Com os protótipos de um app que identifica zonas de maior risco de contaminação, e de um ‘game’ que incentiva práticas sustentáveis de combate à doença, estudantes concorrem agora na fase mundial

[Atualizado] Seis estudantes brasileiros venceram o Desafio 6 da etapa nacional do “Nasa Space Apps Covid-19 Challenge”, hackathon internacional promovido pela incubadora da agência espacial, realizado no fim de maio. A equipe denominada “Space Coders” ficou no “Top 12” da etapa brasileira (a colocação específica não foi mencionada) e se classificou para a fase mundial.

Em entrevista ao Olhar Digital, Thiago Pongelupe Ribeiro, estudante de engenharia química e um dos vencedores, de Santos (SP), contou detalhes sobre as soluções inovadoras criadas por sua equipe.

Também integram o time, Igor Zaarour Alves, de Santos (SP); Denise Maria Martins, da cidade de São Paulo; Isabelly Dhafny Soares Gomes, de Aracajú (AL); Bruno Santos de Almeida, de Indaiatuba (SP) e Akalyel Orlandini, de Belo Horizonte (MG).

Com o acesso aos dados extraídos pela Nasa entre 30 e 31 de maio, a equipe teve 48 horas para analisar o impacto mundial da Covid-19 e entregar um protótipo de solução. Eles teriam que usar como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma série com 17 ações para transformar o mundo.

Soluções criadas

O resultado foi o desenvolvimento de um protótipo de aplicativo, uma espécie de Google Maps, com sistema de geolocalização integrado à fontes de dados científicos de portais públicos nacionais e internacionais. Como explicou o estudante, por meio de inteligência artificial, o app identifica as áreas de risco de contaminação que devem ser evitadas no trajeto colocado pelo usuário, as quais são classificadas por cor, e indica outra rota mais segura.Reprodução

Thiago Pongelupe Ribeiro e Igor Zaarour Alves, integrantes da equipe vencedora. Foto: Arquivo pessoal

Além do app, eles também criaram o protótipo de uma espécie de jogo voltado para jovens, com o objetivo de incentivar práticas sustentáveis de combate ao coronavírus. “Por meio de gameficação, ao cumprir metas voltadas às ODSs correspondentes à saúde e bem estar, os usuários são pontuados e ganham prêmios, como forma de incentivo”, contou Thiago.

Fase mundial do hackathon

A equipe “Space Coders” concorre agora, com o mesmo projeto, em seis categorias na etapa global -“Melhor Uso de Dados”, “Melhor Uso de Hardware”, “Mais Inspirador”, “Melhor Conceito de Missão”, “Melhor Uso da Ciência” e “Impacto Galáctico”. 

Os prêmios para cada categoria são um convite para visitar o Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA) e a oportunidade de fazer o Pitch da solução para uma banca de cientistas da Nasa e de outras agências espaciais.

“Só de estarmos classificados na fase global já é um grande prêmio. O destaque que teremos concorrendo na próxima etapa com certeza pode abrir muitas portas a todos da equipe”, comentou.

A divulgação dos vencedores da etapa mundial será em agosto. A lista completa com as equipes brasileiras finalistas pode ser acessada aqui. Estamos na torcida!

Fonte: Olhar Digital

 

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