Vítimas do crime de 1993 e de outros episódios de violência foram homenageadas.

Uma missa na manhã desta segunda-feira (23) lembrou as oito vítimas da chacina da Candelária, que completa 25 anos nesta segunda-feira (23). Parentes e amigos dessas e de outras vítimas de chacinas e casos de violência no Rio estiveram presentes na homenagem.

Assassinatos recentes, como o da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes e do menino Ryan, que morreu após ser baleado enquanto brincava em um telhado, também foram lembrados.

Após a missa ativistas iniciaram uma caminhada no Centro do Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)

Vinte e cinco pessoas, entre adultos, jovens e crianças, subiram ao altar com velas representando vítimas não só da chacina da Candelária, mas também de outras que ocorreram no estado desde então.

Após a missa, as homenagens continuaram. Um grupo de pessoas seguiu em caminhada da Candelária em direção à Cinelândia levando faixas e cartazes.

Vinte e cinco vítimas subiram ao altar, representando vítimas da violência (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Na madrugada de 23 de julho de 1993, policiais militares abriram fogo contra grupo de jovens que dormia na praça em frente à igreja, no Centro do Rio. Seria uma represália a protesto na noite anterior em que o carro de um dos agentes foi depedrado.

Todos os apontados por envolvimento nas oito mortes da chacina da Candelária, que completa 25 anos nesta segunda-feira (23), estão fora da cadeia. Os três eram policiais militares. Um deles, inclusive, é considerado foragido pela Justiça.

  • Nelson Oliveira dos Santos Cunha, 261 anos (1996). Está solto.
  • Marcos Aurélio de Alcântara, 204 anos (1998). Está solto.
  • Marcus Vinícius Emmanuel Borges, 300 anos (2003). Está foragido.

Os sobreviventes foram abrigados em uma favela do Complexo do Lins, na Zona Norte como mostrou reportagem do G1 neste domingo.

Os sobreviventes contam que os homens chegaram à praça em frente à Igreja da Candelária chamando um nome. Seria Marco Antônio Alves da Silva, o Come-Gato, um dos líderes do grupo.

Sem resposta, já que muitos estavam dormindo, dispararam sobre o grupo, que naquele momento tinha cerca de 40 jovens. Porém, de acordo com ativistas sociais que trabalhavam na região, o total chegava a mais de 70.

Parentes de outras vítimas de violência também estiveram na missa (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Um grupo foi executado na Candelária e outros dois jovens foram executados no Aterro do Flamengo. Algumas armas que foram utilizadas na Candelária foram utilizadas no Aterro, de acordo com o exame de balística.

As vítimas foram:

  • Paulo Roberto de Oliveira, 11 anos;
  • Anderson de Oliveira Pereira, 13 anos;
  • Marcelo Cândido de Jesus, 14 anos;
  • Valdevino Miguel de Almeida, 14 anos;
  • “Gambazinho”, 17 anos;
  • Leandro Santos da Conceição, 17 anos.
  • Paulo José da Silva, 18 anos;
  • Marcos Antônio Alves da Silva, o Come-Gato, 19 anos.
Parentes de vítimas exibem cartazes na igreja da Candelária (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Fonte: G1

Tecnólogo em Sistemas de Informação.

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