O risco do contágio deixou muitas dúvidas para os católicos das regiões onde as igrejas estão abertas e com celebrações normais

Orisco de pegar ou transmitir o coronavírus deixou uma dúvida cruel na cabeça dos católicos: ficar em casa ou ir à Missa (nos locais onde as celebrações públicas estão acontecendo normalmente).Na Itália, um dos países onde a pandemia está mais grave, muitas Missas públicas estão proibidas e algumas igrejas fechadas. Tudo para evitar o contágio pelo COVID-19.

Porém, na maior parte dos países, as medidas não são tão extremas: as igrejas continuam abertas. Entretanto, os fiéis estão dispensados do preceito do domingo; cada um decide se vai ou não à Missa.

Muitos padres e comunidades do mundo todo estão transmitindo as celebrações ao vivo pela internet. Os fiéis podem assistir de casa, por streaming.

O fato é que cada um é chamado a discernir concretamente o que deve ser feito, seguindo as indicações de sua consciência e das autoridades – do governo ou da Igreja -, através das quais Deus costuma falar.

Então, ir ou não à Missa depende, em grande medida, da situação da própria localidade, das recomendações das autoridades, do tamanho do templo e da quantidade de pessoas que assistem à celebração.

 
Vale dizer que, em termos gerais, o preceito (obrigação) de assistir à Missa aos domingos existe em situações normais. Porém, neste momento está claro que o mundo não vive uma situação ordinária.
 

A decisão deve ser guiada também pelo amor. Se você acredita que pode ser foco do contágio ou não está seguro de seu estado de saúde, o correto é permanecer em casa.

Por outro lado, se decidir conscientemente participar das celebrações, você deve levar em conta que é preciso seguir normas básicas de higiene (como lavar bem as mãos). Na hora da Paz, não cumprimente os fiéis de maneira alguma e tome todas as medidas de prevenção na hora de receber a comunhão.

SEM PÂNICO: BOM SENSO E CUIDADOS FUNDAMENTAIS A TOMAR

1 – Saiba que a pandemia Covid-19 tem apresentado uma proporção relativamente baixa de mortos: alguma coisa entre 0,5% e 3,5% do total de infectados. Esta é uma boa notícia, e há outras notícias igualmente boas: a grande maioria dos casos (mais de 80%) tem gravidade reduzida; o risco para crianças tem sido mínimo; e o pico do surto já passou na China, onde os novos casos estão em declínio.

2 – Porém, há motivos suficientemente sérios e comprovados para mantermos firmes cuidados numa tarefa crucial: a de conter a expansão do vírus. Motivo: a Covid-19 pode ser leve para a grande maioria das pessoas, mas acarreta riscos bastante relevantes para grupos específicos, como idosos, diabéticos e doentes do coração. E são estas pessoas as que mais precisam de cuidados para evitar que sofram o contágio.

3 – Este é o maior problema vivido na Itália: sendo um país com grande número de idosos, além do fato de que a taxa de letalidade tende a subir, o próprio sistema de saúde fica sobrecarregado na tentativa de atender muita gente ao mesmo tempo, chegando-se ao cenário da falta de leitos e de equipamentos críticos, como respiradores artificiais. Havendo pico de acessos aos hospitais e postos de saúde, com milhares de pessoas precisando ser atendidas ao mesmo tempo, aqueles que têm mais necessidade podem não conseguir ser atendidos adequadamente – ou simplesmente nem sequer ser atendidos.

4 – A diretriz, portanto, é impedir ao máximo um grande pico de contágios, e a forma mais prática e simples de ajudar a impedir esse pico é esta: evite tudo aquilo que facilite a proliferação do vírus:

  • Lave bem as mãos, com alta frequência, sobretudo após tocar em superfícies nas quais muita gente também tocou, como balcões de atendimento, caixas eletrônicos, assentos e apoios do transporte público, etc.
  • Evite levar as mãos à boca, nariz e olhos;
  • Evite aglomerações, reduzindo as saídas de casa ao indispensável;
  • Se precisar estar em meio a grupos grandes de pessoas, procure manter uma distância de ao menos 1 metro e fique apenas durante o menor tempo possível;
  • Evite cumprimentos como apertos de mão, abraços e beijos;
  • Recorra a postos de saúde e hospitais somente em casos de objetiva e real necessidade, para não sobrecarregar inutilmente o sistema e até para evitar um risco ainda maior de contágio, dado que são ambientes em que se fica mais exposto a micro-organismos;
  • Mantenha uma rotina de alimentação saudável, exercício físico adequado às suas condições, boa ventilação e luz natural em casa ou no local de trabalho;
  • Não divulgue fake news: compartilhe informação objetiva, o que inclui algumas notícias tristes, mas também várias notícias boas e tranquilizadoras;
  • Mantenha a serenidade, sem se deixar levar pelos promotores de histeria;
  • Mantenha a fé, pedindo sempre forças a Deus para que todos façamos bem a nossa parte e Ele nos conceda a graça de enfrentar e vencer esta pandemia com inteligência, disciplina e solidariedade, em especial com os mais vulneráveis;
  • Obedeça responsavelmente às diretrizes das autoridades em caso de medidas excepcionais de controle.
Fonte: Aleteia 

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