Saúde, fauna, flora, solo, ar, ciclo da água e matas nativas são fortemente afetados pelas ações dos seres humanos

Para celebrar os 43 anos do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, sediado em Birigui, no interior de São Paulo, a Polícia Militar Ambiental promoveu uma live nesta última terça-feira (23) que abordou os “Impactos das queimadas na qualidade do meio ambiente”. O evento contou com a participação de representantes da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB), e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Na abertura, o coronel Paulo Augusto Leite Motooka, comandante da PAMb, destacou que, em 2019, foram consumidos 318 mil quilômetros de área florestal no país, um aumento de 86% em relação a 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Os incêndios causam grandes estragos ao meio ambiente, mata nativa, saúde pública, impacta no ciclo das águas e causa morte de animais silvestres”, disse.

Uma das ações do Governo do Estado para coibir os incêndios florestais é a Operação Corta-Fogo, coordenada pela SIMA/CFB, com a participação do Corpo de Bombeiros, da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), subordinada à Casa Militar, da Polícia Militar Ambiental, da Cetesb, da Fundação Florestal (FF) e do Instituto Florestal (IF).

A diretora-presidente da Cetesb, Patrícia Iglecias, abordou o avanço de São Paulo na redução da queima da palha da cana-de-açúcar, por conta do Protocolo Agroambiental Etanol Verde, que contribuiu para diminuir as queimadas.

“Na prática, cerca de 10 milhões de toneladas de CO2 eq e de 64 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos deixaram de ser emitidos, impactando na qualidade do ar. E isso, graças a inovação e implementação de novas tecnologias”, concluiu.

Queimadas

A forte redução das queimadas autorizadas mudou o foco da Polícia Militar Ambiental para as queimadas não autorizadas, que impactam diretamente o meio ambiente. A fauna silvestre também sofre as consequências desses atos.

O coordenador de Fiscalização e Biodiversidade, Sérgio Marçon, disse que bugios, preguiças, gambás, ouriços e grandes felinos são os mais prejudicados. “Embora tenha tido uma redução no atendimento de animais com sinais de queimaduras nos Centros de Triagem de Animais Silvestres [Cetas], trabalhamos para organizar uma rede de parceiros para atender as vítimas desses incêndios”, informou.

O major Alessandro Daleck Moreira explicou que o trabalho da Polícia Militar Ambiental no combate às queimadas segue diretrizes para coibir e responsabilizar os culpados pelos incêndios e mitigar os danos. Ele acrescentou que setores como o sucroenergético têm contribuído para evitar essas ocorrências.

“Precisamos também da colaboração da população denunciando casos de incêndios e soltura de balões para que a Polícia Militar Ambiental consiga ter uma ação ainda mais efetiva”, enfatizou.

O evento, que foi transmitido pelo canal do YouTube da SIMA, contou com a mediação do apresentador e jornalista Lúcio Ramos, da TV Tem.

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