Crise cada vez mais agrava setor de varejo, rede Leader deve demitir em breve 40% dos seus funcionários, além de fechar lojas. E a Lojas Americanas planeja um corte de 25% de sua folha salarial.

O corte de funcionários deve subir das 179,9 mil vagas no ano passado para 253,4 milvempregos em 2016, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A previsão corresponde à redução de 3,3% da força de trabalho do setor em um ano, falência em algumas lojas não está descartada.

Apesar da nítida perda de ritmo de atividade econômica desde 2015, a redução do número de empregados no varejo em relação ao mesmo período do ano anterior ocorreu apenas a partir de agosto, quando as vendas já acumulavam recuo de 5,2% no mesmo intervalo.

“O ajuste tardio no quadro de funcionários do varejo, associado à intensificação da retração das vendas em 2016, deverá levar o varejo a registrar queda no número de trabalhadores pelo segundo ano seguido”, afirma Fabio Bentes, economista da CNC.

A entidade prevê tombo de 8,3% no volume de vendas no varejo em 2016.

PARCELAMENTO A PERDER DE VISTA

Para evitar a repetição de mais uma queda histórica das vendas, como em 2015, o varejo está lançando mão de toda sorte de estratégias para fisgar o consumidor. São ações que incluem prazos de até seis anos para financiamento, descontos progressivos para quem compra mais produtos e isenção do pagamento de uma das parcelas para quem paga em dia as prestações do carnê da loja.

A rede de supermercado Extra, do Grupo Pão de Açúcar, adotou uma tática usada pelos “atacarejos”, lojas que combinam o autosserviço dos supermercados com atacado, onde quem leva mais, paga menos. Desde o início deste mês, mil produtos oferecidos pelo Extra estão com descontos de 20%. Quem leva dois produtos, ganha desconto de 50% na segunda unidade. E se comprar três unidades do mesmo item, a terceira sai de graça. A cada 15 dias, esse grupo de produtos será trocado.

desmprego bate na porta