Lista de políticos investigados na Lava-Jato chega ao STF e inclui nomes de Cunha e Renan Montagem sobre fotos/Reprodução

Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB)Foto: Montagem sobre fotos / Reprodução

A Procuradoria-Geral da República protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas citadas naOperação Lava-Jato. Entre os possíveis investigados, há políticos com foro privilegiado e pessoas sem esta prerrogativa.

São 28 pedidos de investigação que tratam de citados nas apurações do esquema de corrupção da Petrobras. Também foram protocolados sete pedidos de arquivamento. Os nomes não foram divulgados, mas de acordo com o jornal O Estado de São Paulo inclui os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB) e Renan Calheiros (PMDB). Ambos foram informados que constavam na lista na última sexta-feira, pelo vice-presidente Michel Temer.

O protocolo foi realizado às 20h11min desta terça-feira por meio físico no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator das ações decorrentes da Lava-Jato.

Com a entrega dos pedidos de abertura de inquérito no Supremo, os nomes dos eventuais investigados estão protegidos por sigilo. Caberá ao ministro Teori decidir se levanta ou não o sigilo, o que é aguardado para os próximos dias.

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O relator também é o responsável por autorizar as investigações. Havendo indícios suficiente, ele libera a continuidade das apurações, abrindo o inquérito.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha negou que tenha sido comunicado sobre a possível inclusão de seu nome da lista dos políticos.

— Ninguém me comunicou de nada — rebateu o peemedebista.

A assessoria de imprensa da vice-Presidência da República nega que Temer tenha passado qualquer informação aos peemedebistas.

Lista de políticos investigados na Lava-Jato causa tensão em Brasília

Cunha presidiu a sessão deliberativa da Câmara nesta tarde e não tocou no assunto durante os trabalhos. Aos jornalistas, ele disse que estava com a consciência “absolutamente tranquila” e negou apreensão com a iminência da divulgação da lista de Janot. O peemedebista lembrou que foi “vítima de alopragem” há dois meses e que estará sempre pronto para esclarecer novos casos de “alopragem”.

— Ninguém está imune a absolutamente nenhum tipo de investigação — declarou.

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