Ultimo passo da guerra fria que deixou uma população inteira isolada do mundo

A reabertura das embaixadas de Cuba e Estados Unidos nos respectivos países, nesta segunda-feira, 20, marca o processo de reconciliação entre ambos. Após 54 anos, ambos os países retomaram relações diplomáticas, sendo o acontecimento de hoje o selo desta reconciliação.

Na capital Washingon, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, recebe o Ministro do Exterior cubano, Bruno Rodríguez. Ele foi aos EUA acompanhado por uma delegação formada, entre outros, pela vice-presidente do Parlamento, Ana Maria Mari, e por Josefina Vidal, quem coordenou as negociações.

A cerimônia solene deve contar com a presença de cerca de 500 convidados, que verão a bandeira de Cuba ser hasteada na capital norte-americana. Já a bandeira dos Estados Unidos só será hasteada na capital cubana de Havana quando Kerry for ao país.

Em uma coletiva de imprensa, os representantes dos dois países falarão aos jornalistas sobre o reinício das relações e sobre a reabertura das sedes diplomáticas.

A reabertura das respectivas embaixadas é um passo importante, mas para numerosos analistas políticos o caminho para a plena normalização das relações entre os dois países ainda é longo e cheio de incógnitas.

O Presidente Raúl Castro, há poucos dias, fez uma série de exigências aos Estados Unidos, como o fim do embargo, a restituição da Base naval de Guantánamo – território ocupado de forma ilegal –, e a adoção pelos EUA de “um modelo diferente” em relação à história dos dois países.

A retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos foi anunciada em dezembro do ano passado. O diálogo estava rompido desde 1961, pouco depois de Fidel Castro assumir o poder.

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