Este depoimento é de agradecimento pelas orações de muitas pessoas e o apoio de toda Secretaria de Saúde de Seropédica: O Secretário de Saúde de Seropédica, Dr. Cesar Mateus Cilento, a sua Secretaria Noeli, ao Wagner Teixeira, o Gerson aos amigos Waguinho, Fabio, Miguelzinho e equipe do PSF.

MINHA LUTA COMEÇOU ASSIM

Eu faço semestralmente acompanhamento de saúde e no mês de junho do ano de 2015, meus exames de sangue deu alteração no PSA, onde deu um pulo de 2,5 ng/ml para 3,00 ng/ml, então o Clinico me encaminhou ao Urologista que me pediu uma bateria de exames, entre eles, Biópsia da Próstata.

Assim que estava com o resultado dos exames, o médico urologista me deu a triste notícia, que eu era portador de Câncer na próstata, medindo aproximadamente 2 cm e era 4 X 4 e precisaria de acompanhamento de um Médico Oncologista. Procurei o Dr. Nelson da Clinica Onco Vitae de Campo Grande RJ, que me solicitou uma série de exames para ver se o câncer não tinha migrado para outros órgãos, principalmente para os ossos, tomei uma série de injeções na barriga para tirar a alimentação do câncer. E ali foi decidido que a melhor forma do tratamento para mim não seria a cirurgia e sim a Radioterapia.

Por minha sorte eu descobri este câncer logo no inicio e procurei logo me tratar, no meio desta jornada encontrei apoio de muitas pessoas, que de uma forma ou outra queriam me ajudar, como o amigo Apáricio que também passou por esta luta e tomou alguns remédios naturais alternativos e curou seu câncer. Apáricio teve o trabalho de conseguir para mim também estes remédios naturais que me ajudaram muito. Mas não abandonei o tratamento médico, fui encaminhado pelo Dr. Nelson para o Grupo COI – Clínicas Oncológicas Integradas (http://www.grupocoi.com.br/), que fica na Barra da Tijuca (Av. das America nº 6205 em frente ao Bosque da Barra), onde dei inicio ao tratamento de Radioterapia, estando no fim do tratamento de 39 sessões.

Nunca pensei que encontraria solidariedade e carinho por parte dos profissionais de saúde, como eu encontrei na COI. Assim que entrei nesta Clínica, notei a diferença no atendimento, as pessoas que trabalham la são muito atenciosas e tratam as pessoas com respeito e carinho, principalmente aquelas pessoas, que muitas vezes, chegam desenganadas por portarem vários tipos de câncer que a alguns anos atrás, eram mortais.

Ao entrar, as pessoas são recepcionadas pelas atendentes Julia, Verônica, Elaine e Anique, que procuram dar o melhor de si no atendimento, fazendo que as pessoas fiquem mais tranquilas para fazerem seu tratamento. Na parte da recepção médica eu fui atendido pela secretaria Cátia Viana, que sempre se preocupa em entrar em contato via telefone, lembrando o horário do atendimento médico. Quero agradecer também ao Dr. Lucas Sapienza, Radio-Oncologista que semanalmente faz meu acompanhamento, para ver se o tratamento radiológico esta indo bem e pela forma profissional e humana nas consultas.

E por fim quero agradecer a forma profissional e carinhosa que os Técnicos de Radiologia Rony Thimoteo e Marcio Dantas, que tem tratado não só a mim, mas a todos que buscam cura para sua doença e precisam da radioterapia. Este agradecimento é de coração, não tendo outra forma de faze-lo a não ser deixando público, que outras clinicas do mesmo seguimento busquem a COI como referência para oferecer bom atendimento.

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Eu sendo preparado para minha radioterapia com os técnicos Rony Thimoteo e Marcio Dantas
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Dr. Lucas Sapienza Radio-Oncologista

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DEPOIMENTOS DOS ATENDIDOS PELA COI – FOTOS

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AMIGOS NUNCA DEIXEM DE PROCURAR UM MEDICO PARA VER COMO ESTA SUA SAÚDE

O carcinoma de próstata é raro antes dos 50 anos, mas a incidência aumenta constantemente com a idade, atingindo quase 50% dos indivíduos com 80 anos, e quase 100% dos com 100 anos. No total, é o tipo de câncer mais comum nos homens, nos Estados Unidos.

Anualmente, cerca de 220.000 homens brasileiros são atingidos pelo câncer de próstata, e 28.500 morrem em decorrência da doença. Essa diferença entre incidência e mortalidade deve-se ao fato de uma característica peculiar a este tipo de câncer. Ele é encontrado em um grande número de indivíduos sem lhes causar nenhum mal, sendo que eles morrem por outro motivo, muitas vezes sem saber que têm o câncer. Ao mesmo tempo, em alguns casos, a doença exibe rápido desenvolvimento metastático, levando à morte rapidamente.

TODO HOMEM NASCE PROGRAMADO PARA TER CÂNCER DE PRÓSTATA

Apesar de tudo, a etiologia do carcinoma prostático é desconhecida. A doença não aparece em homens castrados antes da puberdade e regride parcialmente depois de castração ou tratamento com estrógeno, mas uma causa específica hormonal ainda não foi bem estabelecida. O único fator de risco comprovadamente existente é uma história familiar positiva. Pacientes com parentes do primeiro grau com a doença têm um risco duas vezes maior do que o normal.

Primariamente, todo homem já nasce “programado” para ter câncer de próstata, pois todos carregam em seu código genético os chamados oncogenes, que dão ordem para uma célula crescer e multiplicar-se. A ação desses oncogenes é controlada por um grupo de genes supressores, dos quais os mais conhecidos são o p53 e o p21. Esses genes promovem apoptose (morte) da célula quando há alterações irreversíveis no material genético da célula.

Alguns comportamentos de risco também podem estar presentes, pois é conhecido que homens que migram de lugares onde a prevalência do câncer é pequena (como o Japão) para áreas onde a prevalência é alta (como os Estados Unidos) desenvolvem a doença com maior freqüência.

Noventa e cinco porcento dos cânceres de próstata são adenocarcinomas, sendo o restante carcinomas de células de transição, epidermóide, e sarcomas. O adenocarcinoma da próstata geralmente está localizado na porção posterior e periférica da próstata, apesar de invadir o tecido periuretral, quando já há hiperplasia benigna da próstata (hbp), produzindo subseqüentemente obstrução urinária.

A maioria dos cânceres de próstata metastatizam para linfonodos (gânglios) pélvicos e esqueleto, especialmente a pelvis e coluna lombar. Metástases viscerais são mais raras, e ocorrem mais tardiamente, sendo mais freqüentes em pulmões, fígado e adrenais.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata é detectada em homens sem sintomas, nos quais foram detectados nódulos, ou áreas endurecidas na próstata, quando feito o exame de toque retal.

Mais raramente os pacientes podem apresentar sinais de retenção urinária (bexiga palpável), ou sintomas neurológicos, decorrentes de metástases em coluna vertebral, com compressão da medula espinhal. Sintomas vagos de obstrução urinária são geralmente devido à hiperplasia benigna da próstata, que ocorre na mesma faixa etária. No entanto, cânceres com tamanho grande podem causar também sintomas obstrutivos.

Metástases em linfonodos podem causar linfedema em membros inferiores. Como o lugar mais comum de metástases são os ossos, os pacientes podem apresentar dor lombar, ou fraturas patológicas (sem trauma local).

Achados laboratoriais

“Prostate antigen specific” (PSA) é uma glicoproteína produzida apenas no citoplasma de células da próstata, benignas ou malignas. O seu nível no sangue se correlaciona com o volume prostático e com o número de células malignas. A medida do PSA pode ser útil na detecção precoce do câncer, na avaliação da resposta ao tratamento, e detectar recidivas antes delas serem óbvias clinicamente. Dos pacientes com níveis elevados do PSA, aproximadamente 30% têm câncer de próstata. Por outro lado, 25% dos pacientes com câncer (2% em estágio avançado), têm níveis normais de PSA.

Pacientes em retenção urinária, ou com obstrução ureteral, podem apresentar níveis elevados de uréia e creatinina. Aqueles com metástases ósseas podem ter elevações de fosfatase alcalina, ou hipercalcemia.

Ultra-som transretal com biópsia é o melhor método para diagnóstico com certeza. A ultrassonografia transretal é bem usada para estadiamento do câncer.

A cintilografia óssea é feita para detectar metástases ósseas. A maioria das metástases do câncer prostático são múltiplas. Como em idosos são comuns doenças degenerativas, que também levam a alterações em cintilografias, a associação com radiografias simples pode ser necessária.

Estadiamento

Existem várias propostas para se estadiar o câncer de próstata. Citamos abaixo um dos mais simples e fáceis de entender.

Estágio Definição
a1 tumor não palpável, < 5% da próstata
a2 tumor não palpável, > 5% da próstata
b1 nódulo unilateral, < 1/4 da glândula
b2 nódulos bilaterais
c extensão periprostática
d1 linfonodos pélvicos acometidos
d2 metástases à distância

 Tratamento

Os pacientes com câncer da próstata devem ser tratados em função do estágio da doença e, neste sentido, recorre-se à prostatectomia ou à radioterapia nos tumores localizados, e a terapêutica endócrina antiandrogênica nos casos de doença disseminada.

 

1. Tumores localizados. Estes tumores são tratados de forma eficiente através de cirurgia radical ou radioterapia. Quando se conclui que o tumor tem pouca agressividade biológica, os pacientes podem ser mantidos em observação vigilante, instituindo-se tratamento se surgirem evidências clínicas ou laboratoriais de progressão da doença. Considera-se essa observação sem tratamento para os indivíduos com idade mais avançada, portadores de tumores de baixo grau histológico e de pequeno volume.
O tratamento cirúrgico é particularmente indicado nos estágios mais iniciais (a e b). Quando o tumor atinge os tecidos periprostáticos, ou seja, estágio c, a cirurgia não remove integralmente a neoplasia, e estes pacientes são melhor tratados com radioterapia. Nos estágios mais iniciais, a radioterapia também pode ser indicada, mas estudos indicam que nesses casos sua eficiência pode ser um pouco inferior à da cirurgia. Sob o ponto de vista prático, a escolha entre estes dois métodos deve levar em conta as preferências do paciente, considerando-se não só a eficiência mas também os efeitos colaterais do tratamento.

A cirurgia pode se acompanhar de incontinência urinária em 2 a 3% dos casos, e produz impotência sexual em 50 a 60% dos pacientes. A radioterapia causa complicações actínicas crônicas em bexiga e intestino em cerca de 15% dos pacientes tratados.

2. Doença metastática. As células prostáticas são extremamente sensíveis à ação da testosterona, que estimula a proliferação das mesmas. Em pacientes com câncer de próstata, o bloqueio da testosterona promove involução substancial do tumor, com melhora significativa das manifestações clínicas relacionadas. Por outro lado, estas neoplasias são relativamente quimiorresistentes (resistentes à quimioterapia), de modo que o tratamento hormonal representa a forma mais eficiente de se tratar os pacientes com câncer disseminado da próstata.

Do ponto de vista prático, isto pode ser feito através de quatro métodos:
1) orquiectomia (ou a retirada cirúrgica de parte do testículo que produz hormônio), que elimina 90% da testosterona plasmática;
2) estrogenoterapia, que inibe a produção de testosterona, por via hipotalâmica;
3) emprego de análogos do LHRH, que inibe a atividade testicular por via hipofisária;
4) antiandrogênicos periféricos, que bloqueiam a penetração ou a ação intracelular da testosterona nas células prostáticas.

Em termos de eficiência, a orquiectomia ou o tratamento com análogos do LHRH constituem os métodos mais atuantes. Considerações sobre efeitos colaterais possíveis associados a fatores psicológicos exigem que o tratamento inicial dos pacientes seja planejado de maneira individual.

A terapêutica antiandrogênica reduz mas não elimina o tumor, e, em decorrência, a maioria destes pacientes evidencia recrudescência da doença após alguns anos de tratamento. Quando isto ocorre, algumas medidas terapêuticas podem ser tentadas, incluindo-se a quimioterapia citotóxica. Estas medidas atuam em pequeno número de casos e por tempo limitado, o que torna reservado o prognóstico dos pacientes que escapam ao tratamento hormonal inicial.

Medidas paliativas de razoável eficiência podem ser adotadas nos casos sintomáticos por progressão da doença. Dores ósseas irresponsíveis aos analgésicos podem ser aliviadas com corticoterapia em altas doses, aplicação de radioisótopos (como Samário), ou com radioterapia externa. Obstrução uretral deve ser tratada com radioterapia local, ou controlada com endopróteses, que mantêm a uretra permeável.

Controle de cura

A atividade da doença em pacientes com câncer da próstata pode ser monitorizada eficientemente através de medidas do PSA sérico. Em paciente submetidos à cirurgia radical os níveis de PSA devem se tornar indetectáveis 30 dias após a intervenção. Após tratamento radioterápico, estes níveis podem levar 12 meses para serem atingidos.

A persistência dos níveis altos do PSA indica persistência tumoral e a queda seguida de elevação dos valores deste marcador traduz recrudescimento da doença.

 

 

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