O investimento será utilizado para promover bolsas de estudo e cursos sobre a tecnologia blockchain e jogos play-to-earn

Axie Infinity é um dos principais jogos do gênero na atualidade (Divulgação/Axie Infinity)
Axie Infinity é um dos principais jogos do gênero na atualidade (Divulgação/Axie Infinity)

Os jogos play-to-earn se tornaram bastante famosos durante a pandemia do coronavírus, e por conta de suas recompensas em criptomoedas, representaram o sustento de muita gente. Jogadores em países subdesenvolvidos ou em situação de crise econômica se beneficiaram do modelo, e no Brasil, isso não foi diferente.

A partir disso, muitos grupos se formaram para promover o acesso aos jogos, que geralmente exigem que o jogador compre um ou mais NFTs para jogar. A partir das “scholarships”, uma espécie de bolsas de estudo, estes grupos financiavam a entrada do jogador, que depois compartilhava parte de sua renda com o grupo.

E a união para jogar os famosos jogos em blockchain não parou por aí com a Sp4ce. O maior grupo do gênero no Brasil virou uma desenvolvedora de jogos e agora pretende levar R$ 150 mil para comunidades carentes.

A intenção da iniciativa é fazer com que pessoas em situação de vulnerabilidade social possam compreender o universo das criptomoedas e utilizar este conhecimento para conquistar novas oportunidades no mercado. Para isso, a Sp4ce irá disponibilizar bolsas de estudo, mentorias sobre os jogos e cursos sobre educação financeira e tecnologia para mais de mil famílias.

“Criamos a Sp4ce porque o blockchain mudou a minha vida e acredito que ele também pode mudar a vida de outras pessoas. O blockchain precisa ser de conhecimento de todos, por esse motivo, vamos impulsionar esse movimento para o maior número de pessoas no Brasil”, disse Heloísa Passos, a CEO da Sp4ce.

Heloísa, que tem um currículo recheado de empresas importantes como Disney, Honda, Stone, Magalu, ABIPAG, Rabobank, foi a responsável pela criação do grupo. No começo, ele era focado em Axie Infinity, o principal jogo play-to-earn da atualidade. Depois, com o seu crescimento, surgiu a ideia de evoluir para uma desenvolvedora de jogos, que já trabalha em seu primeiro game.

Com o objetivo de se espalhar por todo o Brasil, inicialmente o projeto atenderá as comunidades de Heliópolis, em São Paulo, Del Castilho, no Rio de Janeiro, e o Instituto Paulo Vieira, em Fortaleza. A projeção é que as mais de mil famílias recebam o apoio da Sp4ce até o final deste ano.

“Juntos com marcas parceiras queremos construir ambientes dentro das favelas para que as pessoas possam ter essa troca de conhecimento e oportunidade, com acesso à internet, dispositivos e infraestrutura para entrarem na Web3”, afirmou João Angeli, CMO da Sp4ce.

Fonte: Exame