Acidente ou atentado? Tenho horror das teorias de complôs e conspirações frequentes na guerra de informações em que vivemos.

Mas é verdade que o ministro Teori Zavascki do STF tinha se tornado o detentor das chaves da Operação Lava Jato, da qual era o relator. E estávamos às vésperas das delações dos 77 executivos da Odebrecht, nas quais estariam envolvidos nomes importantes pertencentes à situação governamental e  à oposição.

Informa-se mesmo que parte dos documentos, trancados à chave em Brasília, ligados à Lava Jato, estavam com ele.

Zavascki e a Lava Jato

Haveria interesse em se desativar Teori Zavascki para se conseguir paralisar ou mesmo sustar a Operação Lava Jato? Sem dúvida, e não de poucos, mas de muitos. Sua morte, se não travar a Operação Lava Jato, irá adiar revelações e talvez mesmo mudar o curso das investigações ou até acabar com a sequência das delações.

Teriam sido só o mau tempo, a chuva ou problemas no aparelho os causadores  da queda do avião? Pode ser, talvez as perícias a serem realizadas revelem alguma falha, porém o momento favorece as teorias de complôs e conspirações.

A história nos lembra os relatos de mortes violentas ou acidentais de juízes como a do magistrado Falcone, da Operação Mãos Limpas. Aviões sempre foram alvos fáceis de atentados, como o de Dag Hammarskjold, secretário-geral da ONU, em 1961. Ou de Samora Machel, presidente de Moçambique, morto num “acidente ” de avião em 1986.

Segurança

Em alguns minutos encontro, na Internet, 11 relatos de acidentes com chefes de Estado mundiais, alguns na América Latina, uns de direita outros de esquerda, como foram os de René Barrientos, Castelo Branco, Ulisses Guimarães.

Quem derrubou o avião onde viajava o ministro Teori Zavascki? O vento, a chuva, o destino, a mão de Deus ou a Operação Lava Jato? Nunca saberemos, mas é bom Sérgio Moro reforçar sua segurança.

Rui Martins, editor Correio do Brasil

 

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