Foto: Liliane Bello

Liliane Bello - Estudantes de diversas instituições de ensino superior visitaram a Fazendinha entre agosto e outubro deste ano

Estudantes de diversas instituições de ensino superior visitaram a Fazendinha entre agosto e outubro deste ano

De agosto a outubro deste ano a Fazendinha Agroecológica Km 47, em Seropédica/RJ, foi o palco de uma série de dias de campo e cursos sobre manejo agroecológico de sistemas de produção de hortaliças. Tendo à frente da organização o analista Ernani Jardim, do setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrobiologia, no mesmo município, os eventos – em um total de 15 – alcançaram quase 400 pessoas, entre estudantes, professores, técnicos de extensão rural e agricultores de diversas partes do País.
Participou gente de todo o Estado do Rio de Janeiro – de municípios como Bom Jesus de Itabapoana, Nova Friburgo, Sumidouro, Nova Iguaçu, Itaboraí, Vassouras, São Gonçalo, Seropédica e Campos dos Goytacazes – e também de cidades de Minas Gerais (Muriaé, Machado e Sete Lagoas), Bahia (Guanambi) e Espírito Santo (Itapina). “Tivemos a visita de muitos estudantes e a demanda é sempre a mesma: todos querem ver tudo o que é desenvolvido na Fazendinha”, conta Ernani.
Assim, os participantes conheceram um pouco de cada tecnologia, dependendo do tempo estipulado para cada visita. Pecuária leiteira orgânica, controle biológico, sistemas agroflorestais, plantio direto, minhocultura e adubação verde foram apenas algumas das tecnologias apresentadas. Segundo o analista da Embrapa, mais do que informar e atualizar conhecimentos, esse contato direto com o público traz a possibilidade de aprendizado na prática. “Para muitos, trata-se de uma oportunidade única de vivência a respeito de algo que só é visto na teoria. Em um mundo em que a informação é abundante e pode ser acessada facilmente, às vezes é difícil ter essa oportunidade”, afirma Ernani.
Para ele, ainda é cedo para fazer um balanço e avaliar a efetividade da transferência das tecnologias ali desenvolvidas, até porque é complicado conferir na prática a aplicação e a apropriação dos conhecimentos por parte dos visitantes. “Nós temos a obrigação de contribuir para a formação de multiplicadores. Esse é o nosso papel. E podemos dizer que, nesta temporada de 2014, vieram muitos estudantes, técnicos e até gestores, que são multiplicadores das tecnologias”, pondera o analista. “Se 10% das pessoas que vêm à Fazendinha aprenderem, já é motivo de grande satisfação”, completa.
De acordo com ele, os dias de campo e cursos foram organizados sobretudo conforme a demanda externa, que é cada vez maior. Vez ou outra, contaram com a participação de outros analistas ou pesquisadores da Embrapa e de instituições parceiras. A intenção, no entanto, é aos poucos fazer uma inversão dessa lógica e aumentar a oferta de eventos como esses, de maneira direcionada ao público-alvo da Empresa. “Temos tido uma demanda crescente de instituições de ensino que passaram a englobar em seu histórico escolar a agroecologia. E nós somos referência no assunto, em nível nacional”, aponta.
Entre as instituições que marcaram presença nos dias de campo e cursos sobre manejo agroecológico de sistema de produção de hortaliças neste ano destacam-se: Instituto Federal de Bom Jesus de Itabapoana, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA), Instituto Bélgica Nova Friburgo (Ibelga), Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, Colégio Estadual Agrícola José Soares Junior, Ministério da Agricultura, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBaiano), Universidade Federal de São João del Rey e Instituto Federal do Espírito Santo.

Liliane Bello (MTb 01766/GO)
Embrapa Agrobiologia

Telefone: (21) 3441-1500

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Faça o seu comentário