Quando se fala sobre pirâmides, logo vem à cabeça as pirâmides do Egito, construídas em pedra para abrigar os corpos dos faraós. Entretanto, descobertas arqueológicas levantam hipóteses de que no passado, houveram pirâmides ocultas no meio da Amazônia.

Em fevereiro de 2018, pesquisadores do projeto Llanos de Mojos encontraram elevações de construções de diferentes tamanhos em forma piramidal em plataformas de terra, acumuladas durante mil anos. Elas cobrem até 8 hectares, cercados por um aterro e podem atingir até 25 metros de altura. Nestas elevações foram estabelecidas colheitas, casas e cemitérios, e estão interligadas por meio de estradas.

A pesquisa realizada pelo Instituto Alemão de Arqueologia na Llanura Beninana (Llanos de Mojos), planícies no norte da Bolívia, indica que o assentamento tenha entre 400 e 1400 d.C. de tamanho maior do que imaginado.

Acredita-se que essa descoberta tenha uma ligação com os povos pré-hispânicos e embora a população da região não possa ser levantada quantas pessoas habitaram o local, sabe-se que era muito mais densa do que atualmente e que as aldeias desenvolveram técnicas agrícolas para garantir uma subsistência autônoma. 

A região de Llanos de Mojos compreende uma área de cerca de 110 mil km², no departamento de Beni, na Bolívia.

Nos túmulos encontrados no local, é possível notar que se tratou de uma sociedade hierárquica. Em um deles, um homem foi enterrado com oferendas de materiais trazidos de outras regiões, uma placa de metal em sua testa, algemas de metal e um colar de dentes de onça. Há também descobertas de cerâmicas, pintadas com desenhos muito elaborados e estéticos.

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 “Sempre se pensou que as grandes culturas se concentraram na região dos Andes, onde estavam os incas quando os espanhóis chegaram, e os monumentos de pedra são muito mais visíveis. No caso da Amazônia, estimava-se que havia pequenos povoados que viviam em harmonia com a natureza, num estado quase primitivo de caçadores e coletores, que nunca alcançaram um desenvolvimento maior”, diz a arqueóloga e professora da Universidade de Bonn, Carla Jaimes Betancourt.

Além disso, outro indício sobre a existência de pirâmides está presente no livro “A Crônica de Akakor” publicado em 1972 feito pelo jornalista Karl Brugger. Durante uma conversa em um bar que descreve uma das inúmeras lendas disseminadas na Amazônia sobre a existência de uma suposta civilização antiga que estaria localizada na Serra do Gupira, região do alto Rio Negro. Tal civilização, muito evoluída no passado, teria desaparecido antes mesmo do descobrimento do Brasil. Brugger conta que sua descoberta começou em 1971, numa rua de Manaus, onde o piloto suíço Ferdinand Schmidt conheceu Tatunka Nara, que afirma ser nativo da tribo Urgha Mogulada, supostamente existente no interior do Amazonas. Com informações fornecidas por Schmidt, o jornalista viajou para Manaus e contatou o indígena, que lhe fez revelações sobre sua tribo. Disse que era um príncipe e que na região existiam nada menos que 3 cidades habitadas por seu povo, chamadas Akahim, Akakor e Akanis. Em Akahim existiria um objeto grande e muito antigo, entregue há milhares de anos aos sacerdotes modulados por “deuses vindos do céu”, segundo Nara. Tal artefato, de acordo com as tradições, começaria a “cantar quando os deuses retornassem a terra”. Uma equipe da revista Veja, sobrevoou a região da Serra da Gupira em 1 de agosto de 1979, e divulgou uma reportagem de 5 páginas mostrando estruturas piramidais cobertas pela vegetação. Contudo, logo após a realização da reportagem, começaram a surgir versões diferentes para explicar as pirâmides.

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 Existe também uma suposta ligação com as formas geométricas encontradas na Amazônia, os Geoglifos. Em 2016, uma equipe de exploradores e pesquisadores descobriram um complexo de pirâmides antigas em uma área remota da floresta amazônica equatoriana, uma região não conhecida internacionalmente pelo público em geral. Bruce Fenton, escritor e pesquisador, completou uma análise das descobertas e acredita que o complexo pode ser a “Cidade Perdida dos Gigantes”.

No local da descoberta há uma estrutura piramidal extremamente grande, de aproximadamente 80 metros quadrados de base e 80 metros de altura, com lados aguçadamente inclinados. Esta estrutura é feita de enormes blocos de pedra de formatos irregulares, cada um atualmente calculado como tendo aproximadamente 2 toneladas; muitas centenas desses blocos faziam parte das paredes do local.

O topo parece ser uma área achatada suspeita de ter sido a plataforma usada por sacerdotes em cerimônias, ou possíveis sacrifícios. Espalhados pela área estão muitos artefatos de pedra e cerâmica. Muitos destes objetos parecem ser ferramentas de pedra que poderiam ter sido usadas em mineração, ou para refinar algum tipo de minério. O estilo dos prédios e dos objetos encontrados sugerem pertencer à uma cultura pré-Inca. Dentre as ferramentas encontradas estão algumas que seriam extremamente difíceis de serem usadas de forma prática por seres humanos de tamanho normal, o que levou Fenton a suspeitar que esta tenha sido uma das cidades perdidas de gigantes, as quais fazem parte das lendas bem conhecidas na região da Amazônia. 

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As lendas locais falam de humanos gigantes que viveram em cidades que se tornaram esquecidas nas páginas da história. Ossos de povos gigantes têm sido encontrados em cavernas da região, bem como em outras partes do Equador. Acredita-se que esta região em particular é um grande lugar de reunião de tribos. A equipe identificou várias colinas de grande porte a serem validadas como estruturas piramidais, cada qual de tamanho igual à da suposta pirâmide descoberta. É possível que cada uma destas colinas seja uma pirâmide ainda a ser desenterrada.

Os blocos de pedra variam de tamanho e forma pelas paredes da pirâmide. Parecem possuir um estilo caótico, onde o trabalho em pedra assemelha-se ao que é visto em outros sítios antigos no Peru, como o caso do forte de Saksaywaman, que embora atribuído aos Incas. Os índios locais afirmam que havia um povo antigo com a habilidade de amolecer as pedras com um produto derivado de plantas.

Entre os blocos possui uma substância parecida com cimento ou concreto. De acordo com as pesquisas, pressupõe que os Incas não utilizavam argamassa, mas sim faziam com que os blocos se encaixassem perfeitamente. Neste caso, existe um material de ligação entre alguns dos grandes blocos de pedra. Porém, análises mais minuciosas revelam a possibilidade de que isso poderia ser algum tipo de material vitrificado. Evidências de outras rochas vitrificadas têm sido encontradas em sítios antigos na América Latina.

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Em 2019, um grupo de expedições chamado de Andarilho Expedições, publicou no blog a descoberta de 3 pirâmides dentro da floresta em Rondônia. Segundo Antônio, são cumes (pontos de uma superfície elevada) alinhados com diferença de 100 metros de altura entre eles.

A localização das estruturas, no entanto, não foram divulgadas pelo mesmo, mas afirma que as estruturas estão dentro de um Parque Nacional, em Rondônia.

Há 8 anos antes da suposta descoberta, um pesquisador autônomo encontrou o primeiro altar da civilização Inca no Brasil. O especialista em georreferenciamento Joaquim Cunha da Silva, afirma que o santuário foi localizado em um sítio de Alta Floresta do Oeste (RO) e estava sendo estudado desde 2009.

De acordo com o pesquisador, próximo do altar foi localizado uma construção de pedra e terra, no formato de uma pirâmide, onde no topo da edificação existem desenhos de animais e pessoas. Ainda foram vistos no local restos de cerâmica e peças como machadinhas e facas de pedra. O espaço é ocupado também por um muro ou terraço, que segundo Joaquim, pode ter sido utilizado na agricultura.

Fonte: Portal Amazônia