O Facebook anunciou na última quarta-feira (14) que abandonou os planos de desenvolver um headset controlado pela mente. O anúncio foi feito por meio de uma postagem no blog da rede social e a desistência se dá porque a empresa planeja focar em outros dispositivos de realidade aumentada, com destaque para uma solução baseada no pulso.

Os planos da rede social seriam de ter em seu portfólio de produtos um produto um headset de interface cérebro-computador, projetado para converter sinais neurais em palavras faladas. Agora, esse dispositivo deve ser mais parecido com um smartwatch que atua como controlador dentro de ambientes de realidade virtual (VR).

“Embora ainda acreditarmos no potencial de longo prazo das tecnologias óticas montadas no cabeçote [interface cérebro-computador], decidimos concentrar nossos esforços imediatos em uma abordagem de interface neural diferente que tem um caminho de curto prazo para o mercado”, disse um porta-voz do Facebook na postagem publicada no blog da rede social.

Antes de desistir do projeto, o Facebook empregou nada menos do que quatro anos no desenvolvimento do headset, porém, a equipe designada para desenvolver o produto não conseguiu fazer muito progresso. Isso pode significar que a tecnologia de conversão de atividades neurais em dados utilizáveis ainda está longe de se tornar uma realidade.

Sem cirurgia

Segundo o neurocientista Mark Chevillet, que trabalhou no projeto do headset por algum tempo, o motivo da desistência é o fato de um dispositivo ótico de fala silencioso montado na cabeça dos usuários ainda está muito longe de se tornar realidade, ainda mais do que era previsto quando o Facebook começou a desenvolver o projeto.

A intenção do Facebook era transformar seu headset de controle mental em um dispositivo simples e relativamente popular. Porém, fazer isso sem recorrer a dispositivos que precisem ser implantados cirurgicamente no cérebro dos clientes se tornou algo muito mais difícil do que o esperado. “Nunca tivemos a intenção de fazer um produto de cirurgia cerebral”, explicou Chevillet.

Com informações do Futurism

Fonte: Olhar Digital