Família inteira foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (29), em condomínio da Barra da Tijuca

Nabor Coutinho de Oliveira é apontado como autor do assassinado da mulher e dos filhos – ele se suicidou em seguida. Uma família foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (29) no condomínio Pedra de Itaúna, na Barra da Tijuca, bairro nobre da zona oeste do Rio de Janeiro. os corpos de duas crianças e de um homem foram localizados na área da piscina do Edifício Lagoa Azul e, no apartamento da família, estava o cadáver da mãe.

Vizinhos contaram que, por volta das 6h30, ouviram uma discussão e o barulho de tiros. Eles acreditam que as crianças de 11 e 7 anos tenham sido jogadas da janela do apartamento, que fica no 16º andar – as redes de segurança estavam rasgadas. “Foi uma tragédia. A gente ficou sabendo que ele teria perdido emprego recentemente e estaria desesperado. Mas por enquanto, tudo é especulação. É só tristeza”, disse um morador.

Agentes da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro recolheram uma carta escrita a mão no apartamento da família encontrada morta na manhã desta segunda-feira (29), no condomínio Pedra de Itaúna, localizado na Barra da Tijuca, região nobre do Rio de Janeiro.

A carta teria sido escrita pelo administrador Nabor Coutinho de Oliveira, de 43 anos, até o momento apontado como o autor dos assassinatos – ele teria matado a esposa, Laís Khouri, de 48 anos, com facadas no pescoço enquanto ela dormia, e os filhos de sete e dez anos ao jogá-los da janela do 16º andar. Oliveira se jogou em seguida.

Na carta, divulgada parcialmente pelo jornal O Globo, há itens de um a dez, dos quais a publicação teve acesso a partir do seis.

Confira:

6) “Me preocupo muito deixar minha família na mão. Sempre coloquei eles à frente de tudo e até nessa decisão arriscada para ganhar mais. Mas está claro para mim que está insustentável e não vou conseguir levar adiante. Não vamos ter mais nada e não vou ter como sustentar a família. E da forma como tudo ocorreu sei que meu nome vai ficar queimado nesse mercado de VAS. Não vou ter aonde trabalhar.

7) “Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força, por deixar todos na mão. Mas melhor acabar com tudo logo e evitar o sofrimento de todos.

8) “E nos últimos dias passei a ser menos envolvido ou copiado ou copiado nos e-mails dos projetos que estão rolando. Pode ser cisma minha, mas parece já um sinal de que não me querem mais lá.

9)”Ainda não conseguimos contratar o novo plano de saúde porque estava aguardando a criação do CNPJ. Agora que saiu está com o (empresa) para avaliar preço. Com o histórico médico da Laís e do Arthur será que aprovam? Será que não vai ficar super caro?

10) “Esse contrato que assinei com eles é completamente desproporcional. (…)”, diz um trecho da carta encontrada pela polícia.A polícia investiga imagens das câmeras de segurança do condomínio e se a carta foi mesmo escrita por Oliveira.

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