Animais são causa de acidentes e mortes no trânsito do Estado
 

O Detran.RJ está criando uma parceria com a secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento para promover a adoção de animais encontrados nas ruas e estradas do Estado do Rio de Janeiro.

O Detran cederá espaço nas suas unidades para feiras de adoção de animais, que serão recolhidos pela secretaria e instituições parceiras. Animais vagando nas vias é um dos principais motivos de acidentes e mortes no trânsito, principalmente em avenidas e estradas, onde os veículos circulam em velocidade mais alta.

A última estimativa feita no país por organismos de trânsito e estradas é de que 17 animais morrem por atropelamento a cada segundo no Brasil, ou, 1,3 milhão por dia. Os estatísticos do Centro Brasileiro de Ecologia de Estradas (CBEE) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que realizaram o estudo, avaliam que este número seja subestimado, uma vez que o atropelamento de animais domésticos, como cachorros e gatos, em áreas urbanas dos grandes centros, não é registrado.

“O Detran, como autoridade de trânsito, está entrando também na luta de proteção aos animais. Nossa ideia é fazer uma grande campanha de conscientização e reduzir os acidentes com animais. Ao mesmo tempo, estamos oferecendo nossas unidades em todo o estado para a realização de feiras de adoção, já que temos espaço em nossos postos”, afirmou o presidente do Detran.RJ, Adolfo Konder.

“Hoje estamos dando o pontapé inicial para colocar o Detran e a RJPet juntos num projeto envolvendo pontos importantes para a população, que são a questão da segurança no trânsito e da saúde pública, através do controle de zoonoses, e da adoção. A participação do Detran é muito importante porque tem capacidade de potencializar o que já temos feito para a proteção animal”, explicou o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz.

O número de animais abandonados também é elevado. Levantamento realizado pelo Instituto Pet Brasil aponta que existem cerca de 170 mil animais alojados em organizações não governamentais (ONGs) e outras instituições com esse fim. Desses, 96% são cães e os outros 4% são gatos. No entanto, a realização das feiras de adoção caiu muito por conta da pandemia. Em 2020, a ONG “Leve um anjo para casa”, por exemplo, uma das parceiras do projeto, realizou somente uma exposição. Em 2021, está indo para sua segunda feira, no próximo dia 11, num shopping no município de São Gonçalo. “Antes da pandemia realizávamos uma exposição por mês, com média de 60 a 70 doações por evento”, explicou Monica Nunes, responsável pela ONG, reforçando a importância de ter locais amplos e conhecidos da população, como as unidades do Detran, para promover a adoção de animais.