“Coincidentemente ou não, esse fato acontece logo após a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia”

Incêndios em regiões florestais são fenômenos que acontecem regularmente em todo o planeta. Mas, parece que de toda a área amazônica, somente a parcela brasileira está sendo observada. Além disso, há uma tentativa de relacionar esses eventos aos produtores rurais. Coincidentemente ou não, esse fato acontece logo após a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que possui uma agricultura altamente subsidiada e sem condições de competir com o produto brasileiro. É o caso da França, que se mostrou resistente ao acordo.

Conforme dados divulgados pelo próprio jornal Zero Hora, o número de incêndios atual não é superior ao período da gestão FHC, por exemplo. Nas últimas décadas, o agronegócio brasileiro cresceu muito, uma verdadeira epopeia de um povo que pouco é referendado. Deixamos de ser importadores para nos tornar um dos maiores players do mundo atingindo quase duas centenas de países.

Isso é resultado de um aumento de produtividade sem quase alterar a área, demonstrando nossa eficiência. Dentro desse incômodo que o agronegócio vem criando começa a surgir um movimento que pretende coibir o crescimento do agronegócio brasileiro, com ataques constantes nos últimos anos. Estabelecendo uma luta interna ideológica e externa mercadológica.

Continuamos respeitando o meio ambiente. Fazemos aquilo que a lei determina e é preciso separar o legal e ilegal e cumprir o que determinam as regras. Esta é a nossa realidade e um pensamento do nosso setor. O acordo não beneficia o produtor brasileiro, mas prejudica o europeu. Hoje alimentamos o mundo inteiro com nossas carnes e nossos grãos, o que nos dá uma certeza: o mundo hoje não vive sem a agricultura brasileira, mas vive sem a agricultura francesa.

Fonte: Zero Hora

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