Neste último domingo (9/5) por volta das 21horas, a Secretaria Municipal de Ambiente e Agronegócios (SEMAMA), foi acionada pelo Subsecretário de Defesa Civil do município, Sr. Leonardo Rosa, para atender a ocorrência envolvendo carga perigosa no bairro Boa Esperança.

Imediatamente, o Diretor de Fiscalização Ambiental, Rafael Esteves, dirigiu-se ao local do ocorrido, encontrando já a presença do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além dos técnicos da Defesa Civil. Ao chegar no local, o responsável da SEMAMA constatou que se tratava de reação química agressiva em decorrência da estocagem e transporte de produtos perigosos incompatíveis.

O motorista da transportadora João Dias, que é morador do bairro Boa Esperança, transportava os produtos químicos em seu caminhão. A carga era trazida de São Paulo e se destinaria à Zona Norte do Rio de Janeiro. No entanto, o motorista estacionou o caminhão carregado com produtos químicos na rua em frente à sua casa antes de descarrega-lo no destino final. No momento em que o caminhão esteve estacionado, os produtos químicos (diversos e fortemente incompatíveis, como solventes, nitrito de sódio, ácidos e hidróxidos), iniciaram uma reação agressiva, ocasionando pequenas explosões, evidenciadas pelo forte odor sufocante e muita emissão de fumaça.

A operação contou com o apoio técnico do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos – GOPP do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Os Oficiais avaliaram o cenário e constataram não conhecer o produto originado da reação, nem a toxicidade da fumaça emitida naquele momento, sugerindo, então, ampliação do cordão de isolamento até que a ocorresse a retirada do material pela empresa responsável pelo atendimento de emergência.

A manobra operacional para tratamento do ocorrido aconteceu em três etapas. A primeira etapa foi a de transbordo dos produtos químicos não reativos para outro caminhão e levados até o destino final. A segunda etapa foi a retirada dos produtos que estavam reagindo ainda em cima do caminhão transportador e os que caíram no chão.

Todos esses materiais foram acondicionados em bombonas metálicas e levadas para destinação final, que inclui tratamento do resíduo gerado por empresas devidamente licenciadas. A terceira etapa incluiu a limpeza total e lavagem do local afetado. Para isso foi realizado a retirada manual dos resíduos do chão e utilizado hidro-jateamento no asfalto para lavagem. Todo esse processo de manuseio dos produtos químicos foi realizado pela empresa responsável pelo Plano de Atendimento a Emergência – PAE, uma empresa contratada pela Transportadora João Dias.

A Secretaria Municipal de Ambiente e Agronegócios vai instaurar processo administrativo para apurar o ocorrido. Para isso, notificará todos os envolvidos no incidente para prestar esclarecimentos sobre a irregularidades evidenciadas. Questões sobre a incompatibilidade da carga, estrutura e adequação do caminhão para transportar aquela carga de produtos perigosos e o fato daquele caminhão estar estacionado no endereço do ocorrido serão apuradas e configuram grave descumprimento legal, cabendo sanções administrativas (multas).