A equipe de Proteção Ambiental do Projeto “Pantanal Iguaçuano” resgataram cerca de 20 filhotes de Jacaré de Papo Amarelo, em um valão que circunda várias residências no Bairro Lagoinha em Nova Iguaçu.

O Guia Trilheiro e Ambientalista, Edson Monteiro, um dos Coordenadores do projeto Pantanal Iguaçuano, foi o responsável pelo resgate destes filhotes. Edson falou que há vários jacarés circulando pelos valões que circundam o bairro. O local do ninho fica no Rio Capenga que deságua no Rio Guandu, que acabou virando um valão de tanto receber esgoto residencial desta localidade.

“O perigo real é que esses jacarés se alimentam de animais que vão beber água no valão, ou de cachorros que circulam pelo bairro. Vamos tentar capturar com apoio do IBAMA esses jacarés, que a noite circulam pelas ruas colocando em risco os moradores. Alguns destes jacarés tem mais de 2 metros”. Destaca Edson.

A coordenadora do projeto Ambiental, “Arte Ecológica no Pantanal Iguaçuano”, Daniela Martins Pereira Barbosa, entrou em contato com Calderini do Site de Noticias Seropédica online, para ajudar a colocar estes animais novamente em uma área de preservação ambiental. Os animais foram entregues ao IBAMA que tem uma área de recolhimento e cuidado dos animais na Flona Mario Xavier do ICMBio em Seropédica.

O CETAS de Seropédica tem, entre outras missões, a de tratar de animais selvagens que foram caçados, feridos, ou domesticados, e colocá-los em condições para que retornem a seu habitat natural. O coordenador responsável pelo CETAS do IBAMA, Marcio, foi quem recebeu os jacarés.

Marcio falou que muitos animais chegam no CETAS com sinais de maus tratos, alguns chegam muito feridos.  “É cruel o que eles têm que suportar, sendo transportados em gaiolas, em um cubículo que só cabe um animal as vezes tem 30,  é terrível vê-los chegar em tal estado, mas a recompensa é vê-los partir para a liberdade depois de tratados pelos nossos veterinários e técnicos”. Disse Marcio.

“No Brasil, temos a maior biodiversidade do planeta, mas as pessoas não conhecem os animais e querem domesticar animais selvagens. Temos que mudar mentalidades através da melhoria da informação”. Destaca Daniela Martins do Projeto Pantanal Iguaçuano.

 

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