O Conselho dos Direitos das Mulheres de Seropédica, realizou nesta sexta-feira (6), Seminário em comemoração ao Dia Nacional da Mulher, e teve como tema os 90 anos do voto feminino. O evento teve apoio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

A Mesa de Abertura foi formada pela Vice-prefeita e Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Vandrea Furquim, a Presidente do Conselho Estadual da Mulher (CEDIM) Edna Calheiros, a Conselheira do Conselho Estadual da Mulher Helena Piragibi, a Presidente do Conselho da Mulher de Seropédica, Darci da Penha a Subsecretária de Assistência Social e Vice-Presidente do Conselho da Mulher Patrícia Gonçalves e a Vereadora Rose Alves. 

Participaram também do evento representantes das Políticas Públicas voltada para Mulher: Conselho da Mulher de Magé (Com CEAM), Conselho de Japeri, Superintendente de Nilópolis, Karla Gama, os Equipamentos da Assistência Social (CRAS / CREAS / Melhor Idade / NIAM / Representantes da Casa de AXÉ, Ouvidoria a Coordenação de Política Pública para Mulheres de Magé, a Divisão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Jô Tavares, e a Coordenadora de Direitos Sociais, Janaina Chagas.

O evento foi conduzido pela Coordenadora da Casa dos Conselhos, Elisângela Araújo.

Vivemos em uma sociedade que está longe de alcançar a igualdade de gênero, contudo, as conquistas profissionais das mulheres vêm crescendo significativamente ao longo dos anos. É perceptível que as mulheres vêm conquistando cada vez mais seu espaço, seja na política, no esporte, na saúde, economia, pesquisa, ciência, nos negócios ou mesmo no ambiente familiar. 

Há muito, a frase machista que diz que “lugar de mulher é na cozinha” perdeu o sentido. As pessoas do sexo feminino, que representam a maioria da população brasileira, estão cada vez mais atuantes e conquistando seu lugar de fala na sociedade.

A mulher é o que quer ser

O voto feminino no Brasil foi reconhecido em 1932 e incorporado à Constituição de 1934, mas era facultativo. Em 1965, tornou-se obrigatório, sendo equiparado ao dos homens.

As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto 21.076, do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. Vargas chefiava o governo provisório desde o final de 1930, quando havia liderado um movimento civil-militar que depôs o presidente Washington Luís. Uma das bandeiras desse movimento (Revolução de 30) era a reforma eleitoral. O decreto também criou a Justiça Eleitoral e instituiu o voto secreto.

Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e ser votadas pela primeira vez. A Constituinte elaborou uma nova Constituição, que entrou em vigor em 1934, consolidando o voto feminino – uma conquista do movimento feminista da época.

As mulheres representam mais da metade da população brasileira (51,5%), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas ainda são minoria nos cargos políticos. O Brasil é o penúltimo país, entre os 21 da América Latina, em ocupação de cargos no Poder Legislativo por mulheres. Se comparado com o mundo, apresenta um dos menores índices de presença feminina nos Parlamentos. Entre 190 países, ocupa o 158º lugar.

As mulheres têm dificuldades históricas para seu ingresso na política. A organização e a dinâmica dos partidos políticos sempre foram muito masculinizados e isso tem explicação em boa parte pelas dificuldades de combinação das atividades da vida privada com a vida pública. A carga de conservadorismo e de preconceito que sobrecarrega a escolha das mulheres pela construção de uma carreira política é uma dimensão importante nesses constrangimentos.

São poucos os partidos que estimulam e regulamentam a participação das mulheres nos órgãos de direção partidária; há dificuldades para as mulheres em geral obterem preferência na distribuição de recursos de campanha ou mesmo para obterem legendas para a competição.

A mudança depende da construção de uma nova consciência social, em que homens e mulheres tenham os mesmos direitos, deveres e oportunidades. 

A mulher tem a sua independência e têm os mesmos direitos que os homens em suas atividades de forma geral, de acordo com o que prevê a lei. Atualmente a mulher não precisa mais estar submetida ao poder do homem, vez que tem os mesmos direitos e as mesmas obrigações.

No final do evento foi realizado homenagem póstuma e de aplausos para mulheres que se destacaram na vida pública do município.