Conscientizar e esclarecer a população sobre o que é o câncer de cabeça e pescoço, seus fatores de risco e principais sintomas são algumas das ferramentas que contribuem na prevenção desta doença, que pode atingir a cavidade oral, faringe, laringe, seios paranasais, cavidade nasal, lábios e glândulas salivares

Neste mês, também conhecido como “Julho Verde”, em que é celebrado em 27/7 o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, o oncologista clínico do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, Andrey Soares, alerta que o uso do tabaco e o consumo de álcool são considerados os principais fatores de risco. Só o tabagismo aumenta o risco em 15 vezes se comparado a um indivíduo não fumante. O consumo excessivo de álcool aumenta em cinco vezes a chance do desenvolvimento deste tipo de câncer. Quando consumidos em concomitância seus efeitos maléficos são potencializados, juntos respondem por cerca de três em cada quatro casos da doença, conforme indicativos da Associação Americana de Câncer.

Um fator de impacto importante para o desenvolvimento do câncer de orofaringe é o papilomavírus humano, mais conhecido como “HPV”, responsável por até sete em cada 10 tumores de orofaringe. Outro vírus, como o Epstein Baar, também tem associação com o desenvolvimento do câncer de nasofaringe.

No Brasil são estimados 15.490 novos casos de câncer na cavidade oral e 7.350 na laringe, conforme indicadores para homens e mulheres, apontados pelo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA) previsto para 2016. Não há registro de estimativas para os demais órgãos de maneira individual que contemplam a categoria “câncer de cabeça e pescoço”. O cenário do país não se distancia dos dados mundiais. Nos Estados Unidos, estima-se que a doença seja responsável por aproximadamente três por cento de todos os tumores malignos.

De olho nos sintomas

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI), os sintomas do câncer de cabeça e pescoço podem incluir um nódulo ou uma ferida que não cicatriza, uma dor de garganta que não desaparece, dificuldade em engolir, uma mudança ou rouquidão na voz. Estes sinais podem também ser causados por outras condições, menos graves. Por isso a observação seguida de análise de um médico e/ou dentista em atenção aos sintomas é fundamental para o diagnóstico preciso.

Tratamento

Fatores como a localização do tumor no organismo, o estágio da doença, a idade da pessoa e o quadro geral de saúde contribuem para a escolha da conduta de tratamento mais adequada e personalizada a cada paciente. As terapêuticas podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo ou uma combinação de tratamentos.

O oncologista clínico esclarece que o objetivo do tratamento para o câncer de cabeça e pescoço é a cura, que pode ser alcançada em uma grande parte dos pacientes, dependendo do tamanho, localização, características do tumor e condições do paciente. “Quando a cura não é possível, buscamos controlar a doença e, sobretudo, preservar a função das áreas afetadas”, explica Soares. Para isso a atuação do oncologista clínico integrada à equipe multiprofissional – como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, dentistas, cirurgião, radioterapeuta entre outros, é fundamental no processo de reabilitação do paciente.

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