Unidades de Atenção Primária sob gestão do Viva Rio registraram mais de mil atendimentos nos primeiros sete meses do ano, com adesão predominantemente feminina

Unidades de Atenção Primária administradas pelo Viva Rio receberam 1.062 pessoas interessadas em parar de fumar entre janeiro e julho de 2026
A busca por ajuda profissional para abandonar o tabagismo registrou um salto significativo na cidade do Rio de Janeiro. Segundo dados das 76 unidades de Atenção Primária administradas pelo Viva Rio — que englobam Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde —, 1.062 pessoas procuraram tratamento entre janeiro e julho de 2026. O número representa uma alta de 58,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 670 atendimentos.
O cenário local reflete um desafio nacional: a pesquisa Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, aponta que 11,5% da população adulta brasileira é fumante. No perfil do público fluminense que busca ajuda, as mulheres lideram, representando mais de 61% dos pacientes. Em relação à faixa etária, a maior concentração de atendimentos está entre adultos e idosos de 50 a 69 anos (46,5%).
Como Funciona o Programa de Controle do Tabagismo
Alinhados às diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, os grupos de apoio oferecem acompanhamento estruturado por 12 meses. Em julho de 2026, 246 pessoas participavam ativamente dessas iniciativas.
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Avaliação Clínica Inicial: Triagem obrigatória para mapear os hábitos do paciente e verificar o grau de prontidão para a mudança.
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Fases do Acompanhamento: No primeiro mês, são realizados encontros semanais; no segundo mês, as reuniões passam a ser quinzenais; do terceiro mês em diante, o suporte ocorre mensalmente.
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Alta Médica: Após completar um ano de acompanhamento sem recaídas, o paciente recebe alta e passa a ser considerado ex-fumante.
Abordagem Multidisciplinar e Estratégias de Combate ao Vício
O tratamento atua diretamente nas três frentes da dependência: química, comportamental e psicológica. Segundo a farmacêutica Jane Maria de Carvalho, do Centro Municipal de Saúde (CMS) Hélio Pellegrino, a dependência química é tratada com apoio de medicamentos à base de nicotina e outros compostos. Para os aspectos psicológicos e comportamentais, equipes multidisciplinares com psicólogos, médicos, enfermeiros, dentistas, educadores físicos e agentes comunitários conduzem dinâmicas e estratégias de reeducação de hábitos.
Exemplos práticos demonstram a eficácia do método. A paciente Martha de Almeida, fumante há mais de 38 anos e com histórico de recaídas anteriores, ingressou no programa em julho. Através de estratégias combinadas — como a redução gradual de cigarros, definição de uma data definitiva de parada e acolhimento psicológico —, Martha conseguiu parar de fumar e hoje integra a fase de manutenção do tratamento.
Como Acessar o Serviço
No CMS Hélio Pellegrino, localizado na Tijuca (Zona Norte do Rio), novas turmas iniciam toda primeira segunda-feira do mês, com média de 10 participantes por grupo inicial.
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Endereço: Rua do Matoso, 96 – Tijuca.
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Horário de Atendimento: Segunda a sexta-feira, das 7h às 20h; sábados, das 7h às 12h.
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Como Agendar: Interessados devem comparecer presencialmente à unidade para agendar a consulta de avaliação clínica inicial.


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