Defesa do ex-presidente queria gravar o depoimento do petista e adiar o interrogatório, mas recebeu negativa; agora, ela tenta desqualificar Moro.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou, na manhã desta quarta-feira (10), dois dos três recursos protocolados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reverter decisões tomadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 

O primeiro pedido dos advogados do Lula foi que uma equipe independente fosse autorizada a gravar o depoimento do ex-presidente ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quarta, na sede da Justiça Federal em Curitiba. O STJ negou.

O outro desejo da defesa do petista era de que a corte adiasse o depoimento do ex-presidente por no mínimo 90 dias para que os advogados pudessem rever a análise de toda a documentação do caso. O Tribunal também não aceitou. 

Em uma terceira tentativa de reverter decisões da Justiça, os advogados do ex-presidente solicitou que o STJ considere o juiz Sérgio Moro suspeito para julgar a ação penal. Tal habeas corpus ainda não foi analisado.

Os três novos habeas corpus foram protocolados no STJ no início da noite desta terça-feira (9).

 

O depoimento que está marcado para as 14h desta quarta-feira é referente ao processo em que o petista é réu na Lava Jato sob a acusação de receber vantagens indevidas da empreiteira OAS, quando era presidente da República.

Para evitar confronto entre manifestantes a favor e contra a prisão do ex-presidente, a capital paranaense preparou um esquema de segurança especial na cidade. 

Uma decisão judicial proibiu acampamentos pela cidade das 23h de segunda até as 23h desta quarta. Além disso, a circulação de veículos e pedestres na região da Justiça Federal, no bairro Ahú, também foi limitada pela mesma decisão.

Haverá uma força-tarefa em pontos estratégicos da cidade, com participação das polícias Civil, Militar, Rodoviária e Federal. Também foram feitos bloqueios no trânsito e alteração de algumas linhas de ônibus.

Segundo a denúncia, Lula seria o beneficiário de um apartamento no Guarujá e da reforma de um sítio em Atibaia, ambos no estado de São Paulo.

* Com informações da Agência Brasil.

 

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