Esta chegando o mês de outubro e com ele uma data muito importante: o Outubro Rosa, a já conhecida campanha de conscientização dirigida a todas as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Embora seja uma grave doença que afeta milhares de mulheres só no Brasil, correspondendo a 22% dos casos novos a cada ano, a importância da conscientização do Outubro Rosa têm feito com que muitas mulheres enfrentem e vençam a doença cada vez mais.

São muitas as histórias de superação de mulheres que venceram a doença e algumas delas nós já abordamos aqui.

outubro rosa

Se você já passou ou está passando por esse delicado momento, inspire-se com nessas 6 lições de vida abaixo e veja como superar o câncer de mama:

COMO FLÁVIA FLORES VENCEU O CÂNCER DE MAMA!

Durante o “Outubro Rosa” fica difícil não nos lembrarmos de um nome: Flávia Flores. Em outubro de 2012, Flávia descobriu que tinha câncer de mama. Na época, com 34 anos, a catarinense aproveitou seu amplo conhecimento em moda para montar uma Fan Page que dá dicas de beleza para quem está passando por essa situação.

O diagnóstico de uma doença grave nunca é recebido de forma leve. Num primeiro momento o paciente se desespera, chora, acha que vai morrer. Mais calmo, se alia à equipe médica e recorre aos tratamentos que, mesmo agressivos, podem livrá-lo da doença. E durante esse processo, a vida não pode parar. Flávia reagiu ao câncer e mais do que isso, levantou um exército de mulheres combatentes junto com ela.

A trajetória começou quando Flávia sentiu um caroço ao fazer exame de toque e procurou um médico. Como uma de suas próteses de silicone havia se rompido também, fez a troca e aproveitou para retirar o caroço, que foi mandado para avaliação. “Dez dias depois o médico me chamou para conversar. Eu nem me lembrava do caroço. Como faço meus exames regularmente e não tenho histórico na família, não me preocupei. Mas era câncer. E de um tipo bem agressivo”, lembra.

A empresária chorou durante 10 dias. Ficou agressiva e os amigos se afastaram. Contou apenas com o carinho dos pais e do filho de 20 anos. Depois do susto, Flávia que sempre trabalhou com moda – começou a modelar aos 14 anos e depois foi representante de marketing de várias marcas famosas – decidiu se antecipar. Antes mesmo de começar a quimioterapia, procurou na internet dicas de beleza para disfarçar a aparência de doente e formas diferentes de amarrar lenços, já que o cabelo iria cair. Mas não achou nada de muito consistente.

“Eu também me preocupei em não engordar. Procurei uma nutricionista para me ajudar a manter a forma, porque os remédios costumam inchar”, explica Flávia.

Assim, decidiu montar a Fan Page. “Foi uma forma de compartilhar meu conhecimento em moda com as pessoas e também de dizer para os meus parentes e amigos que eu estava bem, como era meu dia a dia. Inclusive as postagens fizeram meus amigos se reaproximarem de mim”, conta.

Algumas mulheres que estão na mesma situação de Flávia viam as fotos dela e pediam dicas. Foi aí que começaram os vídeos de como se maquiar, amarrar lenços na cabeça e se arrumar para uma festa de casamento. O canal chamou tanta atenção que até as blogueiras de moda e beleza aderiram à causa, como Camila Coutinho, do blog “Garotas Estúpidas”. Flávia ganhou espaço, e chegou até a dar palestras em feiras de beleza. Antes de lançar o canal e o livro “Quimioterapia e Beleza”, Editora Jardim dos Livros, Flávia não imaginava tal repercussão.

PACIENTE SUPERA O CÂNCER DE MAMA COM AJUDA DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS

Se ser feliz é uma questão de escolha, para Silvania Gonçalves, profissional de educação física e ex-personal trainer, foi a opção para amenizar a dor física e emocional da descoberta de um câncer de mama em estágio IV.

Para ser ter uma noção da gravidade da doença, a Sociedade Brasileira de Mastologia classifica essa fase quando a doença invade outras partes do corpo como ossos, pulmões, fígado, entre outros.

A partir do diagnóstico positivo, em outubro de 2012, foram quase três meses de reclusão total até Sil – como prefere ser chamada – resolver encarar o problema de frente e com muito mais vontade de viver. “Parei de me preocupar com pequenas coisas, passei a dar mais valor à minha família e amigos, pensar mais no próximo e, principalmente, descobrir minha fé em Deus”, lembra Sil.

Apaixonada por atividades físicas, o retorno à academia foi uma das primeiras atitudes dela, em Fevereiro de 2013. Ainda que com algumas limitações, a prática aliviou dores físicas já impostas pela doença e elevou inclusive a autoestima da jovem, de 35 anos.

Tanto que ela decidiu organizar uma espécie de minievento com direito a comida japonesa e champanhe, em um salão de beleza, para raspar completamente os cabelos longos e castanhos, antes de acontecer a chamada alopecia, queda de cabelo em razão da quimioterapia.

Malhação depois do tratamento

Catarinense e mãe de três filhos, Sil também criou no Facebook a página ‘Onco e Fitness’, que significa exercícios físicos para pacientes oncológicos. A ideia é incentivar e motivar outras mulheres a manterem uma vida mais saudável com práticas regulares de atividade física.

Em menos de um ano, a rede social teve um alcance superior a 13 mil curtidores, que seguem as recomendações da educadora, compartilham suas histórias e trocam informações.

“O objetivo é incentivar essas mulheres a não desistirem, mostrar que a vida continua após o câncer, que não devemos parar de fazer aquilo que gostamos e nos faz bem. Mostrar a importância de se manter ativa, praticar exercícios regulares e de que forma isso iria ajuda-las a superar a doença e os efeitos do tratamento. Ter câncer não é fácil, mas é escolha nossa seguir em frente”, aconselha Sil.

ELA SEGUIU A GRAVIDEZ, MESMO COM CÂNCER DE MAMA!

Ela seguiu a gravidez mesmo com câncer de mama

Como o ditado diz, amor de mãe não tem igual! E Simone Calixto provou que esse ditado é realmente verdadeiro, mostrando a todos que o forte sentimento que tinha pela filha que ainda geria era maior do que qualquer dificuldade que poderia ter na vida. Simone teve que enfrentar uma das doenças mais temidas, o câncer, para dar a luz à pequena Melissa, sua segunda filha.

Após três semanas morando no Canadá com o seu marido e sua primeira filha Amanda, ela recebeu o diagnóstico da doença e a confirmação da gravidez praticamente junto. No primeiro momento, sentiu um nódulo no seio, mas, como é médica, pensou que eram apenas mudanças no corpo por causa da gestação. Mas, após dez semanas, sentiu novamente o nódulo e, a partir daí, já imaginou o pior e soube que sua vida iria mudar.

Então, contou para a sua obstetra, que solicitou a realização de exames e confirmou o câncer de mama. Os hormônios da gestação estavam alimentando o nódulo e, por isso, ele estava crescendo rápido. Como o grau de gravidade do tumor era avançado, a obstetra informou que a gestação teria que ser interrompida. Foi a partir daí que a luta para sobreviver junto com o seu bebê começou.

“A coexistência dos dois processos antagônicos no meu corpo, um que conduz o organismo à morte e a gravidez que de forma tão bela e harmônica leva à formação de uma nova vida, direcionou-me para a cena de uma batalha. Porém, o amor profundo que eu já nutria pelo meu bebê tinha mais significado para mim do que a força com que aquele tumor crescia.”

Para Simone, a pior notícia, não foi ser diagnosticada com a doença, mas saber que a gravidez teria que ser interrompida. “Foi um verdadeiro choque quando me informaram sobre a necessidade doaborto terapêutico. Diante da gravidade do meu quadro clínico dificilmente o bebê sobreviveria. A conversa terminou ali porque eu fiquei emocionada.”

A fé que tinha em Deus a fez se lembrar de que já havia ocorrido um caso parecido. “Na madrugada do sábado, após a notícia, acordei me lembrando de um vídeo que havia assistido há cerca de três anos que discorria sobre um caso de câncer na gestação. Corri para o computador e consegui localizá-lo. Era exatamente um câncer de mama durante a gravidez que uma mãe contava.”

Segundo ela, a entrevista mostrava o médico que havia acompanhado o caso. “Acordei meu esposo imediatamente e depressa conseguimos localizar o Dr. Waldemir Rezende, o obstetra mastologista mencionado. Esperamos a diferença do fuso horário alcançar 7h da manhã no Brasil e ligamos para o Hospital Santa Catarina solicitando o contato dele. Às 7h05, eu estava passando o meu caso para o Dr. Rezende. Foi como se eu tivesse nascido novamente naqueles minutos.”

Como toda a pessoa que tem câncer e passa pelos tratamentos agressivos, Simone sofreu com os efeitos colaterais. “Durante a gestação, foi feita a quimioterapia. Tive anemia, baixa na imunidade e precisei realizar transfusão de sangue quando estava por volta do sétimo mês. Além disso, tive os efeitos comuns da quimioterapia, como queda dos cabelos. No entanto, isso foi secundário, já que me sentia a mãe mais feliz e abençoada do mundo com a minha filha crescendo dentro de mim a cada dia.”

Melissa

Após o parto, a mamãe realizou mais oito ciclos de quimioterapia e também radioterapia. “Pela primeira vez sentava na poltrona sem a minha filha se mexendo na minha barriga. Apesar da felicidade de tê-la com vida, vê-la em meus braços e poder acariciá-la, tive uma sensação de vazio e me faltavam forças. Só sobrava a doença e eu. Perguntava no meu íntimo confuso o que estava fazendo ali. Parecia que pela primeira vez tive consciência da doença. Foi difícil! Percebi quanta força a Melissa havia me dado naquele tempo.”

Hoje, sua filha está com oito meses. Segundo a mãe, é uma criança doce e terna. “Ela é muito alegre, acorda sorrindo. Também é calma, adora ser abraçada e acariciada. Além disso, é saudável e, graças a Deus, o desenvolvimento dela tem ocorrido dentro do normal, tanto da parte motora quanto cognitiva”, finaliza Simone cheia de alegria.

nasceu prematura e durante a cesárea já foi feita a mastectomia também. “Foi necessário interromper a quimioterapia com menos de oito meses de gestação para recuperar a imunidade, tanto a do bebê para o nascimento quanto a minha por causa da cesárea. Infelizmente, duas semanas após o efeito da última sessão de quimioterapia, percebeu-se a reativação do tumor, que voltou a crescer. Então, o parto teve que ser antecipado.”

Em toda essa situação difícil, ela continua enfatizar a importância da confiança que tinha em seu médico. “Apesar dos fatos nos forçarem a ter uma outra conduta, estava aliviada porque havíamos chegado quase até o fim da gravidez. Novamente a fé surge para nos lembrar que Deus havia nos acompanhado durante aqueles meses e que Ele não nos abandonaria. A presença do Dr. Waldemir realizando o meu parto e a minha mastectomia era tudo o que eu desejava. Pude entender melhor o significado da confiança nessa relação médico-paciente.”

MÃE DESCOBRE CÂNCER DE MAMA DURANTE A GRAVIDEZ

cancer de mama

Com cerca de 20 semanas de gravidez, a inglesa Sarah, 40, foi diagnosticada com câncer de mama agressivo. Em um cenário de pesadelo para qualquer mulher grávida, ela teve que suportar cinco rodadas de quimioterapia, enquanto Joshua estava se desenvolvendo dentro dela.

Sara e Carl já eram pais de Sasha, 5, e começaram a tentar ter outro filho. Seis meses de tentativas foram em vão. Eles recorream então à fertilização in vitro, que foi bastante cansativa e também não fez Sara engravidar. Foi de repente que Joshua veio, de forma natural, para a surpresa de todos.

De acordo com o Istituto de Câncer do Reino Unido, a quimioterapia pode causar danos ao bebê ou causar aborto apenas até 14 semanas de gravidez. Depois disso, o tratamento não afeta a criança, apesar de especialistas concluirem que são necessárias mais informações para determinar as perspectivas de longo prazo.

Logo após o parto, Sara foi submetida a uma mastectomia para retirada do câncer. “Embora eu tivesse toda a confiança nos cirurgiões, eu sabia que eu poderia não sobreviver e tudo que eu conseguia pensar era:”Por favor, deixe-me passar por isso. Eu quero passar minha vida com a minha família”, desabafa ela ao jornal Daily Mail. Após a cirurgia, Sara ainda passou por sessões de quimioterapia para matar as células resíduais do câncer, mas tanto ela como Joshua, estão bem e saudáveis. “Eu tenho um marido lindo, uma menina incrível e um bebê milagre. Eu me sinto muito sortuda”, finaliza ela.

A VISÃO DE UMA PACIENTE COM CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama, é o tipo mais frequente de câncer nas mulheres. Quando é dada a notícia para a família, a reação é um mix de sentimentos difíceis e fortes, mas nada se compara ao que o próprio paciente com câncer sente ao saber que está doente.

Com o objetivo de mostrar isso a população, a agência Cundari criou o filme “In Her Shoes”, para divulgar o evento Run For The Cure (“Corrida pela Cura”), da Canadian Breast Cancer Foundation.

O trabalho mostra a luta contra o câncer desde o momento do diagnóstico da doença, até a tão esperada cura. O formato de contar a história é em primeira pessoa, proporcionando reflexão.

Veja o vídeo abaixo:

ARTISTA TRANSFORMOU CÂNCER DE MAMA EM MOTIVOS PARA SORRIR

Artista transformou câncer de mama em motivos para

Bettina Hubby é uma artista de Los Angeles, Califórnia, e também uma sobrevivente de câncer de mama. Um dia antes de fazer a sua mastectomia, ela criou um evento no Facebook chamado “Thanks for the Mammaries” (obrigado pelas mamas, em tradução livre) e pediu aos amigos que enviassem “imagens, piadas e peitos”. A ideia inicial era só acalmar um pouco os ânimos, já que ela estava prestes a fazer um procedimento delicado.

Para a surpresa de Bettina, no dia seguinte a página tinha milhares de mensagens e imagens engraçadas – e deu tão certo que a artista acabou recebendo não só fotos de amigos, como de artistas colegas e de outros sobreviventes de câncer.

“Entrei na cirurgia sentindo como se tivesse conseguido alcançar algo maravilhoso”, disse ela à NY Mag.

Bettina queria passar a mesma sensação de apoio a outras pessoas na mesma situação e criou uma “exibição de mamas” de verdade, reunindo as 100 melhores fotos. “Ficou ainda mais claro para mim que isso poderia ajudar outras pessoas se eu abordasse o assunto com um pouco de humor”, disse ela.

As imagens estão expostas na galeria de arte ForYourArt, em Los Angeles, e parte do valor arrecadado com ela vai para a instituição Cancer Support Community – Benjamin Center, que ajuda pacientes com a doença.

Bettina foi diagnosticada com câncer de mama estágio 1 em janeiro desse ano e ela atualmente está se recupendado da mastectomia, realizada em abril.

Fonte:http://vilamulher.com.br/