Ao vencer as eleições presidenciais, Carlos Eduardo Pereira prometeu fiscalizar todas as negociações feitas pelo ex-presidente Maurício Assumpção. Cobrado por torcedores e conselheiros, o dirigente deu início à caça às bruxas. Acusado de improbidade administrativa, o ex-cartola do Alvinegro pode até ser expulso do clube caso as acusações feitas pelo conselho sejam comprovadas após ser instaurado um processo interno.

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O documento foi montado pelo vice-presidente jurídico do Botafogo, Domingos Fleury, que explicou  o que motivou tal medida. Segundo ele, há irregularidades em como foi conduzida a venda de Vitinho para o CSKA-RUSS. O dirigente acusa Maurício Assumpção de driblar as penhoras, o que gerou uma multa de R$ 10 milhões para o Alvinegro.

“Quando houve a venda do jogador Vitinho, o Botafogo estava sendo executado por dívida de R$ 27 milhões. O juiz determinou que os direitos econômicos da venda do atleta fossem penhorados. Isso não foi feito e a antiga gestão demorou seis meses para se posicionar oficialmente. O problema é que existia uma multa diária, que, somada, chega a R$ 10 milhões. Por esse motivo foi instaurado o processo interno”, disse o dirigente.

“Quem apresentou esses fatos fui eu. Sou o vice-presidente jurídico e tomei conhecimento de todos esses fatos ao analisar contratos. Absolutamente estranho tudo isso. Ordem judicial deve ser cumprida. Eu denunciei ao órgão competente. Na minha visão, as provas levam a uma prova de improbidade administrativa grave, com prejuízo enorme. A decisão não cabe a mim, mas ele deveria ser eliminado do clube”, completou Domingos Fleury.

Procurada pela reportagem, a antiga diretoria diz que não existe irregularidades e que o processo citado ainda está em andamento. Existe uma contestação da legalidade da multa, já que ela só poderia existir se o Alvinegro tivesse burlado alguma lei, o que até agora não foi provado ou decretado. Além disso, a gestão de Maurício Assumpção afirma que o dinheiro utilizado na venda de Vitinho foi utilizado para pagar contas e dívidas na oportunidade. O ex-presidente preferiu não conceder entrevista, mas disse que irá se defender das acusações quando for notificado.

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