Estamos no auge do verão — e das férias! E o que as crianças mais gostam é de se refrescar na água. Se na sua casa você optou por uma piscina de plástico, é importante estar atento a alguns cuidados

Elas são práticas e fazem a alegria da criançada no verão! Mas, apesar de toda as facilidades que as piscinas de plástico possuem, é preciso, sim, tomar alguns cuidados. O alerta principal é para o tratamento da água, que além de evitar doenças, contribui para evitar desperdícios. Tiramos as principais dúvidas com o especialista da hth, Fábio Forlenza, conhecido como “Professor Piscina”.

Qual é o local ideal para a montagem da piscina plástica?

A piscina plástica pode ser montada na grama, no cimento ou na terra. O que o mais importante é fazer uma limpeza no local antes da intalação para remover galhos, pedaços de madeiras ou pedras que possam furar o plástico ou machucar alguém.

A água da piscina plástica precisa de tratamento?

Após dois dias de uso, sem nenhum tratamento, a água já pode começar a ficar imprópria para banho. Por isso, é fundamental cuidar da água. O tratamento principal é feito com o cloro, mas não o líquido, mais conhecido como água sanitária. O recomendado é utilizar um cloro mais potente, capaz de matar todos os microorganismos, conhecido como cloro granulado, vendido em lojas especializadas.

Qual a quantidade e como usar?

O coloro deve ser aplicado dia sim, dia não. O ideal é usar o equivalente a uma tampa de garrafa pet para cada mil litros de água. Pode ser colocado diretamente na água e espalhar um produto com um rodo. Mesmo nos dias em que a piscina não for usada, é importante manter o tratamento para evitar a dengue. Também é preciso tomar cuidado para não usar em excesso. A tolerância é 10 ppm (partes por milhão). No entanto, o ideal é que fique entre 1 e 3 para não causa irritação na pele e nos olhos. A sugestão é que o consumidor compre uma fita teste para avaliar o nível de cloro da piscina. Não é recomendado entrar em piscina sem cloro.

A água deve ser trocada periodicamente?

Se você tratar da forma correta, não há necessidade da substituição da água. Isso porque existe uma evaporação natural, além disso, o nível da água vai baixando, conforme a piscina for sendo usada. Obrigatoriamente, será necessário repor essa água perdida e essa reposição frequente já substitui a troca da água.

Pode deixar o cachorro entrar na piscina?

Pode sim, desde que a piscina seja tratada com cloro. Pois, o cão não transmite nenhuma doença grave para a piscina. Se tiver cloro, os riscos serão eliminados. Os maiores cuidados em relação ao animal, é não deixar a água entrar no ouvido dele.

Quando a piscina não estiver em uso, é preciso cobrí-la?

É bom, sim, colocar uma capa e mantê-la bem fechadinha. No entanto, se não for possível colocar uma capa, um lençol já ajuda, pois ajuda a diminuir as chances de impurezas na água, principalmente se a piscina estiver próxima a árvores. Mas mais importante que cobrir, é fazer o tratamento.

Quais são os riscos de não tomar esses cuidados com a água?

Há uma série de doenças que podem ser transmitidas por conta de bactérias e fungos presentes na água. Doenças de pele, respiratórias, hepatite, infecções, tricomoníase e diarreia são alguns exemplos. As mais comuns são otites, conjuntivite, micoses, febre e dor de barriga

SABRINA ONGARATTO

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