Obama, infelizmente, defendeu o imperialismo da morte em seu governo. Esperemos que Trump continue pelo caminho da vida.

Fonte: padrepauloricardo.org

US President Donald Trump signs an executive order in the Oval Office of the White House in Washington, DC, January 23, 2017.
Trump on Monday signed three orders on withdrawing the US from the Trans-Pacific Partnership trade deal, freezing the hiring of federal workers and hitting foreign NGOs that help with abortion. / AFP / SAUL LOEB (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

Todo o mundo está sabendo que o recém empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma medida que proíbe o financiamento público de ONGs que promovem o aborto no exterior. Para o movimento pró-vida, trata-se, evidentemente, de uma enorme vitória sobre a “cultura da morte” que tanto prevaleceu durante os oito anos de Obama no poder. Sim, Barack Obama foi o presidente mais pró-aborto da história dos Estados Unidos. Só esse motivo basta para que o término de seu mandato seja comemorado.

Há quem chore, no entanto. A Planned Parenthood e as demais entidades aborteiras que se beneficiavam com o dinheiro dos americanos não estão nada felizes. A saudade de Obama é grande e a razão é óbvia: com o corte de verbas, o seu lobby pró-aborto não terá mais tanto poder para difundir a “cultura da morte” em outros países.

Para quem não se lembra, Planned Parenthood é a mesma fundação que, em 2015, envolveu-se em um escândalo internacional depois que vários de seus funcionários foram flagrados negociando a venda de órgãos de bebês abortados. Apesar de todas as tentativas da mídia para abafar o caso, os vídeos dessas negociações chocaram o mundo pela crueldade e frieza com que esses funcionários tratavam o assunto. Era esse o tipo de fundação que a administração democrata financiava.

Esta semana mesmo, uma nova série de vídeos sobre as barbáries da Planned Parenthood foi divulgada. Nessas gravações, a instituição que se gaba por fornecer cuidados à saúde da mulher aparece negando o serviço de pré-natal às gestantes que a procuram. “Nós fazemos controle de natalidade, sabe, essas coisas… nós não fazemos pré-natal”, diz um de seus funcionários.

Nada mais justo, portanto, que Donald Trump interrompesse a ajuda governamental a essas ONGs. A imprensa, por outro lado, fez questão de dar seus chiliques e esbravejar contra a decisão do novo presidente americano, repetindo a ladainha sobre os tais “direitos reprodutivos”. Uma reportagem da revista Veja saiu com a seguinte pérola:

Segundo a organização Marie Stopes International, que oferece abortos e prevenção de gravidez em países subdesenvolvidos, a perda do dinheiro americano deve impedir que a ONG realize 2,2 milhões de abortos entre 2017 e 2020, mas também significa que falhará em prevenir 6,5 milhões de gestações indesejadas e 21.700 mortes de mulheres grávidas por abortos em condições precárias.

Santo Deus! Será realmente a perda do dinheiro americano a causar 6,5 milhões de gestações indesejadas ou, vá lá, 21.700 mortes por aborto em condições precárias? Sério, Veja? Não seria outra a causa para esses números? Ora, é evidente que a única responsabilidade de Trump nessa história é que, graças à sua decisão, 2,2 milhões de bebês serão salvos dos médicos aborteiros. Os demais números nada tem que ver com o dinheiro dos Estados Unidos.

O fato é que, para esse pessoal, a realidade não importa. O que importa é o cumprimento de sua agenda. Notem a ironia: aqueles que sempre acusaram os Estados Unidos de imperialismo agora condenam a medida de Trump justamente porque ela não permite a subvenção americana para outros países. Obama, por outro lado, sempre agiu para mudar as legislações de países onde o aborto não é legalizado. Isso, sim, é neocolonialismo!

Durante uma audiência das Nações Unidas, realizada em março de 2016, a conferencista nigeriana Obianuju Ekeocha denunciou abertamente essa intromissão do Ocidente na cultura pró-vida dos países africanos. Em resposta a uma integrante do Parlamento Dinarmaquês, Ekeocha ressaltou que tentar modificar a linguagem das tribos africanas para transformar o aborto em algo bom é um exemplo claro de neocolonialismo. Vale a pena ver o vídeo:

Matar bebês não é uma questão de “livre escolha da mulher”, mas, como explicou Ekeocha, de “ataque direto à vida humana”. Nada que promova isso pode ser considerado merecedor de verbas para ajuda humanitária. Obama, infelizmente, defendeu o imperialismo da morte em seu governo. Esperemos que Trump continue pelo caminho da vida. O primeiro passo já foi dado.

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