A Secretaria de Saúde e Defesa Civil da Prefeitura de Seropédica, realizou nesta quarta-feira (31), reunião técnica e supervisão do Programa Municipal de Controle da Hanseníase.

Participaram da reunião: Rachael Ferreira, Lia R. Araujo, Sylvia Regina Santos, Laura Torres (Equipe Estadual de Dermatologia Sanitária), Dr. Angelo D’ Alessandro Emerick (Secretário Municipal de Saúde), Carla Aparecida da Silva Santos (Diretora de Áreas Programáticas em Saúde), Marinea de Sousa Moreira (Coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase), e Michelly Lopes dos Santos (Coordenadora Municipal de Estratégia de Saúde da Família).

A reunião teve por objetivo, estabelecer estratégias para a descentralização do Programa Municipal de Controle da Hanseníase na Estratégia de Saúde da Família, facilitando assim, o acesso dos pacientes ao tratamento. Dentre os assuntos abordados foram discutidos:

– Análise dos indicadores da hanseníase no município de Seropédica;

– Propostas de treinamentos para médicos e enfermeiros das ESF;

– Campanhas de mobilização;

– Integração e fortalecimento da Estratégia da Saúde da Família e o Programa Municipal de Controle da Hanseníase;

– Supervisão na Unidade de referência Municipal (ESF Piranema).

Hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae (M. Leprae). Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, no en­tanto poucos adoecem. A doença acomete principalmente pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. É de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória.

Essa doença pode acometer pessoas de ambos os sexos e qualquer idade em áreas endêmicas. Entretanto, é necessário um longo período de exposição e apenas uma pequena parcela da população infectada adoec

Sintomas

Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são:

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;
  • Área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento;
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; Úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.

Diagnóstico

O diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas. 

Transmissão

A hanseníase é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento. A hanseníase apresenta longo período de incubação; em média, de 2 a 7 anos. Há referências com períodos mais curtos, de 7 meses, como também a mais longos, de 10 anos. 

Tratamento 

O Sistema Único de Saúde disponibiliza o tratamento poli quimioterápico (PQT), recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é a associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequên­cia quando se utiliza apenas um medicamento, e impossibilita a cura da doença

Prevenção

A procura dos casos de hanseníase deve se dar na assistência prestada à população geral nas unidades de saúde dos municípios brasileiros, bem como pela investigação dos contatos domiciliares e sociais dos casos diagnosticados, conforme recomendações das Diretrizes para vigilância, atenção e controle da doença no país.

 

 

 

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