Todos os dias a Baía de Sepetiba vem sofrendo degradação pelos efeitos da ampliação de investimentos logístico portuários, industrias, e pelas empresas imobiliárias que estão se instalando pela região. 

Há décadas convivendo com a degradação de seu ecossistema, a região da Baía de Sepetiba, que abrange o bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, e o vizinho município de Itaguaí, teve seus problemas ambientais agravados ao longo dos últimos quatorze anos.

Um dos motivos foi a instalação em Santa Cruz, desde 2007, da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), responsável pelo aumento de 76% na emissão de gases de efeito estufa no município do Rio de Janeiro, e o Porto de Sepetiba, que todos os dias recebe toneladas de carvão mineral, transportado pela Empresa Ferroviária RMS. O resíduo do carvão cai ao longo do cais, onde é transportado pela chuva caindo no mar, poluído toda Baía de Sepetiba, principalmente com sua poeira.

Podemos comparar com o que aconteceu com a Baía da Guanabara, o crescimento desordenado de residências e empresas industriais, sem fiscalização ambiental, próximo as praias e os manguezais, com isso acabou destruindo a vida marinha da região, principalmente próximo a Ilha do Governador, que acabou virando um fétido canal de esgoto.

Podemos notar pelas fotografias nesta matéria que os resíduos descartados no oceano possuem origens distintas, como plásticos, papeis, restos de alimentos, pneus, vidro, entre outros materiais, no entanto a fonte mais expressiva de lixo depositado são os plásticos que vem matando os animais como passaros e a vida marinha.

Com está matéria queremos chamar a atenção para um pedaço da riqueza do Rio de Janeiro, um verdadeiro Paraíso, que está sendo destruída pela ganancia desenfreada de políticos e investidores que pouco ligam para o meio ambiente e para gerações futuras.