Dados divulgados pela Andifes demonstram relevância da atuação das instituições

Em coletiva de imprensa realizada por videoconferência nesta segunda, dia 11/5, o Colégio de Gestores de Comunicação (Cogecom) da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou dados sobre as ações emergenciais das universidades no enfrentamento ao novo coronavírus. São mais de 800 pesquisas em andamento para identificação do genoma viral, desenvolvimento de uma vacina, criação de sistemas para detecção de novos casos, produção de ventiladores mecânicos com custo mais baixo, análise da prevalência do contato do vírus na população, entre outras.

Além dos estudos científicos, as universidades federais já produziram 992 mil litros de álcool gel, 912 mil litros de álcool líquido, 162 mil protetores faciais, 85 mil máscaras de pano, seis mil aventais e dois mil capuzes. Foram realizados 55 mil testes de detecção do coronavírus e cerca de 700 campanhas educativas estão em andamento, além de 341 ações solidárias. Para tratamento dos infectados por Covid-19, os hospitais universitários disponibilizaram mais de 2 mil leitos, sendo 489 em unidades de tratamento intensivo (UTIs).

Os dados consolidados mostram o protagonismo das Ifes e refletem a necessidade de investimentos em longo prazo em pesquisa. “O volume de respostas das instituições é significativo. Estamos dando respostas com as condições que temos. Com mais investimentos, poderíamos dar respostas ainda mais robustas”, explicou o presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) João Carlos Salles Pires da Silva.

A qualidade do ensino oferecido pelas instituições para a formação dos profissionais de saúde foi destacado pela reitora da Universidade das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e presidente da Comissão de Comunicação da Andifes, Lucia Pellanda. Equipamentos são importantes, mas profissionais não são fabricáveis”, afirmou. Outro ponto destacado é a participação dos cientistas das universidades nos comitês de assessoramento dos estados e municípios. As instituições já somam 198 parcerias com prefeituras e 79 com governos estaduais.

Outros pontos debatidos durante a coletiva foram o calendário acadêmico das Ifes e a possibilidade de retorno das atividades presenciais. Sobre estas questões, o presidente da Andifes explicou que as universidades possuem autonomia para decidir e destacou que estão sendo projetados cenários futuros que garantam a segurança de toda comunidade, além de possibilitar a manutenção da qualidade do ensino. “Precisamos garantir que o retorno não signifique favorecer uma nova onda da disseminação do coronavírus”, afirmou Silva.

Os resultados do levantamento da Andifes são referentes à atuação da UFRRJ e de outras 45 universidades: UFJF, UFRN, UFCSPA, CEFET-MG, UFV, UFBA, UFU, UFPR, UNIFAL, UFPI, UFJ, UFMS, UFMA, UFRB, UFPB, UFOB, UNILA, UNIPAMPA, UFRGS, UFSB, UFSC, UFF, UTFPR, UFMT, FURG, UFRPE, UFPel, UFABC, Unifesspa, CEFETRJ, UFERSA, UFRA, UFOP, UFMG, UFM, UFPE, UFRJ, Unifesp, UFFS, UFLA, UFSM, UFES, UFSCar, UFTM e UFG. A íntegra da pesquisa pode ser consultada no documento a seguir:  Relatório_Final das ações das Universidades Federais para combater a pandemia

Recorte Ruralino

Na UFRRJ, três pesquisas científicas sobre coronavírus estão em andamento:

⚫️ Uma em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Senai de Inovação em Química Verde (ISI-QV) a fim de desenvolver novas moléculas e uma formulação/dispositivo sinalizador para realçar e identificar a presença do SARS-CoV2 em superfícies, pacientes e/ou aerossóis;

⚫️ Uma pesquisa para desenvolver um aplicativo que analisa imagem de raio-X dos pulmões e ajuda o diagnóstico da Covid-19. O aplicativo já está em experimentação: XRayCovid-19;

⚫️ Um laboratório aberto de análise geográfica, política e de dados sobre o avanço do coronavírus na Baixada Fluminense.

A Rural também desenvolve ações de produção de máscaras de tecido para proteção facial e de álcool 70%. Pelo menos três campanhas educativas estão em constante atividade. Uma desenvolvida pelo PET Saúde-Interprofissionalidade; outra pela Coordenação de Atenção a Saúde e Segurança do Trabalho (Casst); e outra pelo grupo História e Saúde. Todas são divulgadas nos canais oficiais de comunicação da instituição.

Para conhecer as frentes de trabalho da UFRRJ no combate à pandemia de Covid-19, acesse http://coronavirus.ufrrj.br/

Texto: Michelle Carneiro, CCS/UFRRJ.

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