Isaias 9,6 Um menino nasceu para nós: um filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “Mensageiro do Conselho de Deus”.

Foi celebrado nesta quinta-feira 25/12 pelo Pároco Jefferson Silva de Oliveira, Missa do Natal do Senhor na Igreja São Jorge da Paroquia Maria Mãe da Igreja, na Homilia o Padre Jefferson fala sobre Deus que se fez homem,  Pelo mistério da Encarnação, estabeleceu-se uma comunhão indissolúvel entre a divindade e a humanidade. Jesus foi o ponto de encontro deste movimento que ligou a Terra ao Céu, o homem a Deus, a história à eternidade. Vindo de junto do Pai, Jesus é a Palavra de Deus que se tornou visível na história humana. Sua existência iria manifestar os desígnios divinos, tanto no seu falar quanto no seu agir. A vida que haveria de transmitir, mediante gestos poderosos, provinha da abundância da vida herdada do Pai. Sua presença se constituiria em luz para orientar a humanidade decaída, ansiosa de salvação. Por meio dele, seria possível chegar até Deus e experimentar a comunhão divina. Todavia, este Jesus era plenamente humano, excluindo-se apenas a experiência do pecado. Não lhe foram concedidas regalias, pelo fato de ser o Filho de Deus. Por isso, experimentou a rejeição exatamente daqueles para os quais fora enviado. Sua não acolhida revelar-se-ia em forma de perseguição, hostilidades e abandono, para culminar na morte de cruz. Na medida em que descia aos porões da humanidade, Jesus ia comunicando ao ser humano, ferido pelo pecado, o lenitivo da salvação. Desta forma, as pessoas reconciliavam-se com Deus e recuperavam sua dignidade original. Nisto consiste o mistério do Natal!

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.  João 1:14

Essa revelação entra num contraste brutal quando no versículo 14 João diz:  “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Esse foi o mais impressionante milagre da história de Deus. O Divino, o Todo-Poderoso, o Eterno se fez homem, limitado, mortal. Aquele que não poderia ser contido por nenhum espaço mensurável, nasceu numa manjedoura, na pequena vila de Belém, arredores de Jerusalém.

Naquela noite de natal, dois mundos pareciam conviver sem se darem conta um do outro. Exatamente como hoje. Num desses mundos, os anjos se movimentavam eufóricos e proclamavam: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Lc 2:14). Quanto aos humanos, apenas os que viviam conectados ao céu, como os magos que viram uma estrela brilhante no Oriente e a seguiram na direção do Rei nascido, ou como os pastores que no campo cuidavam de suas ovelhas, mas tinham ouvidos para ouvir as milícias celestiais, perceberam a sublimidade daquele momento. No outro mundo, este que conhecemos muito bem, tudo corria na mais previsível rotina: religiosos vazios enchiam templos mofados com suas orações enfadonhas, pessoas se movimentavam de um lado para outro em busca de seus próprios desejos, estalagens fechavam suas portas, lotadas de gente que não tinha nada mais a fazer do que correr atrás de si mesma e governantes se preocupavam apenas em garantir seu próprio pedestal. Tudo e todos absolutamente alheios ao maior evento da História até então, a encarnação do Verbo, o nascimento do Filho de Deus, Jesus Cristo, homem.

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