Policiais e manifestantes entram em confronto em ato em frente ao Congresso

Confronto ocorreu devido à divergência entre os grupos presentes em relação ao PL que regulamenta a terceirização de trabalhadores no Brasil, cuja votação deve ocorrer nesta terça

Policiais usam gás de pimenta contra manifestantes na cidade de Brasília: tensão na capital federal
Wilson Dias/Agência Brasil

Policiais usam gás de pimenta contra manifestantes na cidade de Brasília: tensão na capital federal

 

 

Um protesto de centrais sindicais e movimentos sociais foi marcado por um grande confronto entre manifestantes e policiais, na tarde desta terça-feira (7), em Brasília. Assim como no mês passado, o ato ocorre dias antes do grande protesto marcado para pedir a saída de Dilma Rousseff da presidência, marcado para este domingo (12), em dezenas de cidades no Brasil.

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Entre as várias reivindicações dos grupos envolvidos – capitaneados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE) –, a principal é em relação à votação do projeto de lei que regulariza o trabalho de terceirizados, marcada para esta terça-feira (7), na Câmara dos Deputados.

Ato em frente ao Congresso acaba em confronto entre manifestantes e policiais. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Deputado Vicentinho (PT-SP). Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Brasil-CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
 Brasil- CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso. Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Protesto Brasília . Foto: Reprodução/TV Globo
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Em Brasília, CUT e Centrais Sindicais manifestam no gramado do Congresso<br /><br />
. Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Ato em frente ao Congresso acaba em confronto entre manifestantes e policiais. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas

As centrais sindicais têm se unido em atos e manifestações contras as medidas provisórias que alteram direitos trabalhistas e previdenciários, como o seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte. No entanto, desta vez isso não ocorreu.

Isso porque, dentre os grupos presentes, há aqueles que são contra e os que são a favor do Projeto de Lei 4330. É o que ocorre entre as duas maiores centrais sindicais presentes, a Central Única do Trabalhador (CUT) e a Força Sindical, que então em lados opostos na discussão: a primeira, contra a PL, a segunda, a favor.

A Polícia Militar afirma que o confronto começou justamente devido ao confronto de ideias. Militantes de um e do outro lado teriam começado a brigar, quando agentes da corporação tentaram afastar afastá-los, por “meio da força necessária”. Foi usado spray de pimenta e bombas de efeito moral para dispersá-los.

Pró-Dilma/contra Dilma
Além da divergência de opinião em relação ao projeto, que, para a CUT, prejudica os trabalhadores e protege empregadores, os manifestantes também se mostravam opostos sobre algumas das pautas já abraçadas pelos sindicalistas antes dos atos do dia 13 de março, às vésperas do protesto anti-Dilma.

As principais delas são a defesa à Petrobras, ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao governo Dilma Rousseff e a oposição ao ajuste fiscal anunciado pela presidente, que, para os manifestantes, prejudicam a população mais pobre do País.

A Central Sindical Popular – Conlutas, mais independente das maiores centrais brasileiras – também promove manifestações contra o PL 4330 em São José dos Campos (SP), Natal (RN), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro e em Belém (PA). A CUT e a Conlutas fazem, nesta terça-feira, protestos conjuntos em São Paulo e em Brasília contra o projeto de lei.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas estiveram presentes no protesto em frente ao Congresso Nacional. Há várias pessoas feridas, mas a corporação não soube precisar o número.