A arte que vai ser usada em toda a comunicação visual dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 foi divulgada hoje (5), data que marca os dois anos que faltam para começar a competição. A diretora de Marca do Comitê Rio 2016, Beth Lula, informou que o “look dos Jogos”, como é chamada a arte, vai estar presente em vários locais e produtos para destacar a identificação com os Jogos.

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Desde balões de ar até instalações esportivas, incluindo os ingressos, vão mostrar desenhos e fonte [tipos de letra] criados pela equipe designers do Comitê.

“A nossa linguagem visual é muito colorida. A gente tem os azuis que falam dos nossos mares e céus, os verdes que falam da natureza, os laranjas que falam do nosso calor humano e do clima solar, os vermelhos que falam da vitória e da nossa força de vencer, enfim, uma paleta multicolorida assim como é a diversidade do povo brasileiro. Vibrante do nosso jeito”, disse, destacando que a decoração dentro das arenas é importante porque cria o ambiente festivo.

O diretor-geral de Operações do Comitê Organizador Rio 2016, Leonardo Gryner, disse que os americanos costumam usar a expressão “isso aqui não é tão complicado quanto botar um foguete para voar”, quando querem falar que alguma coisa é simples. Para ele, a organização dos Jogos Olímpicos é quase tão complicada como botar um foguete para voar. “No nosso caso, esse foguete tem dia e hora para começar a voar. Tem esse desafio a mais”, analisou.

Para dar um exemplo, Gryner citou o sexto dia da competição, incluindo a abertura, quando haverá 50 eventos diferentes. As primeiras disputas começam às 8h30 com competições de remo e a última será um jogo de vôlei às 21h30, que acaba às 0h50 do dia seguine. De acordo com ele, essa movimentação equivale a 50 partidas de futebol ocorrendo no mesmo dia no Rio de Janeiro.

“Neste dia, que é um dia absolutamente normal no Rio de Janeiro, uma quarta-feira, tudo vai estar funcionando. Vai ter 50 partidas de futebol ocorrendo e vai ser dia normal. A única coisa que não será normal nesta época do ano, é que as escolas não vão estar funcionando. E só não estarão funcionando nos Jogos Olímpicos, porque nos Paralímpicos estarão funcionando”, disse.

Para os atletas a complexidade está no tempo que falta para começar a competição. Há grande expectativa, mas também confiança. A dupla de velejadoras do Time Fênix, Isabel Swan e Renata Decnop, acredita que o Brasil está em um bom caminho e com chances de conquistar medalhas na modalidade. Elas acreditam que a Olimpíada no Brasil tem gerado um crescimento para todos que estão envolvidos com o evento. “Com certeza é uma evolução. O Brasil está se esforçando bastante e o resultado disso é, sim, alcançar os primeiros lugares. Está havendo um investimento e um planejamento melhor. Acho que a gente tem mais responsabilidade por esta Olimpíada ser no Rio de Janeiro”, disse Isabel.

As duas estão participando do Aquece Rio, evento-teste de vela para as Olimpíadas, promovido pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e a Confederação Brasileira de Vela, que recebe 320 atletas de 34 países em competições de dez classes da modalidade em cinco raias diferentes (Pão de Açúcar, Escola Naval, Ponte, Copacabana e Niterói) na Baía de Guanabara.

Isabel disse que o fato dos brasileiros poderem fazer essa competição e os treinamentos na Baía de Guanabara pode representar uma vantagem com o maior conhecimento da região, mas, mesmo assim, as características específicas do local, como as correntes de águas e os ventos, se transformam em dificuldades. “As condições do Rio de Janeiro vão mostrar quem são os melhores velejadores”, analisou Isabel.

 

 

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