Amanhã 1º abril é Quinta-feira Santa que antecede a Páscoa

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O último domingo (28) marcou o início da Semana Santa, que celebra a morte a ressurreição de Jesus Cristo.

A Paroquia Nossa Senhora das Graças de Seropédica estará realizando nesta Quinta-feira Santa a Celebração da Santa Missa com início às 17 horas. 

Nessa data, conhecida também como Quinta-feira de Endoenças, a igreja recorda o dia em que Jesus jantou com os seus apóstolos antes de ser morto na sexta-feira santa, episódio conhecido como Última Ceia.

Na quinta-feira santa, durante a celebração da missa, é costume o padre lavar os pés de 12 pessoas, lembrando o ato de humildade de Jesus quando ele próprio lavou os pés dos apóstolos, mas devido a Pandemia do Coronavírus o Padre Paulo Sergio vai lavar os pés de uma pessoa. 

A Quinta-feira Santa faz parte da preparação para a Páscoa

Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno.

Este é o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno Sacerdote, mas quis precisar de ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a salvação que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição.

A caminho do calvário, Jesus carregou os pecados do mundo

Quanto absurdo existe em castigar um inocente! Apesar disso, os açoites impiedosos dos soldados de Pilatos não foram suficientes para aplacar o ódio da parte dos judeus. Sua estratégia de sanar a fúria dos acusadores de Jesus por meio de um grande castigo havia falhado. Pilatos, então, partiu para o plano B. Ele apresentou aos que estavam na praça do pretório a possibilidade de escolher a quem libertar: Jesus, um homem sabidamente inocente, ou Barrabás, um criminoso conhecido por todos os que acompanhavam aquele grotesco e humilhante julgamento. Um plano perfeito, afinal, quem teria a audácia de condenar um homem inocente? Infelizmente, mais uma estratégia de Pilatos acabara de falhar. Eles preferiram libertar o criminoso.

Assim, após uma noite de dor, desprezo e muitos sofrimentos, já debilitado pela impiedosa flagelação, Jesus foi conduzido para ser crucificado. Uma morte dolorosa dessas era reservada apenas aos piores criminosos. A caminhada para o local de Sua crucificação mal havia iniciado e todos perceberam que Jesus já estava muito fraco para carregar sozinho a Sua cruz. Ora, onde estariam os Seus discípulos e seguidores? Muitos dos que, até pouco tempo, declaravam amor a Jesus estavam ausentes. Se ao menos um único discípulo estivesse perto de Jesus, Seus sofrimentos poderiam ser minorados. Bartolomeu, Tomé, Filipe, Tadeu. Onde estavam esses homens? Nem mesmo Simão Pedro permaneceu ao lado de Jesus.

Jesus fez por amor

A realidade era bastante perversa. Não se encontrava um único conhecido benevolente que O ajudasse a carregar o lenho até o local da crucificação. Tantos milagres Jesus operou, tantas pessoas curadas, tantas famílias beneficiadas, nenhum que pudesse ajudá-Lo naquele momento de dor. Seu benfeitor, inusitadamente, foi um estranho que passava pelo local e, além disso, fora constrangido a ajudá-Lo por meio da força. O travessão menor e mais leve, o estranho transeunte carregou. Já a parte mais pesada, Cristo a levou sozinho. O maior peso, de fato, Cristo carregou por amor. O amor não correspondido, aliás, foi a cruz mais pesada que Jesus poderia ter carregado. O amor não correspondido recebeu como resposta um amor incondicional.

VEJA O QUE CADA DIA REPRESENTA NA SEMANA SANTA

DOMINGO DE RAMOS (28)

Celebra a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, quando o povo cortou ramos e folhas de árvores para cobrir o chão por onde ele passou. A chegada despertou desconfiança e medo de sacerdotes, que começaram uma trama para condená-lo a Morte.

SEGUNDA-FEIRA SANTA (29)

Jesus chega a Betânia e faz a última visita aos amigos, anunciando que sua hora havia chegado. O Evangelho segundo São João é proclamado durante a missa.

TERÇA-FEIRA SANTA (30)

Jesus anuncia sua morte e seu traidor, beijando Judas. Na missa, há leitura do canto de Javé e do Salmo 70.

QUARTA-FEIRA SANTA (31)

A Igreja realiza a ‘procissão do encontro’ entre mãe e filho, quando homens saem com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres, com Nossa Senhora das Dores. O “Sermão das Sete Palavras” é proclamado.

QUINTA-FEIRA SANTA (1)

Dia da Última Ceia. Antes do jantar, Jesus Cristo lavou os pés dos discípulos, ensinando sobre humildade. Na ceia, Jesus partiu pão e vinho e partiu, explicando que simbolizavam seu corpo e sangue. 

Ao fim do jantar, Judas saiu para entregar Jesus às autoridades. Após cantarem um hino e orarem, guardas chegaram para prender Jesus. Ele foi levado para a casa do sumo-sacerdote para ser julgado. 

A missa celebra a Ceia do Senhor. Também são realizadas as cerimônias litúrgicas da bênção dos santos óleos – do Crista, dos Catecúmenos e dos enfermos – e de lava-pés. 

SEXTA-FEIRA SANTA (1°)

Jesus Cristo morre crucificado. Ele foi interrogado, espancado e chicoteado. Guarda romanos colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça. Ele foi crucificado por volta de 12h, ao lado de dois ladrões. Às 15h, Cristo morreu e foi sepultado em um lugar próximo. 

A Via-Sacra representa o caminho de Jesus até a crucificação e morte, com 14 estações da Via-Crucis. 

SÁBADO SANTO

A pedra que fechava o túmulo de Jesus Cristo foi lacrada e soldados romanos guardavam a entrada do local, para evitar que o corpo dele fosse roubado. 

A igreja realiza a vigília pascal, junto ao sepulcro de Cristo, meditando sua morte. À noite, uma celebração de bênção do fogo acende a fogueira e as velas do Círio Pascal, que representa Cristo Ressuscitado. Em seguida, a Páscoa é proclamada.

Também há tradição da ‘queima de Judas’.

DOMINGO DE PÁSCOA

Dia da ressurreição. O corpo e o espírito de Cristo foram reunificados. A pedra que cobria o túmulo foi removida e um anjo apareceu. Ao fim do dia, Jesus apareceu para todos os discípulos. 

‘Páscoa’ significa a passagem da escravidão para a liberdade. É o dia mais santo para a Igreja.