CEDAE joga pó Phoslock no Rio Guandu acabando com os peixes e contaminando a água

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Neste último sábado (6) a CEDAE abriu as comportas para facilitar a retirada do excesso de esgoto e o pó Phoslock que ela mesmo tinha jogado no Rio Guandu na intenção errada para eliminar a poluição.

O Pó Phoslock é uma argila ionicamente modificada que promete reduzir significativamente a quantidade do principal nutriente responsável pela eutrofização e proliferação de cianobactérias.

Após o uso deste pó, os pescadores observaram que os peixes sumiram, e os Alevinos sumiram da beirada do rio, uma causa provável do uso em excesso do phoslock. Após o uso deste pó, que era para ficar no fundo do rio com a contaminação, começou a soltar e flutuar, indo parar na captação da CEDAE, obrigando a abrirem as comportas. (vídeo em anexo)

Toda vez que uma nova solução aparece, mais prejuízos tem trazido para população que consome está água contaminada, obrigando os consumidores a comprarem água mineral.

Nove dos 22 municípios que compõe a Região Metropolitana do Rio de Janeiro não tratam o esgoto produzido em suas cidades. É o que aponta o Mapa da Desigualdade, estudo elaborado pela Casa Fluminense.

De acordo com o levantamento feito pela organização que debate políticas públicas no estado, as cidades de Rio Bonito, Tanguá, Guapimirim, São João de Meriti, Nilópolis, Japeri, Seropédica, Paracambi e Itaguaí não coletam e nem tratam o esgoto produzido por sua população.

Outras sete cidades da Baixada Fluminense não conseguem tratar mais que 16% do esgoto local produzido. Uma demonstração clara de falta de vontade política de resolverem esta situação.

Uma pergunta que não quer calar, para que serve o INEA, que é o órgão responsável, que deveria fiscalizar e autuar os municípios e empresas que jogam seus esgotos sem tratamento nos rios que cortam várias cidades do Rio de Janeiro?

Uma prova disso é a liberação de funcionamento de uma CTR (Aterro Sanitário) encima do Aquífero Piranema em Seropédica. O aquífero poderia abastecer o município do Rio de Janeiro por 10 anos, com água pura sem precisar de tratamento. Nesta CTR já houve vários casos de vazamento de chorume que pode ter contaminado o lençol freático. A liberação de funcionamento da CTR foi no período do Governador Sergio Cabral. 

O que falta é vontade política de corrigir o problema, e não culpar a CEDAE da contaminação da água. Para os políticos a solução é privatizar, empurrar o problema para os outros, e depois lavar as mãos. A CEDAE não foi construída para tratar esgoto, e não tem capacidade de tirar todo material químico que vem junto com o esgoto. 

As Fotos abaixo mostram a poluição do Phoslock