A crise é provocada por uma dívida da Prefeitura com a empresa responsável pelo Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica

Os moradores do Rio de Janeiro começaram a ver nas ruas o resultado da crise provocada por uma dívida da Prefeitura com a Ciclus, responsável pelo Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, na Baixada Fluminense.

Nesta quarta-feira, a administração municipal pagou a segunda parcela dos débitos, no valor de R$ 7 milhões. No entanto, somando com os 2,5 milhões depositados nesta terça, a prefeitura quitou cerca de R$ 500 mil a menos que o prometido. Até sexta, mais R$ 20 milhões devem cair na conta da Ciclus.

No entanto, o imbróglio já tem consequencias visíveis. Sem a coleta, vários bairros da cidade amanheceram tomados de lixo. Moradora de Santa Cruz, a técnica de Raio-X Lília Assumpção, de 42 anos, diz que o condomínio onde e a mora está com o depósito cheio

A autônoma Sílvia Lopes, de 40 anos, relata a mesma situação em Cavalcanti. Um morador de Olaria conta que as ruas do bairro já estão tomadas de sacolas.

A coleta de lixo é feita pelos caminhões da Comlurb e os funcionários levam os resíduos até estações de transbordo. Ao todo, são cinco: Bangu, Marechal Hermes, Santa Cruz, Jacarepaguá e Caju. A partir destes locais, o transporte do lixo até Seropédica é feito pela Ciclus, que atua com 100 carretas.

Com a crise, a empresa reduziu a frota para 30%. Após a Prefeitura pagar a primeira parcela dos débitos, a empresa começou a operar com 40% de dos veículos. Com a quitação da segunda parcela, nesta quarta, a Ciclus irá operar com 50% da capacidade na quinta-feira. Segundo a empresa, caso o pagamento total de 30 milhões prometido pela Prefeitura seja feito, a Ciclus volta a atuar com 100% da frota.

Por causa da redução no número de caminhões que fazem o transporte dos resíduos, as estações de transbordo ficaram lotadas de lixo e quatro delas chegaram a ser fechadas. Nesta quarta, apenas as estações de Marechal Hermes e Jacarepaguá ficaram fechadas fechadas.

Fonte: Band News

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