relatório de seis volumes que foi lido e votado pelo plenário da Câmara. 

 
Fonte O DIA

 

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