Conheçam a Ilha de Jaguanum, um Paraiso na Costa Verde, vale a pena conhecer (Vídeo e Fotos)

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ABAIXO VEJAM A HISTÓRIA DE TODA REGIÃO

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História

O desbravamento do atual território de Itaguaí foi iniciado em meados do século XVII, quando índios da Ilha de Jaguanum (na época denominada Jaguaramenon) se transferiram para a Ilha de Itacuruçá. Da ilha mais tarde atravessaram para o Continente onde se fixaram entre os rios Tinguaçu e Itaguaí. Nesse local chegaram mais tarde os missionários da Companhia de Jesus para iniciar sua catequese.

A Ilha de Jaguanum conta com cerca de 14 belíssimas praias, então conhecê-las deve ser um passeio obrigatório em seu roteiro. A enseada da maioria das orlas é repleta de belezas naturais e também garante um banho de mar muito refrescante. Entre as principais praias que você precisa conhecer estão as de Araçá, do Sul, do Catita, da Estopa e de Pitangueiras. Todas certamente vão te render momentos inesquecíveis.

História indígena nas baías de Sepetiba e de Ilha Grande

A ocupação territorial do povo tupinambá nas baías de Sepetiba e de Ilha Grande marcou fortemente a colonização na região. Um processo que teve seu início em 1534, com o estabelecimento do sistema de capitanias hereditárias.
 
Vale lembrar que esse território fazia parte da capitania de São Vicente. Sendo assim, suas terras tiveram como primeiro proprietário, Martim Afonso de Souza. Esse donatário não marcou muita presença nas terras que ficavam a leste de Bertioga, denominadas, em mapas antigos como “terras de índios brabos”, devido à forte presença dos tupinambás que dominavam a região litorânea que se estende de Ubatuba a Cabo Frio. Os temiminós, coroados, aimorés, goitacazes e outras tribos menores também habitavam o território do Rio de Janeiro.
 
Segundo o historiador Edgard Bedê, o povo tupinambá vivia dividido em várias aldeias espalhadas pela Costa Verde, Rio de Janeiro e Costa do Sol. Cada uma dessas aldeias possuía seu cacique que comandava os bravos guerreiros que, unidos aos de outras aldeias, formavam a grande tribo tupinambá, comandada pelo mussacate povos (chefe dos caciques), que na época chamava-se Cunhambebe. Assim, sob o comando do cacique Cunhambebe e do cacique Aimberê, com apoio dos franceses comerciantes de arabutã (pau-brasil), conseguiram formar uma grande aliança de tribos inimigas dos portugueses, acima das rivalidades e divisões dos povos, contra a invasão de suas terras e a escravidão de seus povos.
 
Essa união de tribos foi batizada de “Confederação dos Tamoios”. Todas essas tribos se denominavam tamoios que, em língua Tupi, significa “Os mais antigos da terra”, ou seja, os guerreiros ancestrais das terras sagrada das tribos. Por causa disso, os tupinambás costumam também ser chamados de tamoios em muitos livros de história.
 
Registros históricos apontam ter sido, em território mangaratibense, realizada a importante “Reunião do Conselho dos Chefes Indígenas”, liderada por Aimbirê, decidindo dar início à “Confederação dos Tamoios”.
 
“Em fins de 1554, Aimberê reuniu-se no litoral, onde hoje é Mangaratiba, com os outros Chefes Tupinambás que ocupavam a área litorânea que se estende de Cabo Frio (Estado do Rio de Janeiro), ou seja, do litoral fluminense ao litoral norte paulista, e juntos constituíam a temível Confederação dos Tamoios (“Tamuya” no dialeto Tupinambás), que em português significa “os mais antigos na área”.
 
O irmão que era um verdadeiro pai (padre José de Anchieta). (apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/irpai.html)
 
A forte presença dos tamoios foi decisiva para dar início ao processo de colonização na região. Segundo o historiador Joaquim Norberto de Sousa Silva, na ilha de Itacuruçá, Mem da Sá destruiu uma grande aldeia de tamoios que era aliada aos franceses da Guanabara na luta contra os portugueses. Foi preciso fazer aldeamentos com índios de tribo inimiga dos tupinambás (os tupiniquins) para impedir que os remanescentes tamoios viessem atormentar os moradores de seu engenho e de suas fazendas.
 
“É certo, porém, que foi fundada na ilha de Itacurussá, e talvez devesse antes a sua fundação ao general Mendo de Sá, que ahi destruiu uma grande aldeã de Tamoyos alliados dos francezes estabelecidos em Ganabara, e que, querendo impedir que se tornassem a reunir no mesmo logar, concentrasse os índios transportos para isso das capitanias de Porto Seguro e do Espirito Santo, acommettendo o seu governo aos jesuítas, porquanto Martins de Sá lhes teria dado terras como deu aos índios da aldeã de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba, e n’esse caso não seriam foreiros aos padres da companhia.”
Joaquim Norberto in “História Documentada das Aldeias”, Revista do IHGB volume 17, Pág.180
 
Com o extermínio dos tamoios, em 1567, a preocupação dos portugueses era a de povoar a região para garantir a posse da terra. Nesse mesmo ano, foi doada uma grande sesmaria na região para Cristóvão Monteiro, por sua participação na luta contra franceses e tamoios. Após sua morte, a viúva doou partes das terras herdadas (de Guaratiba até o rio Itinguçu, na divisa com as terras de Mangaratiba) à Companhia de Jesus. Os jesuítas, a partir de 1589, deram início à ocupação do território, estabelecendo nessas terras uma grande fazenda.
 
Já em 1568, aconteceu a primeira doação de sesmaria em território mangaratibense. O texto dessa carta de sesmaria, doada ao Bartolomeu Anthunes Lobo e à Vitória de Sá, caracterizava o local como “costa braba aonde chamam Mangaratiba”, termo que identificava terras de “índios brabos”, ou seja, habitadas por tupinambá.
 
“terras por o fazerem engenhos e que eram [antigamente] terras para suas lavouras e por estarem devolutas umas terras na Angra dos Reis na costa braba aonde chamam Mangaratiba da qual terra a pediam da Ponta da dita Mangaratiba começando de onde estava uma laranjeira da banda do Nordeste athe intestar com Tapanhoacanga”.
ALVEAL, Carmem in “História e Direito”, pág.139
 
Em 1620, já estabelecido em território mangaratibense, Martim Correia de Sá, solicitou a doação de umas terras devolutas compreendidas entre a “Ponta da Mangaratiba” (atual ponta do Bispo) e o marco das terras dos jesuítas (no Itinguçu), em nome de seus filhos Salvador Correia de Sá e Benevides e Cecília Benevides e dos índios João Sinel e Diogo Martins, para construir engenhos de açúcar e aposentar (situar) índios tupiniquins que se encontravam aldeados em São Brás (Ingaíba), para defesa da costa. Ainda no primeiro meado do século XVII, essa aldeia foi transferida, pelo próprio Martim de Sá, para o centro de Mangaratiba.
 
Em 1628, Martim de Sá, exercendo o cargo de governador da capitania do Rio de Janeiro, enviou muitos carregamentos de farinha e de ferramentas para Ilha de Marambaia, endereçada aos índios que “novamente” desceram de Patos junto com os padres da Companhia de Jesus. Esses índios sob a tutela dos padres jesuítas de Santa Cruz fundaram a Aldeia de São Francisco Xavier, primeiramente, na ilha de Jaguanum, mais tarde, passaram para ilha de Itacuruçá. Em 1729, foram transferindo para o morro “Cabeça Seca”, fundando Itaguaí. Essas duas aldeias (de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba e de São Francisco Xavier) eram frequentadores da “Capela de Itinga”, localizada na região da atual Coroa Grande. Dizem que nesse local ainda existe ruína de uma antiga fazenda jesuítica.
Podemos concluir que essa região foi palco de muita luta entre colonizadores e tamoios. Sua conquista resultou de uma guerra muito sanguinária que contou com a habilidade dos europeus em jogar com as antigas rivalidades tribais e com outras pesadas artimanhas para derrotar os guerreiros tupinambás.
 
Mirian Bondim é Historiadora e Professora- Escreve aos sábados na Santa Paciência.
Pesquisa de Fotos- Mirian Bondim
 

História de Itaguaí

A origem do nome de Itaguaí seria a junção de duas palavras no vocabulário Tupi: Ita = Pedra, e Guay = lago, ou seja, Lago entre Pedras. Outra versão diz ainda que viria de Tagoahy, que quer dizer Tagoa = Amarela e hy = água, significando “água amarela” ou rio de água amarela. Significando a cor amarelada de suas águas, em razão da argila em seu leito, donde viria o nome Itaguaí. Confirmando essa última versão, temos o aldeamento dos jesuítas que se chamava Taguay devido ao fato de os índios obterem água potável de poços abertos em lugares argilosos (Taguá = barro, Y – água).

Essa aldeia foi instalada ao norte do Rio Itaguaí onde existia uma demarcação do rio Piassuguera. Foi construída uma igreja nesse aldeamento pelos jesuítas suas atividades, no entanto, começaram em junho de 1688. Não existem outras informações desse período com exceção de relatos dos viajantes que utilizavam o Caminho de São Paulo.

Os jesuítas mudaram-se para a Fazenda Santa Cruz para ficarem mais próximos do oceano.

Mudaram-se levando todos os habitantes do arraial. Nesse novo local em 1718 foi iniciada a construção do novo templo dedicado a São Francisco Xavier, que foi concluído em 1729. É a mesma igreja que continua sendo a matriz de Itaguaí. Com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal em 1755 a aldeia ficou sem sua escola e perdeu também a organização base do aldeamento que era feita pelos jesuítas, mas o povoado subsistiu. Itaguaí passou à categoria de Paróquia em 1795.

A atividade econômica de praticamente toda região costeira incluindo Itaguaí eram as plantações de cana-de-açúcar. Suas terras férteis proporcionaram uma vida rural e comercial bastante vigorosa durante todo o século XIX.

Itaguaí passou a condição de Vila em 5 de julho de 1818 com o nome de Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí. Nesse período ainda lutava para combater um dos problemas que havia existido desde o começo de sua instalação: a febre palustre – a malária. A região que compreendia essa vila era composta pela Freguesia de Marapicu, o Ribeirão das Lajes e a Freguesia de Mangaratiba.

Consta que na sua ida para São Paulo onde proclamaria a Independência do Brasil em 1822, D. Pedro I pernoitou em Itaguaí, já que esse era o caminho utilizado normalmente para se ir a São Paulo.

Em 1939 chegavam a Itaguaí os primeiros imigrantes japoneses. Eles deixavam o estado de São Paulo vindo se instalar em Itaguaí e com seu trabalho e conhecimento da agricultura incrementaram a lavoura nesse território contribuindo para o saneamento das áreas agrícolas. Após a guerra, em 1946, chegaram novos imigrantes a Itaguaí.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Francisco Xavier de Itaguaí, por Ordem Régia de 22-12-1795. Referem-se também a criação do distrito os Decretos Estaduais n.º 1, de 08-05-1892 e 1-A 03-06-1892, subordinado aos municípios do Rio de Janeiro e Angra dos Reis (ex-Ilha Grande).

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Francisco Xavier de Itaguaí, por Alvará de 05-06-1818, desmembrado dos municípios do Rio de Janeiro e Angra dos Reis. Constituído de 3 distritos: Itaguaí, Bananal e Paracambi.

Por aviso de 13-11-1818, a vila de São Francisco Xavier de Itaguaí é extinta, voltando a categoria de distrito.

Reintegrado a categoria de vila com a denominação de São Francisco Xavier de Itaguaí, por Provisão de 13-11-1819, desmembrado do município do Rio de Janeiro e Angra dos Reis. Sede na antiga vila de São Francisco Xavier de Itaguaí. Constituído de 3 distritos: Itaguaí, Bananal e Paracambi. Reinstalada em 11-02-1820.

Pela Lei Provincial n.º 549, de 30-08-1851 e por Decretos Estaduais n.º s 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Bananal e anexado ao município de São Francisco Xavier de Itaguaí.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Itaguaí, pelo Decreto Estadual n.º 1-A, de 03-06-1892.

Pelos Decretos Estaduais n.º s 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages e anexado ao município de Itaguaí.

Pela Lei Estadual n.º 201, de 06-12-1895, o distrito de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages passou a denominar-se Macacos.

Pela Lei Estadual n.º 536, de 19-12-1901, o distrito de Macacos (ex-São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages) passou a denominar-se Paracambi.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Itaguaí, Bananal e Paracambi (ex-Macacos).

Pela Lei Estadual n.º 1.801, de 08-01-1924, o distrito de Bananal passou a denominar-se Patioba.

Pela Lei Estadual n.º 2.069, de 29-11-1926, é criado os distritos de Caçador e Coroa Grande e anexados ao município de Itaguaí. Sob a mesma Lei, o distrito de Patioba (ex-Macacos) passou a denominar-se Seropédica.

Em divisão administrativa referente ano de 1933, o município é constituído de 5 dstritos: Itaguaí, Caçador, Coroa Grande, Paracambi e Seropédica (ex-Patioba).

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12–1943, o distrito de Caçador passou a denominar-se Ibituporanga.

Em divisão territorial datada de I-XII-1955, o município é constituído de 5 distritos: Itaguaí, Coroa Grande, Ibituporanga (ex-Caçador), Paracambi e Seropédica.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Pela Lei Estadual n.º 4.426, de 08-08-1960, é desmembrado do município de Itaguaí o distrito de Paracambi. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Itaguaí, Coroa Grande, Ibituporanga e Seropédica.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991.

Pela Lei Estadual n.º 1.586, de 18-11-1993, extingui do município de Itaguaí o distrito de Coroa Grande, sendo seu território voltando a fazer parte do distrito sede de Itaguaí.

Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído de 3 distritos: Itaguaí, Ibituporanga e Seropédica.

Pela Lei Estadual n.º 2.446, de 12-10-1995, é desmembrado de Itaguaí o distrito de Seropédica. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 2 distritos: Itaguaí e Ibituporanga.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.