O Diário Oficial do Estado traz nesta segunda-feira a exoneração do agora ex-presidente do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), o engenheiro Luís Machado dos Santos.

A queda de Luís Machado acontece pouco menos de dois meses após ele assumir o cargo.

A prisão de oito fiscais da autarquia foi a gota d’água para a sua demissão. De acordo com a Polícia Civil, os servidores — dois de carreira e seis comissionados — eram investigados por se passarem por policiais civis para extorquir dinheiro de empresários e comerciantes na Baixada Fluminense. Entre os presos, está Fábio Mathias Bullos, então chefe de gabinete de Santos no Ipem, que também foi exonerado nesta segunda-feira do instituto.

Após a exoneração, no momento o o órgão está sem presidente.

Luís Machado havia assumido o instituto no lugar do ex-deputado federal Alexandre Valle, que estava no comando da autarquia desde agosto de 2019 e pediu exoneração para se dedicar às eleições municipais. Valle é pré-candidato a prefeito de Itaguaí. No entanto, segundo fontes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e do Palácio Guanabara, a saída de Valle foi estratégia usada pelo governador Wilson Witzel (PSC).

Na iminência de ser afastado do cargo, Witzel teria oferecido o comando do Ipem para o deputado estadual Renato Zaca (Solidariedade), para que ele votasse contra sua cassação. Zaca tem um bom trânsito entre colegas parlamentares ligados ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que romperam com o governador do Rio. Com a entrega da autarquia ao político, Wilson Witzel espera que ele convença os políticos do PSL a ficarem contra seu afastamento.

Fonte: Extra

 

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