O objetivo da campanha é mobilizar os pais ou responsáveis a levarem seus filhos para atualizar o cartão de vacinação. Este ano, a ação será voltada para menores de cinco anos, para crianças de nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos.

Neste ano, foram incluídos os adolescentes, pois nessa faixa etária apresentam uma maior resistência a se vacinar, e, além disso, muitos pais acreditam que não há necessidade de imunizar os filhos nesta faixa etária. Com a campanha serão atualizadas 14 vacinas nesses públicos. “Isso servirá para reduzir o número de não vacinados e aumentar a cobertura vacinal nas crianças e adolescentes”.

É fundamental que toda a população alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação, para que os profissionais de saúde possam avaliar se há doses que necessitam ser aplicadas.

A vacinação está disponível, de forma permanente, nas seguintes unidades de saúde:

  • ESF Fazenda Caxias – Km 49
  • Clínica da família no Vasquinho

O Dia D da mobilização nacional será no sábado, 24 de setembro, a vacinação neste dia também estará disponível nas seguintes unidades de saúde:

  • ESF Fazenda Caxias – Km 49
  • Clínica da família no Vasquinho
  • ESF Canto do Rio
  • ESF Jardim Maracanã
  • ESF são Miguel

Com a campanha de vacinação, espera a redução das doenças imunopreveníveis no país e diminuir o abandono à vacinação. Como a vacinação será de forma seletiva para a população alvo.

MUDANÇAS NO CALENDÁRIO – Em janeiro de 2016, o ministério promoveu alteração no esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. O Calendário Nacional de Vacinação tem alterações rotineiras e periódicas em função de mudança na situação epidemiológica, nas indicações das vacinas ou na incorporação de novas vacinas. Mudanças deste ano:
POLIOMIELITE – O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral – VOP (gotinha). Até 2015, o esquema era de duas injetáveis (VIP) e três orais (VOP). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e como parte do processo de erradicação mundial da pólio. Vale ressaltar que essa substituição não prejudica a proteção das crianças, que já ficam imunizadas com as três doses injetáveis.

HPV – O esquema vacinal passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

MENINGOCÓCICA – O reforço, que anteriormente era administrado aos 15 meses, passou a ser administrado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

PNEUMOCÓCICA- Redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente. Passou a ser administrada em duas doses, aos 2 e 4 meses, com um reforço preferencialmente aos 12 meses, que pode ser recebido até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

O Secretário de Saúde e Defesa Civil de Seropédica, Dr. Cesar Mateus ressalta que os pais ou responsáveis devem ficar atentos e verificar se não há nenhuma vacina em atraso na caderneta da criança. “Orientamos sempre para que procurem a unidade de saúde mais próxima e atualizem a vacinação”. Dr. Cesar informa ainda que, além da atualização vacinal das crianças, serão oferecidas vacinas para os adolescentes e gestantes.

O Prefeito de Seropédica Alcir Fernando Martinazzo ressalta que: “As vacinas transformaram muitas doenças da infância em memórias distantes, mas tem-se tornado vítima do seu próprio sucesso. Com o desaparecimento de uma doença pela vacinação em massa, a sua ameaça parece menos real e, os efeitos colaterais, mesmo leves, acabam sendo ressaltados. Além disso, novidades sempre causam medos e demoram a serem aceitas. Desde o início de sua existência, a vacinação sempre foi uma atividade rodeada de mitos e dúvidas, a vacina tem prevenido muitas doenças e salvado vidas, então mostre o amor a seu filho vacinando” destaca Martinazzo.

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1ª ETAPA DA CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA A PARALISIA INFANTIL Vacinação de criança na Escola Estadual Visconde de Mauá, no bairro St. Pedro Ludovico. Goiânia/GO. 11/06/2005. Foto: Márcia Gouthier.

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