O sentido da água no rito batismal não está tanto ligado em primeiro plano a uma idéia de purificação, mas de passagem, que expressa a salvação.

O Batismo é, sem dúvida, o sacramento de que mais fala o Novo Testamento. Trata-se do sacramento da iniciação cristã, a porta pela qual judeus e gentios vão ter acesso à comunidade daqueles que crêem em Jesus Cristo e o seguem ao longo da vida e até a morte .

O simbolismo do Batismo passa pela água, esse elemento da natureza sem o qual a humanidade não consegue viver e que carrega em si tão profunda e consistente riqueza de significado.  Pois a água não apenas dá vida, lava e purifica, mata a sede satisfazendo o desejo e hidratando o corpo.

O significado etimológico da palavra Batismo está intimamente ligado a este elemento que é seu sinal sensível, criador da realidade sacramental: a água.  Batismo, portanto, palavra de origem grega quer dizer  imersão, banho.  Nas Escrituras hebraicas há todo um riquíssimo simbolismo da água em chave cosmológica e histórica, sobre o qual não nos cabe estender-nos aqui. A Lei judaica, já no Antigo Testamento, prevê e inclui em suas prescrições  abluções e banhos rituais purificadores, usando a água como elemento central. E, entre os dois testamentos, aparece o Batismo  de João Batista, que o próprio Jesus vai receber e que tem características penitenciais e purificadoras.

Quando usamos a expressão “Antigo Testamento” devemos ter presente que não estamos, forçosamente, a falar da coletânea de livros que formam a primeira parte da Bíblia. Na verdade, o que “Antigo Testamento” acima de tudo significa é um tempo histórico em que está em vigor uma Aliança (Testamento) estabelecida por Deus em Abraão e depois renovada, entre Deus e o povo israelita.

Essa Aliança não acabou com o último livro dessa parte da Bíblia, Malaquias, mas continuou, obviamente, até que Deus em Jesus Cristo estabeleceu uma Nova Aliança, já prometida (Jeremias 31:31; Lucas 22:20). Assim, é ainda na Antiga Aliança que vamos encontrar João Batista, o último dos profetas (Marcos 9:11/13) a batizar. Mas no sentido metafórico há, de facto, um batismo maior no Antigo Testamento. São Paulo, refletindo a partir da experiência do batismo cristão, vê na bem conhecida travessia do Mar Vermelho, narrada pela Bíblia, o acontecimento em que todo o povo israelita foi, simbolicamente, batizado 1ª Coríntios 10:1/2.

É provável que esta interpretação do apóstolo não seja originalidade sua, mas que fosse a interpretação comum dos mestres judeus, tanto mais que, desde o fim do Cativeiro babilónico começou a surgir entre o povo judeu a prática do “batismo dos prosélitos”, que consistia numa cerimónia em que os gentios convertidos ao Judaísmo eram mergulhados ou lavados em água para passarem também sob a nuvem do Mar Vermelho. Esta é a primeira forma de batismo administrada na Palestina, sendo a segunda o acima referido “batismo de João Batista”, chamado de “arrependimento”.

Não há nenhuma passagem da revelação bíblica do Antigo Testamento onde alguém tenha recebido de Deus o mandamento de “ir e batizar” indivíduos ou grupos. Um tal mandamento só aparece no Novo Testamento, em Jesus Cristo Mateus 28:19. Nem de São João Batista é dada essa informação. Só podemos conjeturar que João Batista se inspirou no “batismo dos prosélitos” para introduzir o “batismo do arrependimento”. A diferença entre um e outro é que no batismo de João eram judeus os que o recebiam. Pecar é renegar a Aliança com Deus, é fazer-se gentio, e por isso é, na visão do Batista, necessário ao pecador ser lavado pelas águas do batismo.

Recapitulando vemos, pois, que no universo religioso judaico-cristão há três formas de batismo, a saber:

1) O batismo dos prosélitos;

2) O batismo do arrependimento;

3) O batismo instituído por Jesus Cristo. 

Há a tendência, entre muitos cristãos, de apresentar argumentos deste género: “Só deveríamos batizar em águas correntes, como fazia João Batista”, ou: “Só deveríamos batizar por imersão, como Jesus foi batizado por imersão”. Além de os textos bíblicos não apoiarem totalmente tais afirmações (o verbo grego baptizô, de onde se formou o português batizar, tem na sua raiz a ideia de mergulhar, imergir, mas já nos dias do Jesus terreno tinha também o sentido de “molhar”, “lavar” e aspergir”, como se vê em Marcos 7:4 e Hebreus 9:10 , é errado colocar o batismo administrado por João como modelo para os cristãos, pois Jesus foi batizado sob a Lei, num batismo diferente daquele que criou para os seus discípulos, feito em seu Nome ou no nome da Trindade, sob a Graça e não sob a Lei.

Os três tipos de batismo referidos são diferentes entre si, mas têm algumas afinidades, principalmente a associação que sublinham de uma fase de arrependimento e um novo nascimento. Do prosélito gentio espera-se que renegue as crenças e as práticas pagãs que a Lei rejeita; o ouvinte de João Batista deve abandonar um comportamento que a Lei de Deus condena; o crente em Jesus Cristo abraça um novo estilo de vida, à imagem do seu Salvador João 3:5.

O que causa estranheza é sabermos pela revelação bíblica que Jesus recebeu o batismo do arrependimento e foi justamente nesse acontecimento que a sua condição de Filho de Deus foi revelada Marcos 1:11. Porquê arrependimento n’aquele de Quem a Escritura diz que em tudo foi tentado, mas sem pecar Hebreus 4:15? Ora, a vontade de Deus é perfeita: Aquele que é igual a Deus, o Filho de Deus, fez-se pecado por nós, batizando-se como um pecador para levar consigo os nossos pecados: Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores estavam sobre ele, e nós o reputámos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:4/5

Observe-se, entretanto, para terminar, que o batismo praticado na Igreja Cristã só não será indispensável para quem estiver impossibilitado de o receber, como o “ladrão arrependido”, no Monte do Calvário que, sem batismo, entrou no Paraíso Lucas 23:43 . Mas, ainda que indispensável, o batismo não é o requisito primordial para a salvação. A um homem desesperado que perguntou o que devia fazer para ser salvo, os apóstolos responderam: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Nesse dia, o carcereiro de Filipos e a sua família receberam a salvação, não por terem sido batizados, mas foram batizados por terem, pela fé, crido que Jesus Cristo é o Senhor Actos 16:16/34. Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna João 3:16.

O que é o batismo:

Batismo é o nome do ritual de purificação e consagração que é praticado em várias religiões, principalmente no Cristianismo. A palavra batismo também está relacionada com o ato de dar um nome a alguém.

Na Igreja Católica o batismo é praticado na maior parte dos casos em recém nascidos, algo que começou no século III. É considerado o primeiro sacramento, onde a cabeça da criança é molhada três vezes.

No Protestantismo ou nas igrejas evangélicas, o batismo ocorre em pessoas mais velhas, sendo necessário consciência para fazer uma confissão de fé, declarando que se despede da “velha vida”, morrendo para os maus hábitos. Depois, quando a pessoa emerge, ela ressuscita como Jesus ressuscitou, dando início a uma nova vida.

A expressão “batismo de fogo” indica a iniciação de alguém em um conflito armado, a sua primeira vez no campo de batalha. Ex: A Segunda Guerra Mundial foi o meu batismo de fogo e as minhas pernas não pararam de tremer desde essa altura.

É comum fazer o batismo de objetos como navios ou sinos, dando-lhes um nome para que comecem a ser usados. No caso concreto dos navios, muitas vezes uma garrafa de champanhe é quebrada contra o casco do navio.

Batismo nas águas

A expressão “batismo nas águas” remete para o ato de uma pessoa declarar publicamente a sua fé em Jesus, indicando a sua vontade de ser obediente a Deus durante a sua vida.

Depois da vinda de Jesus, o ato de ser submerso durante o batismo é uma alusão à morte e sepultamento de Jesus e o ato de emergir está relacionado com a sua ressurreição.

Batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo é um acontecimento na vida de um cristão em que a pessoa recebe a unção do Espírito Santo e é equipada com dons que o permitem dar glória a Deus através de uma vida abundante.

Algumas igrejas não acreditam no batismo do Espírito Santo, enquanto outras não estão de acordo em relação ao momento em que o Batismo no Espírito Santo acontece. Enquanto alguns afirmam que acontece automaticamente quando a pessoa aceita a Jesus como Senhor e Salvador, outros afirmam que pode acontecer mais tarde.

Diferentes denominações têm diferentes ideias sobre o Batismo no Espírito Santo. Por exemplo, algumas denominações não acreditam no dom de línguas, enquanto outras acreditam que falar em línguas comprova que a pessoa recebeu o batismo no Espírito Santo.

Batismo de Jesus

Um dos batismo mais famosos de todos os tempos foi o batismo de Jesus Cristo, que foi realizado por João Batista no Rio Jordão. Nesse acontecimento, a Bíblia relata que a voz de Deus foi ouvida pelas pessoas presentes e o Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba.

Batismo de sangue

O batismo de sangue acontece quando alguém morre por causa da sua fé, ou seja, é um mártir. Alguns pensadores acreditavam que se uma pessoa não batizada morria por causa da sua fé, ela era salva mesmo sem ter sido batizada. Este foi um tema muito polêmico no seio da Igreja Católica.

O Batismo de João

O Batismo de João, porém, é diferente do Batismo de Jesus, e os autores neotestamentários fazem questão de ressaltar este ponto.  O primeiro é um rito de penitência, que vai servir de preparação para o verdadeiro Batismo, que será o de Jesus (cf. (At 19,1-7).  Entre João e Jesus há, pois, uma continuidade, na medida em que Jesus recebeu o batismo de João, recebeu discípulos de João em seu grupo, os quais receberam o batismo de João e há igualmente na superação e novidade, expressa pelo próprio João (Mt 3,11)).

Na verdade, o sentido da água no rito batismal não está tanto ligado em primeiro plano a uma idéia de purificação, mas de passagem, que expressa a salvação. O catecúmeno que vai se batizar “passa” pela água e isto simboliza sua passagem da vida em pecado para uma vida nova, a vida da graça.

Nos textos neotestamentários, a Igreja Primitiva nos aparece  mais preocupada em salientar a novidade radical deste ritual em relação aos rituais judaicos e o conteúdo salvífico próprio desse gesto sacramental: o comprimento das promessas de Deus e a realização das maravilhas de sua salvação em favor do povo.

Diferente do rito de iniciação judaico, que passa obrigatoriamente pela anatomia masculina, e que só é concedido a judeus, o  rito batismal vai incluir as mulheres, os gentios de toda sorte, os escravos e os de qualquer condição social, inaugurando uma nova maneira de ser e de viver, que não encontra espaço e não deixa lugar para a exclusão de qualquer espécie. É de uma Igreja feita de batizados que Paulo vai poder proferir a libertadora afirmação da carta aos Gálatas, capítulo 3, 28: Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos sois um só em Cristo Jesus. O Batismo vai não só mostrar, mas sinalizar indelevelmente com a força do sacramento, que em Cristo Jesus todas as diferenças foram abolidas e que as águas batismais lavaram e diluíram todas as fronteiras separatistas, abrindo caminho a uma comunidade universal que não admite discriminações dentro ou fora de seus limites de pertença.

Assim sendo, o Batismo dá ao ser humano uma nova identidade, toda ela marcada por uma dinâmica pascal. Significa morte ao “velho homem” ou ao Adão antigo, o que significa morte ao pecado e à separação de Deus, e a tudo que constitui o reino das trevas.  Morte, portanto, à vida antiga.  Por outro lado, esta morte e ruptura radical implica um estar disposto, como Cristo, a dar sua vida pelo povo. Aí está o sentido da existência não só do leigo, nem só do sacerdote ou do religioso, mas de todo cristão. Existir não mais para si, mas para “fora de si” — para Deus e para os outros ( cf. 2 Co 5,15).

Esse novo modo de existir não acontece, no entanto, sem conflitos. Para Jesus, o conflito desembocou na Cruz. Para os batizados que seguem a Jesus, isso implicará deixar para trás apoios e seguranças outras para compartilhar com Jesus as situações humanas-limite, que pontilharam seu existir: incompreensão, solidão, sofrimento, fracasso, incerteza, perseguição, tortura, morte. Mas também — e não menos — amizade, amor, comunhão, solidariedade, paz, alegria, ressurreição e exaltação.

O batizado, portanto, “perde” a sua antiga identidade para ganhar uma nova identidade, uma identidade crística, já que o fundo mais profundo desta nova identidade é a própria pessoa de Jesus Cristo, sua vida, seu agir e sua morte e ressurreição.

Além e para além de incorporar o ser humano a Cristo, outro efeito fundamental do Batismo é incorporá-lo a uma comunidade eclesial (1Cor 12,13; Gal 3,27). Por isso, além de trazer uma nova identidade – a identidade crística – àquele ou àquela que por ele passa, o Batismo é o sacramento que configura a Igreja. O modelo de Igreja que surge a partir do Batismo é, portanto, o de uma comunidade dos que existem para os outros, dos que assumiram um destino na vida: viver para os outros. 

Não se trata, portanto, de uma Igreja massificada e amorfa, nem muito menos de uma Igreja eivada de  divisões de classes.  Trata-se, sim, da grande comunidade dos que vivem em suas pessoas e em suas vidas o mistério de Cristo, dos que são batizados, dos que foram mergulhados na morte de Cristo e renasceram para uma vida nova, voltada para fora de si, de serviço e dedicação aos outros e de construção do Reino.  A partir daí se organiza a Igreja, que será uma comunidade viva, construída a partir não de cargos previamente estruturados que determinam a importância de cada membro da comunidade dentro do todo, mas a partir da comum graça de serem batizados e portadores, portanto, de uma identidade que é o próprio Jesus Cristo.

Nos dias de hoje, a Igreja vem lutando, com coragem e determinação, para re-encontrar esse modelo presente nas fontes da revelação e da vida cristã.  Isso a vem obrigando,  igualmente, a navegar em águas mais profundas e mover-se em terrenos talvez mais movediços e complexos, a fim de ser capaz de fazer-se ouvir em meio ao tumulto do mundo de hoje, eivado de tantos apelos e tantas possibilidades.

O Batismo, no entanto, com a força de suas águas onde fomos imergidos e das quais emergimos para uma nova vida nos convoca para uma vida semelhante à de Jesus.  É para essas águas sempre mais profundas que o Espírito do Senhor hoje nos convida a avançar.

“O Catecumenato é, no Cristianismo, o período de formação do fiel em preparação para o batismo. Atualmente, o termo tem sido utilizado também na Igreja Católica para designar uma forma de catequese contínua, que não se encerra com o recebimento de cada sacramento, mas perpassa todo o processo de iniciação cristã”.

«Ninguém pode dizer “Jesus é o Senhor” a não ser pela acção do Espírito Santo» (1Cor 12, 3). «Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá! Pai!’» (Gl 4, 6). Este conhecimento da fé só é possível no Espírito Santo. Para estar em contacto com Cristo, é preciso primeiro ter sido tocado pelo Espírito Santo. É Ele que nos precede e suscita em nós a fé. Em virtude do nosso Baptismo, primeiro sacramento da fé, a Vida, que tem a sua fonte no Pai e nos é oferecida no Filho, é-nos comunicada, íntima e pessoalmente, pelo Espírito Santo na Igreja:

O Baptismo «dá-nos a graça do novo nascimento em Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Porque aqueles que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho: mas o Filho apresenta-os ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho ninguém tem acesso ao Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus faz-se pelo Espírito Santo»(1).

O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (2). No entanto, Ele é o último na revelação das Pessoas da Santíssima Trindade. São Gregário de Nazianzo, «o Teólogo», explica esta progressão pela pedagogia da «condescendência» divina:

«O Antigo Testamento proclamava manifestamente o Pai e mais obscuramente o Filho. O Novo manifestou o Filho e fez entrever a divindade do Espírito. Agora, porém, o próprio Espírito vive connosco e manifesta-se a nós mais abertamente. Com efeito, quando ainda não se confessava a divindade do Pai, não era prudente proclamar abertamente o Filho: e quando a divindade do Filho ainda não era admitida, não era prudente acrescentar o Espírito Santo como um fardo suplementar, para empregar uma expressão um tanto ousada […] É por avanços e progressões “de glória em glória ” que a luz da Trindade brilhará em mais esplendorosas claridades» (3).

Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho» (4). É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na «teologia» trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da «economia» divina.

O Espírito Santo age juntamente com o Pai e o Filho, desde o princípio até à consumação do desígnio da nossa salvação. Mas é nestes «últimos tempos», inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, que Ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então, esse desígnio divino, consumado em Cristo, «Primogénito» e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito derramado: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a vida eterna.

Fontes: Vatican – Maria Clara Bingemer é teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PU