França confirma queda de avião e não descarta hipótese de terrorismo

Aeronave da EgyptAir que saiu de Paris em direção ao Cairo tinha um total de 66 pessoas a bordo, incluindo tripulantes.

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A França confirmou a queda do avião da EgyptAir que saiu de Paris em direção ao Cairo, no Egito, nesta quinta-feira (19). De acordo com o presidente do país, François Hollande, nenhuma hipótese é descartada pela investigação – incluindo a de ação terrorista.

“Neste momento, devemos dar prioridade à solidarização às famílias”, declarou em pronunciamento oficial o presidente francês horas após o desaparecimento do avião, que tinha um total de 66 pessoas a bordo, incluindo passageiros e tripulantes.

“A aeronave virou 90 graus à esqueda e, depois, 360 graus à direita, caindo de uma altura de 11,5 mil metros para 4,5 mil metros. Depois disso, perdemos o avião a mais ou menos 3 mil metros”, explicou o ministro da Defesa da Grécia, Panos Kamennos.

O caso ocorre meses depois de uma aeronave da companhia aérea russa Metrojet, que acabara de decolar do litoral egípcio rumo à cidade de São Petesburgo, ser derrubada por uma bomba instalada por terroristas do Estado Islâmico, em novembro. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.

“Informação ilusória”
Principal companhia aérea do Egito, a EgyptAir divulgou comunicados nos quais pede à imprensa para evitar conclusões acerca da queda do avião – especialmente aquelas que abordam a grande possibilidade de um ato terrorista ter sido responsável pela tragédia.

“A EgyptAir nega qualquer informação ilusória publicada por sites de notícias e redes sociais relacionada ao desaparecimento do Voo MS804 e a companhia confirma que o motivo para o desaparecimento ainda não foi confirmado”, disse em nota.

Aeronave da companhia aérea EgyptAir: último grande acidente da empresa havia sido em 1999
BBC

Aeronave da companhia aérea EgyptAir: último grande acidente da empresa havia sido em 1999

A EgyptAir explicou que sua equipe de gerenciamento de crise no Cairo analisava a situação do Voo MS804 com atenção e que o primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, compareceu ao local para acompanhar as investigações preliminares.

“Foi apresentado ao premiê um resumo detalhado da situação pela equipe de crise e ele entrou em contato com todas as autoridades envolvidas para tomarem todas as ações necessárias para lidar com a crise.”

Em março, um outro incidente levou a empresa a protagonizar manchetes em todo o mundo. No dia 29 daquele mês, um voo que ia de Alexandria ao Cairo foi sequestrado com um total de com 81 passageiros. Todos os reféns foram libertados.

O último grande acidente envolvendo a empresa ocorreu em 1999, quando um voo que ia para o Cairo com origem em Nova York caiu no Oceano Atlântico, matando todos as 217 pessoas que estavam a bordo.

Em maio de 2002, o Voo 843 caiu durante uma tempestade de areia em Tunis, na Tunísia, matando 15 dos 64 ocupantes.

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