Lideradas por uma sueca de 16 anos, manifestações tomaram as ruas de centenas de cidades e pediram por ações pelo planeta

Nova York – Manifestantes em mais de 150 países estão nas ruas em defesa do meio ambiente. Os protestos que começaram nesta sexta-feira (20) e podem continuar no final de semana, ocorrem às vésperas da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá na segunda-feira (23), em Nova York.

A campanha mobiliza milhões de crianças, jovens e adultos, numa tentativa de chamar a atenção dos políticos, instituições e grandes empresas a tratarem o assunto com mais seriedade e medidas drásticas. A predominância dos atos é de jovens com idades entre 12 e 17 anos.

Capitais como Paris, Berlim, Bruxelas, Washington, Cidade do México, Santiago do Chile, Madri, Nova Delhi, Bangkok, Dublin, entre outras, registraram atos.

No Reino Unido, milhares de pessoas protestam em Glasgow, Manchester e Londres. Na Austrália, mais de 300 mil pessoas foram às ruas em mais de 100 cidades.

Nos Estados Unidos, mais de 800 atos marcados. Nova York reuniu mais de 1 milhão de manifestantes. Na Alemanha, mais de 500 manifestações foram marcadas em cidades como Berlim e Hamburgo.

A #climatestrike está entre os trending topics das hashtags mais replicadas pelo twitter.

GRETA THUNBERG

O grande nome desse movimento é Greta Thunberg, uma ativista ambiental sueca de 16 anos que, no ano passado, começou a faltar as aulas nas sextas-feiras para protestar, pacificamente, diante do Parlamento sueco, por mais ação em relação às mudanças climáticas. A iniciativa recebeu o nome de Fridays for Future (sextas-feiras pelo futuro, em tradução livre).

Thunberg foi convidada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, para participar da cúpula da ONU. Ela pediu aos chefes de governo que não apresentem discursos, mas proponham ações para o que chama de emergência climática.

As manifestações tiveram um gigantesco ato, em Nova York, onde está Greta Thunberg. A cidade liberou 1,1 milhão de alunos das escolas públicas, para que possam comparecer às ruas, com consentimento dos pais.

Justiça ambiental, agricultura sustentável, proteção e recuperação da natureza e preservação de terras indígenas são algumas das bandeiras defendidas pelos manifestantes.

A greve climática mundial começou nas ilhas Salomão, no oceano Pacífico, algumas das nações mais ameaçadas pelo aumento do nível do mar.

No Brasil

Também houve manifestações. As principais capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília tiveram jovens nas ruas.  Em São Paulo, a mobilização começou por volta das 16h, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.Por volta das 17h30, o sentido Consolação da Avenida Paulista foi tomado pelos manifestantes, a maior parte deles jovens, que exigiam ações concretas para frear as emissões de gases causadores do efeito estufa e de combate ao aquecimento global.

Os jovens seguravam cartazes com frases como Matar a Mata nos Mata; Em Defesa da Amazônia; Não Mude o Clima Mude o Sistema; Emergência Climática; Amo a Natureza. Havia também algumas bandeiras de centrais sindicais e de movimentos ambientais. Muitos secretários de governo, deputados e vereadores de SP foram ao ato.

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