A primeira apreensão foi as 10:30 horas no Km 48 próximo a entrada da UFRRJ em Seropédica, e a segunda foi em uma Blitz no Km 39 as 15:30 horas, próximo a Ponte sobre o Rio Guandu. Muitas destas motocicletas são remarcadas para dar impressão de motocicleta legalizada, mas na realidade, muitas delas o seu proprietário foi executado no ato do roubo.

As motocicletas e os condutores foram levados para 48º DP em Seropédica onde responderão pelo crime de receptação. Todos dois condutores falaram que adquiriram as motocicletas de pessoas que garantiram que elas estavam legalizadas. Mas no momento da Blitz a Polícia Rodoviária Federal fazem uma varredura para ver se as motocicletas não foram remarcadas e não são produtos de roubo.

Roubo e furto de motos: como se proteger?

Um dos grandes entraves para a venda de motocicletas no Brasil é a alta incidência de furtos e roubos. Os métodos usados pelos ladrões são variados e a qualquer hora do dia e em qualquer lugar sua moto pode desaparecer.

Furtos acontecem tanto em ruas tranquilas como nas mais movimentadas, em bolsões de estacionamento e até mesmo em lugares pagos e vigiados como estacionamentos de shopping centers, condomínios comerciais ou residenciais. Já os roubos são mais assustadores, a abordagem com arma de fogo é comum e infelizmente o gatilho pode ser apertado até mesmo quando não há nenhuma reação por parte do motociclista. 

Horários mais frequentes? Até pouco tempo atrás dizia-se que o fim de tarde era o momento crítico do dia, no qual a ladroagem ficava mais assanhada. Em determinadas cidades algumas ruas e avenidas ganharam fama de terra de bandidos, onde a incidência tanto de furtos como de roubos é maior do que em outros locais. Na verdade, atualmente perder a moto para um ladrão nas grandes cidades brasileiras, seja como for, ganhou ares de epidemia: mais do que informação ou conhecimento, para evitar se tornar uma vítima é necessário ter sorte, pois qualquer hora é hora, qualquer lugar  é lugar e qualquer moto interessa aos bandidos.

O prazer que rodar de moto proporciona é uma das razões que faz este veículo ser tão amado. Triste é, porém, ter este prazer tolhido pela tensão que a insegurança provoca. E é claro que não falamos da insegurança natural do trânsito e suas armadilhas, por si só um grande problema a ser enfrentado com educação, a boa formação dos motoristas e motociclistas. 

Ter sua querida moto furtada é um grande dano ao bolso, tê-la roubada sob ameaça simplesmente uma barbárie. Para esta última situação, o rastreador, o seguro ou preferencialmente ambos são recursos que preservam o bem materia,l mas não cancelam o trauma da ameaça e do medo. E muitas vezes esse dano psicológico causa a renúncia à motocicleta o que é compreensível mas completamente inaceitável, já que a atitude dos maus não deve balizar o comportamento dos bons. 

Qual a melhor solução para acabar ou diminuir furtos e roubos? O ideal seria extinguir o comércio clandestino de motopeças mas isso só acontecerá quando os clientes desse tipo de mercadoria sumirem. Lembrando: furtar e roubar é crime, assim como comprar um componente sem origem determinada, o que coloca em um mesmo plano de ilegalidade quem rouba, quem furta, quem vende e quem compra. 

Antes de comprar

1 – Procedência. Quem é o dono ? porque está vendendo ? A documentação está em ordem ? Tem alienação fiduciária ? Tá quitada ou ainda falta parcela ? Quem está vendendo é de fato o dono no papel ? Tem muitas multas ? Está licenciada ? IPVA em dia ? A maioria dos Detran´s do Brasil permitem que se faça consulta da situação da moto usando apenas a placa. Basta acessar o site do Detran do estado em que a moto está registrada. Algo assim http://www.detran.XX.gov.br onde o XX é a sigla do estado alvo. Verifique se a marcação do chassi e do motor estão claras. Se tiver a mínima suspeita de adulteração, pule fora. O fato é que hoje em dia a maioria dos problemas em compras de motos usadas é relacionada a documentação e não a problemas mecânicos.

2 – Chassi/quadro: Fique a uns 5 metros de distância de frente para a moto, coloque-a em pé e verifique, olhando por baixo, verifique se a roda traseira está alinhada com a roda dianteira. Repita o processo do lado de traz. As rodas tem que estar completamente alinhadas.

3 – Aparência geral. Verifique por arranhões/amassos no tanque, nos manetes, nos manicotos, nas pedaleiras. Verifique se os pedais de freio e marcha estão empenados ou se a tinta esta descascada nas curvas e nas soldas dos canos. Pode ter sido empenado/desempenado e a tinta lascou. Verifique as luzes, piscas, couro do banco.

4 – Motor: com o motor frio, veja se pega de primeira. Se tiver pedal de partida, experimente-o. Veja se tem algum vazamento de óleo no cabeçote ou no bloco do motor. Veja a cor do óleo do motor. Acelere mas sem abusar e ouça se o motor engasga ou se faz algum barulho diferente, se vibra de forma descontrolada em baixa rotação.

5 – Escape. Se a moto tiver um escape só, ligue o motor e tape a boca do escape com a sola do seu sapato. Veja se o barulho fica completamente abafado (bom sinal) ou se faz barulho de gas vazando por algum outro lugar. Se a moto morrer logo em seguida, desista. Veja se faz fumaça quando acelera/desacelera. Se pingar qualquer coisa do escape, desista (a não ser que seja moto 2 tempos).

6 – Direção. Verifique se os punhos do guidão estão na mesma altura, um em relação ao outro. Veja se os comandos estão funcionando direitinho. Se a moto tiver cavalete central, suspenda a moto nele, levante a roda dianteira colocando o peso no banco/roda traseira. Gentilmente esterce o guidão para um lado e para o outro e tente ver se ele gira macio ou se tem algum “ressalto”. Se tiver, desista. Pode ser rolamento da coluna do guidão e isso é bronca.

7 – Pneus. Verifique se os pneus estão muito carecas. Pelo preço que custam, o estado do pneu pode ser a diferença entre um bom e um mau negócio. Verifique se o desgaste é regular, verifique se tem algum calombo, corte, mordida, furo, mancha, protuberância, cheiro ruim, mau hálito (ops… isso é para estado de mulher, desculpa).

8 – Elétrica. Verifique se tudo funciona, luzes, piscas, buzina, alarme. Se tiver alarme, pergunte quem instalou. Se não tiver alarme, pergunte se já teve e ele tirou ou porque nunca teve e ele não colocou. Verifique a partida elétrica, se houver. Deve funcionar de primeira.

9 – Suspensão. Verifique as bengalas da suspensão dianteira se estão meladas de óleo. Se estiverem sujas, é normal, mas se estiverem meladas mesmo, é bronca. Desista. Use um papel higiênico e depois de verificar o estado in natura das bengalas, limpe-as. Em seguida, monte na moto, freie a roda dianteira e force a suspensão várias vezes, para frente e para traz. Volte a examinar as bengalas em busca de vazamentos. Se você sentir que a suspensão dianteira está estranha, desista. Faça o mesmo na suspensão traseira mas é mais dificil limpá-la porque se for bishock vai ter as molas atrapalhando e se for monoshock fica escondido. Mesmo assim, procure por vazamentos. Se fizer algum rangido maior ou algum estalo, desista.

9 – Freios. Verifique se os discos estão riscados e se as pastilhas estão muito gastas. Veja se os discos estão alinhados, girando a roda devagarzinho e comparando o disco com as pinças. Veja se os cabos de freio ou os tubos hidráulicos estão limpos. Bombeie ambos os freios e procure vazamentos mantendo o manete pressionado. Se o freio traseiro for a tambor, verifique se ele faz algum barulho de arranhado.

9 – Comportamento dinâmico  Andando com a moto procure um lugar plano e liso, sem buracos, sem muito movimento. Acelere até uns 40 ou 50 km/h e solte as mãos do guidão. Se a moto balançar ou desviar para algum lado, desista. A moto tem que manter a linha reta sem maiores dificuldades. Acelere e desacelere trocando as marchas rapidamente, faça umas reduzidas e veja se alguma marcha escapa. Se escapar, desista. Verifique se a moto engasga. Freie com veemência e veja se a moto range ou se se desloca muito o peso para a frente. Ande numa rua de paralelepípedo ou com buracos e teste a suspensão.

9 – Pintura e quadro. Soldas, remendos, arranhões são normais em qualquer moto. Uma moto que levou um tombo não pode ser condenada. Mas uma moto que levou um tombo e um ônibus passou por cima, nunca mais vai ser a mesma. Procure por soldas no quadro e/ou bandeja de suspensão. Se for coisa boba (alça de bagageiro), tudo bem. Se for no meio do quadro, desista.

Lembre-se que problemas de acabamento (piscas quebrados, buzina arranhada, tanque amassado) dá para consertar facilmente. Porém, um motor vazando óleo ou um guidão tremendo a média velocidade é bronca séria que requer uma grana alta para consertar.

 

 

Edição de matérias sobre Seropédica e atualidades.

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