O carro e sua saúde. Você já parou para pensar que a falta de higiene dentro do carro pode dar carona para passageiros desagradáveis, como fungos, vírus, bactérias e ácaros? Sabe aquele resto de comida no lixo pendurado no câmbio, os sapatos jogados no chão do veículo, a garrafinha de água que está parada há uma semana (ou mais) e a cadeirinha do bebê com respingo de leite e vômito?

Fique atento com tudo isso, pois não basta lavar o veículo por fora (isso é o menos importante, especialmente com a crise da falta de água). O fato é que carro sujo pode transmitir várias doenças, como gripe, resfriado, amigdalite e outras viroses.

Segundo a infectologista Alina Habert, a higienização é importante para “diminuir a população microbiana e reduzir a possibilidade de contaminação do ambiente, risco de alergias e infecções”.

Além disso, a médica também alertou que quando deixamos o carro com o manobrista, por exemplo, não sabemos se ele está com alguma infecção ou virose facilmente transmissível. Já pensou se ele espirra ou está com coriza? O vírus está lá na direção, no câmbio e nos botões do rádio! Por isso, a importância de lavar as mãos o tempo todo.

COMO LIMPAR O CARRO

Para desinfetar o carro, a especialista avisa que somente com o uso de álcool 70. Água e sabão, espuma desinfetante e aspirador de pó são ótimos aliados para fazer a limpeza daquela sujeira mais grossa, mas não desinfetam.

No caso das telas multimídias do carro, o melhor é utilizar um spray ou espuma específicos para a limpeza do material. A médica também aconselhou ter sempre à mão uma sacolinha de lixo limpa, garrafa de água renovada e lenços de papel.

A ingestão de água de forma constante evita o ressecamento dos olhos e garganta, que podem ser causados pelo ar-condicionado, e porta de entrada para os vírus.

Por falar em ar-condicionado, é importante sempre lembrar de trocar o filtro a cada 20 mil km ou dois anos. Mas, este tema vou deixar para outro post, ok? Por enquanto, preciso tomar vergonha na cara e limpar o meu carro. Em tempos de gripe H1N1, é melhor prevenir do que remediar, certo?

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