Amar é uma coisa que parece não estar acontecendo muito hoje em dia. Mas felizmente está sim. Mesmo no contexto fatídico que vivemos, imersos no desamor, em guerras, em violências, o amor nunca morrerá. Isso é ponto pacifico. O amor pode até se esfriar, mas se extinguir? Duvido. Mas, o que aconteceu foi que, estava conversando em um grupo no “zap-zap”, quando do nada, surgiu um assunto sobre amor. Transcrevo abaixo resumidamente o diálogo entre um amigo e eu. Estava tarde demais, e só restaram nós dois no bate-papo:

– BOA NOITE PESSOAS QUE AMO. E PESSOAS QUE NÃO AMO. TAMBÉM AS PESSOAS QUE NÃO SINTO QUALQUER SENTIMENTO. AMAR NÃO É UMA ESCOLHA. É UM ACONTECIMENTO. 

Disse o amigo, que vou chama-lo de Junior. Mas eu retruquei. Não podia deixar passar, mesmo sendo uma opinião dele, nada impedia de mostrar-lhe aquilo que aprendi e carrego comigo:

– NÃO DIGA ISSO RAPAZ, AME E REAME. APAIXONE E REAPAIXONE. INFELIZMENTE ESTÁS  ERRADO. É  UMA OPÇÃO VOCÊ AMAR OU NÃO. JESUS DISSE: AMAI! COMO SENDO ORDENANÇA E NÃO COMO ALGO QUE VÁ DEPENDER DE FATORES, SEJA QUALQUER QUE FOR.

E a partir daí começou um pequeno e leve debate. Mas felizmente foi resolvido. E todos ficaram felizes. O que importa é que o amor prevaleça sobre todas as coisas, e que fique isso bem claro.

Bom, pra começo de conversa, mesmo já estando quase no fim dela,  quero dizer que eu sei o que é o amor, mas se alguém me perguntar: o que é o amor? Não saberei responder de modo conclusivo como os dicionários tentam fazer. Poderia dissertar um pouco de modo filosófico, mas também não seria suficiente.  Porque o amor não se explica, vive-se.  E eu vivo esse amor sendo manifesto em várias formas.  Talvez por isso, muitas pessoas até falam ou escrevem bonito sobre o amor, porém, são infelizes. São depressivas e incapazes de prosseguir um caminhar pleno, em paz e amor.  Tudo por tentarem complicar o que é simples, algo pessoal e intimo. Individual. E muita teoria e pouca prática gera descrédito, desunião e desconfiança.

Quando falo em amor, não estou falando em sentimento, porque o amor é mais que isso, é gesto concreto que se solidifica nas coisas simples do dia-a-dia: num abraço, um aperto de mão, um sorriso, um olhar, numa canção, numa dança… Enfim, precisamos entender que Deus é amor e por isso mesmo Ele se revela nos detalhes da vida. Ele oferece amor porque Ele é amor. Deus oferece aquilo que Ele é.  Enquanto isso  nós oferecemos aquilo que não somos e nem temos.

Apóstolo Paulo revela para nós que o amor é aquilo que se faz, que se pratica, e ele não  inveja, não é arrogante, não escandaliza, não é egoísta, não guarda rancor… Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Em outras palavras, o amor é um verdadeiro exercício ascético.  É uma opção! Nós temos a capacidade de escolher amar ou não. Embora exista toda aquela gama metafísica, filosófica e subjetiva do amor, ele é algo fruto de alguma decisão. Na verdade, segundo Jesus, o amor  é um mandamento. O que acontece é que a mentalidade utilitarista vem tomando tomado conta da sociedade moderna, onde cada um busca o que é seu. É a mentalidade egoísta da auto-satisfação e do proveito próprio (cada um quer levar vantagem em tudo). Dessa maneira, eu só amo se houver fatores que favoreçam isso.

Jesus é a maior prova de amor. Ele escolheu nos amar sem que merecêssemos. E é a partir Dele que devemos prosseguir.  Portanto, só saberemos o que é amar a medida que optarmos pelo amor. Mas é preciso está disposto a sofrer e saber transformar esse sofrimento em felicidade. Pois o amor é o maior de todos os sacrifícios: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 14,13).

Cada um de nós é responsável pela construção de sua própria história. Não importa o que tenhamos sido ou feito no passado. O importante é recomeçar a cada dia com o propósito de ser e fazer sempre o melhor, lembrando que o segredo dos que triunfam é recomeçar sempre.

Nisto consiste o amor próprio. Não se pode amar o próximo quando não se é capaz de amar a si mesmo. O que já aconteceu não podemos mais mudar, mas podemos escolher o que ser e o que fazer daqui pra frente, somos o que decidimos ser. O que não podemos é sermos reféns de nós mesmos, do nosso passado e até mesmo do nosso futuro.

Não há pior prisão do que a prisão em liberdade. É importante lembrar, ainda, que as quedas são privilégios apenas daqueles que estão a caminho, porque os que estão parados não são capazes ao menos de cair. E que a santidade é resultado de crises superadas. Logo, não temos o direito de nos tornarmos juízes perversos de nós mesmos impondo sobre nossos ombros o pesado fardo da auto-condenação.

A felicidade depende de nós, mas precisamos fazer uma opção radical pelo amor. Não podemos ter medo de amar, porque “Deus nos deu não um espírito de timidez, mas de fortaleza, amor e sabedoria”, ta na Palavra de Deus. A decisão está em nossas mãos.  Que possamos caminhar nessa linha, no amor, na paz,  no afeto, na harmonia, no afago, na ternura, na pureza, na sensibilidade e no perdão.

” Make  love and not war”

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Um abraço  e que Deus nos abençoe!

J.Marques