A Prefeitura de Seropédica através da Secretaria de Saúde, realizou nesta terça-feira (13), Palestra para usuários do SUS com o tema “Prevenção de IST ‘s”.

A Palestra foi realizada pela Dra. Ana Beatriz Camello, que explicou que a terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) passa a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

“As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS”.

O evento foi organizado pela Coordenadora Mariana Pacobahyba, e por Claudia Ramalho, Técnica de Enfermagem, pelo Programa IST/ AIDS e Hepatites Virais. Durante o evento foi oferecido um café da manhã para todos os participantes.  

As principais ISTs são: Sífilis; Cancro mole; Herpes; Donovanose; Linfogranuloma venéreo; HPV; Herpes; Clamídia – infecção nas trompas; Gonorreia; HIV; e Hepatites B e C. 

QUAIS OS SINTOMAS DAS ISTS MAIS COMUNS? 

Há algumas maneiras de se suspeitar de uma IST.   

Geralmente o primeiro sintoma importante é o aparecimento de úlceras genitais, que são como aftas maiores. Elas podem ser causadas pela sífilis, cancro mole, herpes e donovanose.   

Uma segunda queixa é o aparecimento de bolinhas ou verrugas que podem sugerir infecção por HPV.    

Outro sintoma frequente é o corrimento genital. Muitas vezes esse sinal não é causado por ISTs, por exemplo a candidíase que é uma condição da própria pessoa. Mas alguns desses corrimentos podem sim indicar infecção, como é o caso da clamídia e gonorreia.   

Grande parte das infecções transmissíveis são assintomáticas e as vezes a paciente pode ter alguma dessas doenças citadas e não perceber. Por isso, o essencial é que todas as mulheres frequentem o ginecologista anualmente para realizar exames de check-up capazes de rastrear e diagnosticar infecções. 

Separando por infecções, os sintomas mais comuns delas são: 

HPV 

Geralmente a infecção por HPV é assintomática. É uma doença que pode se manter latente por meses ou anos sem manifestar quaisquer sinais ou com manifestações subclínicas, com lesões que não são visíveis a olho nu.    

  • Lesões clínicas: são verrugas na região genital ou do ânus. Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou elevadas. Normalmente são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.
  • Lesões subclínicas: esses tipos de lesões podem ser causados por tipos de HPV de baixo e alto risco para o desenvolvimento do câncer. Não são visíveis a olho nu e podem aparecer nos mesmos locais das lesões clínicas.  

HERPES GENITAL 

Os indícios incluem dor, coceira e pequenas feridas que formam úlceras e crostas. 

GONORREIA 

Também pode ser assintomática em diversos casos.  

Alguns pacientes acometidos relatam dor ao urinar e corrimento anormal do pênis ou da vagina. 

HEPATITE 

Sintomas da hepatite B: cansaço; tontura; enjoo e/ou vômitos; febre e dor abdominal.  

Sintomas da hepatite C: mal-estar; náuseas e vômitos; perda de apetite; icterícia; inchaço; dor local no abdome; febre e cansaço.  

HIV 

O vírus HIV costuma ser assintomático e só apresenta sintomas quando já evoluiu para Aids. 

Os sinais que podem indicar a doença são febre, sudorese noturna, infecções recorrentes, perda de peso e fadiga. 

SÍFILIS 

Os principais sintomas são úlceras genitais que costumam ser indolores. Geralmente outros sinais não são notados. 

ISTS: COMO DIAGNOSTICAR? 

Para diagnosticar uma IST, são feitas análises clínicas dos sintomas, além de fazer uma averiguação detalhada sobre o histórico de relações que podem indicar riscos para infecções.  

O médico responsável deverá solicitar exames genitais, como o Papanicolau, Colposcopia, exame de sangue e de biologia molecular (PCR), capazes de identificar a presença de ISTs.