“Os Desafios Empresariais na Nova Economia” foi apresentado pela Firjan aos empresários da Baixada Fluminense, na representação de Duque de Caxias. A série de encontros que percorrerá as 10 regionais do estado do Rio tem o objetivo de debater os impactos da indústria 4.0 no desenvolvimento dos negócios no interior do estado, tendo os empresários locais como protagonistas. “A nova economia, que traz o processo de digitalização dos modos de produção e imprime um ritmo acelerado e dinâmico, é uma temática que deve permear o dia a dia das empresas, assim como já proposto nas atividades da Casa Firjan, nova unidade em Botafogo, que reflete um comportamento da federação”, destacou Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan. Cristiane Alves, gerente Geral da Casa Firjan, concluiu: “A Casa Firjan materializa o tema, que não está limitado aos muros da unidade”.

Com o propósito de ser uma construção coletiva, o gerente geral de Suporte Sindical e Empresarial da Firjan, João Paulo Alcantara, explicou que o evento debate a fotografia de hoje e os desafios do futuro. “Realizamos uma dinâmica que leva os empresários a refletirem sobre um conjunto de variáveis que facilitem o entendimento de como a indústria está lidando com essa questão”. O consultor Alfredo Laufer, do Centro de Empreendedorismo Universitário & Consultoria, que foi facilitador da dinâmica, confirma: “Se as empresas não tiverem em processo de inovação continuamente vão se tornar obsoletas em um curto espaço de tempo”.

Na ocasião, o coordenador de Estudos Econômicos da Firjan Jonathas Goulart fez ainda uma análise do que é necessário para reativar a atividade industrial da região – voltar a contratar e a investir, melhorar a qualidade da energia, dar maior atenção á segurança pública e enfrentar os problemas relacionados à educação. Segundo estudos da Firjan, com base em dados de 2015, a indústria de Nova Iguaçu e região representa 14% do PIB e a de Duque de Caxias e região 18% do PIB do total do estado do Rio.

Os maiores entraves da região são carga tributária, custo da matéria prima, demanda insuficiente e capital de giro. Em 2018, a Sondagem Industrial apontou que o mercado de trabalho ainda sofria ajustes e a demanda foi atendida apenas com estoques. No mesmo ano, Duque de Caxias foi a cidade que mais perdeu empregos no Brasil. Apesar do pessimismo dos empresários quanto à contratações e investimentos, ambas as regiões permanecem otimistas quanto à demanda.

Nos próximos anos, estão previstos aproximadamente R$ 36,5 bilhões (valor estimado) de investimentos na Baixada Fluminense, através do Programa de desenvolvimento de submarinos (Prosub), em Itaguaí; do Programa de Abastecimento de Água (Cedae) nos municípios de Itaguaí, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Seropédica, Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé e São João de Meriti; do Dutos Norte Rota 3, em Duque de Caxias, Guapimirim e Magé; além de outros investimentos em Nova Iguaçu e Itaguaí.

Para o presidente da Firjan Duque de Caxias e região, Claudio Lopes, em meio às constantes mudanças que o mundo vem sofrendo, é preciso que os empresários estejam atentos e aproveitem as oportunidades. “O encontro foi de extrema importância porque nos deu um panorama econômico da região e um norte.

A dinâmica incentivou os empresários a pensarem coletivamente para o desenvolvimento da indústria, além de seus próprios setores. Saímos daqui motivados a pensarmos fora do quadrado dos nossos negócios para vislumbrarmos novos horizontes no mercado. É imprescindível se reinventar”, frisou Lopes. Carlos Erane de Aguiar, presidente da Firjan Nova Iguaçu e região, reforçou: “Para se reerguer, é fundamental unir forças e encontrar saídas estratégicas a fim de que a indústria supere a crise”, finalizou Erane.

 

 

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