Morre a atriz Elizangela, aos 68 anos
3 de novembro de 2023

Por EXTRA

 

Morreu nesta sexta-feira, dia 3, a atriz Elizangela, aos 68 anos. De acordo com a Prefeitura Municipal de Guapimirim, a atriz deu entrada no Hospital Municipal José Rabello de Mello com uma PCR (parada cardiorrespiratória), depois de ser pronto atendida pelas equipes do SAMU. Conforme divulgado pelo G1, houve tentativa de reanimação tanto no translado, quanto na unidade, mas sem êxito.

“A Prefeitura Municipal de Guapimirim, lamenta a morte da consagrada atriz. Esta é a segunda vez que o sistema de saúde do município atendeu Elizangela. Na primeira, Elizangela deu entrada na unidade com graves problemas respiratórios, e depois de algumas semanas, teve alta da unidade”, disse a administração municipal.

Elizangela nasceu no dia 11 de dezembro de 1954 no Rio de Janeiro e começou a trabalhar como atriz aos 7 anos de idade, na TV Excelsior, fazendo comerciais ao vivo. Ela foi descoberta por um produtor da emissora, que chamou a artista para estrelar o programa de entrevistas “A outra face do artista”, também ao vivo. No mesmo canal, participou também do telejornal vespertino “Jornal infantil Excelsior” e do programa de variedades “Futurama”. Com apenas 10 anos, apresentava o programa de auditório “Essa gente inocente”, atração com crianças exibida horário nobre.

Em 1966, Elizangela saiu da Excelsior e foi trabalhar na TV Globo como assistente de Pietro Mario, em “Capitão Furacão”, em 1965, o primeiro programa infantil da Globo. Pouco depois, começou também como apresentadora de outro programa de variedades na casa, o “Show da cidade”. Em 1969, ela foi chamada para fazer o filme “Quelé do Pajeú” e, no ano seguinte, estrelou outro longa, “O enterro da Cafetina”. Em 1971, teve seu terceiro papel no cinema no elenco de “Vale do Canaã”.

Aos 15 anos, fez sua primeira novela: “O cafona”, de Bráulio Pedroso. Na trama, exibida em 1971, Elizangela vivia Dalva, a filha de Gilberto Athayde (Francisco Cuoco). Sua novela seguinte foi “Bandeira 2”, de Dias Gomes, interpretando Taís, que era uma das protagonistas, em um par romântico com Stepan Nercessian.

Em 1972, Elizangela também participou de diversos teleteatros, casos especiais e comédias especiais na Globo. No mesmo ano, trabalhou na novela “O bofe”, de Bráulio Pedroso e Lauro César Muniz, no papel de Sandra. Em “Cavalo de Aço” (1973), de Walther Negrão, fez a rebelde Teresa, filha de Marta (Maria Luíza Castelli) e de Carlão (Milton Moraes) e irmã de Santo (Carlos Vereza). No ano seguinte, viveu a Regina de “Supermanoela”, de Walther Negrão, e, em 1975, a Lu da novela “Cuca legal”, de Marcos Rey.

A atriz fez parte do elenco da primeira versão de “Roque Santeiro”, que foi censurada às vésperas da estreia, em 1975. Na novela de Dias Gomes, interpretaria Tânia, a filha de Sinhozinho Malta. Quando a nova versão foi produzida, dez anos depois, a personagem acabou vivida por Lídia Brondi, mas o autor fez questão de criar um papel especialmente para Elizangela: Marilda.

Na novela “Pecado capital” (1975), a atriz interpretou Emilene, irmã da protagonista Lucinha (Beth Faria). O nome da sua personagem era uma referência às cantoras Emilinha e Marlene. Já em “Locomotivas” (1977), a primeira novela gravada em cores no horário das 19h, Elizangela interpretou Patrícia, baterista de uma banda independente. Faria outro papel de rebelde dois anos depois, em “Feijão Maravilha” (1979), na qual contracenava com Marco Nanini, Marcelo Picchi, Grande Otelo e Lucélia Santos, entre outros.

Também na década de 1970, fez várias participações em programas humorísticos da Globo, como os de Jô Soares, Chico Anysio e Renato Aragão. Trabalhou ainda como cantora, gravando um compacto com a música “Pertinho de você”, de Hugo Bellard, que fez sucesso em 1979.

Em “Jogo da vida” (1981), de Silvio de Abreu, Elizangela deu vida à hilária Mariúcha. A personagem – uma empregada doméstica que assediava o patrão (Gracindo Júnior) e, sempre que estava prestes a pregar uma peça, olhava diretamente para a câmera e piscava.

Já em “Paraíso – 1ª versão” (1982), de Benedito Ruy Barbosa, Elizangela foi Maria Rosa, filha de Aurora (Tereza Rachel) e do prefeito Norberto (Sérgio Britto). Em 1986, a atriz trabalhou na novela “Tudo ou nada”, da TV Manchete. Voltou à Globo em 1991 para fazer o humorístico “Estados Anysios de Chico City”, com Chico Anysio. Retornou ao horário das 20h em 1992, com a estreia de “Pedra sobre pedra”, novela de Aguinaldo Silva. Na trama, Elizangela vivia a extrovertida Rosemary Pontes, casada com Ivonaldo Pontes (Marco Nanini) e amante de Jorge Tadeu (Fábio Júnior).

Entre o final de 1993 e meados de 1996, esteve fora da Globo. Trabalhou nas novelas “Éramos seis” e “As pupilas do Senhor Reitor”, ambas no SBT. Voltou para a emissora carioca a convite do diretor Ricardo Waddington para trabalhar na novela “Por amor” (1997), de Manoel Carlos.

Em 2004, Elizangela viveu a ex-prostituta Djenane, amiga da vilã Nazaré em “Senhora do destino” (2004), de Aguinaldo Silva. No ano seguinte, interpretou a fogosa Assunta, em “A lua me disse” (2005), de Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella. Em junho de 2008, estreou na novela “A favorita”, de João Emanuel Carneiro, como a cafetina Cilene, testemunha-chave do crime que motiva o eixo central da trama.

Em 2010, trabalhou no remake da novela “Ti-ti-ti”, de Cassiano Gabus Mendes, no papel de Daguijane. Em 2011, Elizangela interpretou Íntima, a mãe superprotetora de Belezinha, personagem de Bruna Marquezine na novela ‘”Aquele beijo”, de Miguel Falabella. No ano seguinte, integrou o elenco da novela “Salve Jorge”, de Gloria Perez, no papel de Esma.

Em 2014, participou do seriado “Segunda dama”, como Edinéia, e da novela “Império”, como Jurema. Em 2017, interpretou Aurora, mãe de Bibi (Juliana Paes), na novela “A força do querer”. Sua personagem sofreu ao ver a filha entrar para o mundo do crime, mas se manteve ao lado dela, mesmo quando a situação se complicou. Voltou ao horário das 21h para uma participação em “A dona do pedaço” (2019), de Walcyr Carrasco.

* Com informações do site Memória Globo

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