Covas estava internado desde o dia 2 de maio no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratar um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado

Neste domingo (15/05), morreu o prefeito de São Paulo Bruno Covas, aos 41 anos. Ele estava internado desde o dia 2 de maio no Hospital Sírio-Libanês, no Centro da capital paulista, para tratar um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores.

Nesta sexta-feira (14/05), Covas apresentou agravamento em seu caso e o boletim médico afirmou que o quadro seria irreversível.

Ele foi internado pela pela primeira vez em outubro de 2019, quando chegou ao hospital com erisipela (infecção), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia. Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.

Covas passou por oito sessões de quimioterapia, que fizeram com que o tumor regredisse. Mas, segundo a equipe médica, não foram suficientes para vencer o câncer. Após novos exames, o prefeito iniciou o tratamento com imunoterapia. Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais e continuar no cargo, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença.

Ele tirou uma licença de 10 dias, quando passou a ser submetido a sessões de radioterapia. Na época, estavam previstas 24 sessões de radioterapia complementares para o tratamento. Em abril deste ano, exames apontaram novos pontos de câncer nos ossos e no fígado.

Carreira

Filiado ao PSDB, partido fundado por seu avô, desde 1998, Bruno Covas não foi bem sucedido em sua primeira tentativa, quando concorreu a vice-prefeito de Santos em 2004, mas de lá para cá não perdeu mais.

Em 2006, foi eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo e conseguiu se reeleger em 2010. No ano seguinte, licenciou-se do mandato de deputado estadual para ser secretário do Meio Ambiente de São Paulo, escolhido pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Desde a segunda eleição, Covas já planejava se lançar ao Executivo. Ele se inscreveu para as prévias do PSDB em 2012, mas desistiu depois da entrada do ex-governador José Serra.

Em 2014, Bruno Covas foi eleito deputado federal por São Paulo e dois anos depois, voltou a se colocar como pré-candidato a prefeito da capital, mas novamente retirou a postulação. Após as prévias confirmarem o desejo de Alckmin de que Doria fosse o candidato do partido a prefeito, o que gerou insatisfações internas entre os tucanos, a escolha de Bruno Covas como postulante a vice visava pacificar o partido. 

A posse como prefeito veio em abril de 2018. Muito ligada à Covas, a juventude do PSDB pedia para que Doria fosse o candidato a governador. Covas herdou a Prefeitura após a renúncia de João Doria e foi reeleito nas últimas eleições, em 2020. Ricardo Nunes (MDB), o vice que hoje é prefeito em exercício, irá assumir definitivamente o cargo.

Fonte: Diário do Rio